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	<description>Cultura independente</description>
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		<title>FANZINE &#8211; TRALHA</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 21:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Luiz R.
Fotos: Divulgação


Zine: Tralha
Editor: Daniel Hogrefe
Publicação Independente
Lançamento: 2012
Nota: 5
Ao contrário do que muitos leigos possam achar, o universo que envolve os fanzines é imenso, e nesse enorme submundo da mídia, a competição não esta em primeiro plano e em detrimento dessa exposição, a interatividade e criatividade é que é supervalorizada.
Pois bem, a pouco mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Luiz R.<br />
Fotos: Divulgação</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-4817" title="tumblr_m11i08Klr21rnd3vuo1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/tumblr_m11i08Klr21rnd3vuo1_1280-600x450.jpg" alt="" width="591" height="443" /></p>
<p><strong><br />
Zine</strong>: Tralha<img class="size-full wp-image-1989 alignright" title="estrelinhas-resenhas-02 copy" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2011/03/estrelinhas-resenhas-02-copy2.png" alt="" width="125" height="24" /></p>
<p><strong>Editor:</strong> Daniel Hogrefe</p>
<p><strong>Publicação Independente</strong></p>
<p><strong>Lançamento:</strong> 2012</p>
<p><strong>Nota: 5</strong></p>
<p>Ao contrário do que muitos leigos possam achar, o universo que envolve os fanzines é imenso, e nesse enorme submundo da mídia, a competição não esta em primeiro plano e em detrimento dessa exposição, a interatividade e criatividade é que é supervalorizada.<span id="more-4816"></span></p>
<p>Pois bem, a pouco mais de um mês recebi do nosso colaborador, <strong><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe">Daniel Hogrefe</a></strong>, sua mais nova enveredada por essas publicações independentes do meio alternativo. <strong><a href="http://muitatralha.tumblr.com/">Tralha</a></strong>, um fanzine com um propósito claro: documentar a história contada através de flyer’s da cena hardcore no Brasil.</p>
<p>Um trabalho minucioso e que exige empenho, desde a coleta de material, nem sempre disponível na internet, até o processo de composição da revistinha, quase toda montada de maneira artesanal e que traz pequenos detalhes que engrandecem o projeto gráfico e dão um charme especial ao material.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4849 aligncenter" title="DSC_0308" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC_03081-600x399.jpg" alt="" width="563" height="374" /></p>
<p>A capa, traz o nome do zine grifado em letras vermelhas, e foi pintada uma por uma com uma espécie de carimbo, fazendo de cada exemplar único. As páginas trazem os flyer’s de todos os tipos e produzidos usando diferentes técnicas desde colagens, passando por ilustrações feitas a mão e chegando até alguns já recentes feitos usando ferramentas que o computador oferece. No fim ainda tem uma página separada e nela estão breves descrições como: local, autor do cartaz e datas.</p>
<p>Nessa primeira edição, <strong><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe"></a><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe">Daniel </a></strong>não criou regras muito elaboradas de publicação, como bem descreve logo no editorial, além do fato de não haver sempre uma preocupação focada no diferencial e na beleza de alguns cartazes, tendo como base primordial simplesmente o registro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4850 aligncenter" title="tumblr_m28xg2O08i1rnd3vuo1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/tumblr_m28xg2O08i1rnd3vuo1_12802-600x450.jpg" alt="" width="565" height="421" /></p>
<p>Flyer’s de vários lugares do país e muitos de artistas independentes que já gozam de certo reconhecimento do seu trabalho, um apanhado sem distinção de estilos e auxiliado pela colaboração de pessoas que fizeram alguns flyer’s, até então esquecidos, chegarem às mãos de <strong>Hogrefe</strong>.</p>
<p>No meio de tanto cartaz, <strong><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe">Daniel </a></strong>reservou um espaço para dar voz aos nomes por trás de alguns trabalhos expostos no zine. O cara soube pescar bem, e a publicação traz duas entrevista; uma com Daniel Ete, ilustrador, desenhista e figura conhecida no underground nacional por sua arte suja e cheia de caveiras, e João Marcelo, estudante de jornalismo envolvido com hardcore e entusiasta da produção de flyer’s para concertos de música punk.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-4840" title="DSC_0311" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC_0311-600x399.jpg" alt="" width="293" height="195" /> <img class="alignnone size-large wp-image-4841" title="DSC_0310" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC_0310-600x399.jpg" alt="" width="295" height="195" /></p>
<p>O lançamento oficial do <strong><a href="http://muitatralha.tumblr.com/">Tralha</a></strong>, foi na mesma ocasião em que o pessoal da Ugra Press estava lançando o <a title="Link Permanente para Já disponível: 2º Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas" href="http://ugrapress.wordpress.com/2012/05/03/ja-disponivel-2o-anuario-de-fanzines-zines-e-publicacoes-alternativas/">2º Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas</a>. <strong><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe">Daniel </a></strong>foi convidado pelo pessoal a comparecer ao evento e apresentar seu mais novo material lá, o que pra ele rolou com grande entusiasmo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4847 aligncenter" title="DSC_0309" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC_0309-600x399.jpg" alt="" width="575" height="380" /></p>
<p>Morando a pouco mais de um ano na São Paulo cinza, <strong><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe">Daniel </a></strong>fez questão de reivindicar sua vivência em Maceió e grifou de maneira visível no zine as duas cidades como referência da publicação, o que enriquece ainda mais a produção local, visto que ha certo tempo vem sendo fertilizada por boas e novas publicações zineiras por aqui, processo do qual <strong><a href="http://cargocollective.com/danielhogrefe">Daniel </a></strong>fez/faz parte diretamente.</p>
<p>E você, tá esperando o que pra ir atrás do seu? Entra em contato aí com o cara: danielhogrefe@gmail.com</p>
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		<title>A arte de Leyla Buk</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=4649</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 21:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Colaboração: E. Mattüs
Fotos: Divulgação
Em meus passeios pelo bairro, lembro de ter trombado, algumas vezes, altamente embriagado com outra ébria, mas nunca com contato direto. Afinal, um bom bêbado odeia os outros! Alguns anos mais tarde, descubro que a figura se tratava de Leyla Buk, bêbada local e que tem se mostrado uma artista plástica genial.
Fui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Colaboração: E. Mattüs<br />
Fotos: Divulgação</em></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4664" title="01" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/012-600x644.jpg" alt="" width="547" height="547" />Em meus passeios pelo bairro, lembro de ter trombado, algumas vezes, altamente embriagado com outra ébria, mas nunca com contato direto. Afinal, um bom bêbado odeia os outros! Alguns anos mais tarde, descubro que a figura se tratava de <strong>Leyla Buk</strong>, bêbada local e que tem se mostrado uma artista plástica genial.<span id="more-4649"></span></p>
<p>Fui apresentado ao seu trabalho pelos acasos da internet, e, desde então, virei cliente, padrasto e cerrão nicotinado oficial de tal figura. Partindo de quadros engenhosos, contendo belas mulheres embebedadas, indo até jovens envolvidas com fantasias sexuais dignas do pior episódio de Guinea Pig, <strong>Leyla Buk</strong> criou seu próprio universo, um mundo recheado de nicotina, nudez e atitude.</p>
<p>O ambiente proposto em seus quadros sempre me fez refletir sobre o universo feminino, enxergando mulheres com faces que impõe desejo e dominação, quase sempre metidas em alguma fábula sexual com sangue, drinks e cigarros, o que poderíamos chamar de “Garotas Livres” de todo preconceito embutido pela sociedade.</p>
<p>E é, justamente, assim que a artista age em seus trabalhos e vida: liberdade de pensamentos e sexual para todos, dando um “chega pra lá” em toda a hipocrisia cristã de nosso maravilhoso mundo cheio de pecados.</p>
<p>Atualmente morando em Recife, <strong>Leyla</strong> anda cheia de novos trabalhos e ideias. Agora, partindo para a pintura em camisetas e artefatos ligados as artes plásticas, além de parcerias cinematográficas com a Canibal Filmes. Aqui ela nos conta um pouco sobre tudo o que acontece em sua vida neste lindo ano de 2012, que espero ser o último da humanidade:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4656" title="01" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/011.jpg" alt="" width="567" height="541" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quando surgiu seu interesse por ilustras e artes libertinas? </strong></p>
<p>Isso é algo que sempre fez parte da minha vida. Não sei dizer o momento certo porque não me lembro de algum em que isso não tenha feito parte de mim. Meu contato com a arte existe desde criança, desenho e crio coisas desde que me entendo por gente. Outro dia, minha irmã tava me lembrando do meu primeiro desenho, uma garota que se chamava Laila, coisa que eu nem lembro que existiu, mas ela lembrou bem e disse que ela era linda e tinha boca carnuda e vermelha, rs.</p>
<p>A forma feminina sempre me atraiu, isso é algo inquestionável. O resto fui desenvolvendo e descobrindo como expressar ao longo dos anos.</p>
<p><strong>Qual a maior fonte de inspiração do seu trabalho? </strong></p>
<p>A maior parte vem de dentro. Tudo o que sai tem a ver com alguma vivência e interesse pessoal, coisas pelas quais já passei ou estou passando, coisas que gosto, que me cercam. É inevitável não absorver algo de tudo o que gosto muito, são coisas que acabam me inspirando sempre. No geral, sou inspirada por filmes, música, crânios, sexo, cigarro, outsiders, Schiele, Bowie, Maria Callas&#8230;</p>
<p><img class="size-full wp-image-4670 alignnone" title="285190_1857053028618_1309631012_31603622_5397496_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/285190_1857053028618_1309631012_31603622_5397496_n.jpg" alt="" width="193" height="268" /> <img class="alignnone size-full wp-image-4734" title="180545_1584821943011_1309631012_31289236_2932330_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/180545_1584821943011_1309631012_31289236_2932330_n1.jpg" alt="" width="187" height="268" /> <img class="alignnone size-full wp-image-4740" title="425224_249605138452121_100002079115790_587220_126625474_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/425224_249605138452121_100002079115790_587220_126625474_n1.jpg" alt="" width="196" height="262" /></p>
<p><strong>Você uma vez comentou que tinha voltado a desenhar há pouco tempo (uns quatro anos, eu acho). Qual foi o incentivo para esse retorno? </strong></p>
<p>Na verdade, fez três anos agora em março. Passei bastante tempo sem produzir absolutamente nada, na minha adolescência eu só queria experimentar e descobrir o mundo, a mim mesma e conhecer coisas novas, foi onde me afastei completamente da arte, foi um período autodestrutivo, porém necessário pra eu chegar até aqui e saber exatamente do que gosto e do que não gosto.</p>
<p>A gente pode andar por muitos caminhos, experimentar muitas coisas, mas sempre voltamos praquilo que é nossa essência, pro que nos completa de verdade. Eu não poderia viver sem isso, porque faz parte do que sou, do que sempre fui. Então aqui estou fazendo algo que me mantém viva. Eu preciso disso pra viver, expressar o que sinto, meu trabalho me permite isso da forma mais livre possível, não teria como fugir ou ficar afastada disso por tanto tempo.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4768" title="259575_1779076799261_1309631012_31542248_5901835_o" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/259575_1779076799261_1309631012_31542248_5901835_o-600x436.jpg" alt="" width="591" height="428" /></p>
<p><strong>Atualmente, percebi que você tem expandido bem o seu trabalho nas artes plásticas. Além dos quadros e ilustrações, o que mais você tem produzido na área artística? </strong></p>
<p>Pinto camisetas com estampas que crio baseadas no mundo do cinema, música e literatura. Toda estampa surge do meu gosto pessoal, crio pensando no que eu gostaria de ter e que não é tão fácil achar por aí, aqui no Brasil, principalmente. Quem se identifica acaba encomendando.</p>
<p>Também tenho personalizado móveis para decoração usando a técnica de colagens e testando esculpir em porcelana fria, mas minha dedicação maior é sempre às pinturas e ilustrações, é o que curto fazer de verdade e no que dedico mais tempo procurando evoluir e refinar técnicas e estilo. Eu não sossego, estou sempre planejando e criando alguma coisa nova pra fazer, daqui alguns meses essa lista aí poderá aumentar bastante.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4681" title="225967_1700176506803_1309631012_31438826_2014029_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/225967_1700176506803_1309631012_31438826_2014029_n.jpg" alt="" width="433" height="572" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Musas do cinema underground (Vampira, Tura Satana, etc.) também se mostram bastante influentes em sua obra. Existe alguma em especial? O que mais te atrai na personalidade e trabalho de tais artistas? </strong></p>
<p>Eu pinto e desenho mulheres, e a mulher já é por si só uma imagem muito poderosa. Mas além da forma, tento personificar anseios de liberdade, desejos, fantasias e poder. Essas musas inspiradoras que tu citou não só interpretavam personagens fortes, decididas, feministas e poderosas, elas eram assim na vida real, tinham suas fraquezas, mas jamais abriam mão do que queriam, do que acreditavam.</p>
<p>Sou uma profunda admiradora da Barbara Steele, Bette Davis, Maria Calas, Tura Satana, etc. Foram artistas fabulosas, que deixaram trabalhos inspiradores no mundo, exemplo de garotas que fizeram alguma coisa além de dar adoidado por aí, de se limitar a cuidar da casa e de filhos ou falar e falar sem nada pra mostrar.</p>
<p>São modelos de mulheres fortes e lutadoras. As mulheres que crio não são aquelas que estão atrás do último número da revista de moda ou que tem como única meta na vida encontrar o príncipe encantado, casar e ter filhos. São mulheres que passaram por situações fodidas e tornaram-se fodas, fortes, únicas, conhecedoras de si mesmas, livres pensadoras, que fazem alguma coisa que vá perdurar no mundo, que não veem problema em serem elas mesmas, em serem orgulhosas de si e até arrogantes. Pinto e desenho meu tipo de mulher e cada uma delas tem um nome e uma história que desenvolvo em minha mente.</p>
<p><img class="size-full wp-image-4684 alignnone" title="254675_1889232833093_1309631012_31642215_4728492_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/254675_1889232833093_1309631012_31642215_4728492_n.jpg" alt="" width="197" height="258" /> <img class="alignnone size-large wp-image-4742" title="Foto0441" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/Foto04411-600x800.jpg" alt="" width="193" height="258" /> <img class="alignnone size-full wp-image-4745" title="169032_1557005527618_1309631012_31240761_6220802_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/169032_1557005527618_1309631012_31240761_6220802_n1.jpg" alt="" width="192" height="258" /></p>
<p><strong>Você teve seus desenhos inseridos no filme “O doce avanço da Faca”, de Petter Baiestorf, que também é seu namorado. Vocês possuem mais parcerias juntos? Quais as novas podreiras que o casal anda bolando? </strong></p>
<p>Petter e eu somos muito parecidos, dois alucinados que não param de produzir, até já nos metemos em furadas por causa dessa ânsia maníaca, rs. Temos algumas parcerias. Além das ilustrações, fiz a capa/pôster do filme “O Doce Avanço da Faca”, em 2009 também fiz os desenhos pros créditos do “Ninguém Deve Morrer”, um musical gore faroeste extremamente divertido, também temos parcerias em contos, e outros trabalhos que vocês podem conferir no nosso <strong>blog Canibuk</strong>.  Teremos novidades em breve, já temos uma parceria nova em um filme que logo será lançado, entre outros trabalhos que logo todo mundo vai poder conferir.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4686" title="427552_2615030897591_1309631012_32050644_1162880755_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/427552_2615030897591_1309631012_32050644_1162880755_n-600x419.jpg" alt="" width="590" height="411" /></p>
<p><strong>Aqui em Maceió, pudemos contar com sua presença na “Mostra de Arte Livre e Psicodelia” organizada em meados de 2010. Seu trabalho tem circulado por outras mostras? Como tem se dado a circulação dos teus trampos pelo país? </strong></p>
<p>Felizmente, meus trabalhos têm alcançado muita gente. A internet tem sido minha melhor aliada, é através dela que tenho promovido meu trabalho de forma mais eficaz. Uso o <a href="http://www.facebook.com/LeylaBukArtwork">Facebook </a>, <a href="http://canibuk.wordpress.com/">blog </a>e <a href="http://necrochorume.tumblr.com/">tumblr </a> para divulgar tudo.</p>
<p>Não acho que uma arte pra ser considerada bacana precise ser exposta em galerias, seja grande ou pequena, nem aprovada por conceituados críticos de arte. O importante é poder se comunicar, ter algo a dizer, ter essa liberdade. Não se pode esperar ser descoberto ou considerado pela crítica um artista grande, não me preocupo com isso porque é dor de cabeça certa. As pessoas vão comprar aquilo que aparecer em alguma revista ou programa da moda que diga que aquilo é a coisa do momento.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-4688" title="Banquinho Valentina" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/Banquinho-Valentina-600x800.jpg" alt="" width="163" height="219" /> <img class="alignnone size-large wp-image-4689" title="foto0356" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto0356-600x530.jpg" alt="" width="249" height="219" /> <img class="alignnone size-large wp-image-4690" title="foto0541" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto0541-600x781.jpg" alt="" width="169" height="219" /></p>
<p>Gente com grana demais tá meio alienada buscando coisas que dizem que elas devem buscar. Enquanto isso eu ando trabalhando bastante e usando todas as mídias sociais possíveis pra mostrar meu trabalho. Conto apenas comigo mesma e os meios de divulgação. Quem me acompanhou nestes últimos três anos pôde ver desde o comecinho todo o meu processo evolutivo que continua constante. Eu posto quase tudo, o que dá certo e o que não dá muitas vezes. Tudo é sempre um teste, experimentação, descoberta e evolução, quem me segue pode presenciar tudo isso.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4774 aligncenter" title="314471_1989403537298_1309631012_31754425_126055794_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/314471_1989403537298_1309631012_31754425_126055794_n-600x686.jpg" alt="" width="432" height="492" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Possuo um trabalho seu em minha parede que minha mãe odeia pelo alto nível de putaria embutida. A forte presença do sexo no seu “universo artístico” tem prejudicado a divulgação de suas obras? Como anda a censura dentro da arte libertina? </strong></p>
<p>É certo que falar abertamente de sexo e outros temas que a sociedade considera tabus e moralmente inaceitáveis não abre muitas portas. Acho isso tudo muito estranho, principalmente porque meu trabalho não é pornográfico (na minha opinião, pelo menos). Vejo o sexo de forma muito natural, não como algo pra ser escondido ou tratado como sujo e feio, essa atitude é que deveria ser considerada anormal.</p>
<p>Sou censurada nas próprias redes sociais. Constantemente sou denunciada por causa de imagens que posto, e não são imagens sexualmente explícitas. Certamente tenho algum (ou alguns) stalker recalcado e obcecado que tem como prazer maior na vida me perseguir.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4750 aligncenter" title="skull t-shirt - do it yourself" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/skull-t-shirt-do-it-yourself3-478x800.jpg" alt="" width="413" height="668" /></p>
<p>O mundo anda seguindo trilhas de merda nos últimos anos. O Brasil é o 2º país com maior número de cristãos, e isso, pra pessoas que fazem uma arte mais livre, sexual ou crítica, significa perseguição e censuras sem fim. A religião tem interferido em todo o processo de desenvolvimento social que seja possível, tem atrofiado mentes e fodido com a liberdade de pensamento, eles dizem o que é certo e errado, fazem campanha contra gays, contra sexo anal, contra sexo oral, contra sexo de qualquer jeito, contra aborto, interferindo assim na nossa liberdade de escolha, criam falsos moralistas, se metem na educação, na política, nas grandes decisões, e isso tudo num país que se diz laico.</p>
<p>As consequências disso são as piores possíveis, é só comparar nosso país com outros onde o número de religiosos é menor, a diferença no desenvolvimento é gritante. As pessoas falam muito em respeito, mas não dá pra respeitar algo que não respeita o espaço, as escolhas de ninguém, algo que só faz a humanidade retroceder, que é usado como desculpa pra manipulação, controle social e involução de todos os tipos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-4703 aligncenter" title="297538_1922886074403_1309631012_31686211_2666711_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/297538_1922886074403_1309631012_31686211_2666711_n.jpg" alt="" width="391" height="553" /></p>
<p>Espero, do fundo do meu coração, que existam mais Erivaldos no mundo, pessoas de mente livre e desprovidas de hipocrisia que possam apreciar o meu trabalho e de outros artistas sem medo de assumir isso. Aliás, esse é um comportamento constante, pessoas que curtem algum trabalho, mas sentem receio ou vergonha de assumir publicamente. Quase ninguém acha que pode ter um quadro com uma mulher com peito de fora e uma faca sangrenta na mão pendurada na parede da sala, pois o que pensarão dele?  Mas é um preço pequeno que se paga por fazer o que se gosta. Vai ser assim sempre porque pintar margaridas e frutas viçosas não é a minha. Seria mais fácil seguir esse caminho, mas não seria eu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-4809" title="foto0672" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto06721-513x800.jpg" alt="" width="424" height="660" /></p>
<p><strong> Você é patroa do fabuloso blog Canibuk juntamente com o Petter. E, pelo que vi, possui um público bem fiel. Conte-nos um pouco sobre o universo do blog, existe um tema central ou vocês postam o que vem na cabeça? </strong></p>
<p>Falamos no blog sobre tudo o que gostamos, então entra muita coisa, mas coisa de qualidade, porque somos pessoas de bom gosto, hehehehehe.</p>
<p>Falamos de novidades na cena underground no Brasil e em outras partes do mundo, cinema trash, artistas clássicos e contemporâneos que tenham algo bacana a dizer e a mostrar, pessoas com as quais nos identificamos, poesia marginal, exploitations, musas inspiradoras, receitas vegetarianas, putarias e fetiches que nos agradam.</p>
<p>O Canibuk recebe em média 1500 acessos diários, é um número animador e que nos garante algumas respostas e contatos interessantes. Recebemos colaborações, então quem tiver um trabalho bacana para mostrar e que não fuja da temática do blog (seja filme, música, poesia, ilustração, pintura e qualquer outra forma de arte) pode entrar em contato conosco e mandar material pro baiestorf@yahoo.com.br e analisaremos tudo, se aprovarmos será divulgado por lá. Visitem e sigam: <a href="http://canibuk.wordpress.com/">http://canibuk.wordpress.com/</a></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4710" title="312012_1951214902606_1309631012_31721275_4515904_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/312012_1951214902606_1309631012_31721275_4515904_n.jpg" alt="" width="194" height="283" /> <img class="alignnone size-full wp-image-4712" title="263571_1775806957517_1309631012_31537332_1860025_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/263571_1775806957517_1309631012_31537332_1860025_n1.jpg" alt="" width="193" height="278" /> <img class="alignnone size-full wp-image-4725" title="Sem título" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título1.jpg" alt="" width="203" height="279" /><br />
<img class="size-large wp-image-4772 alignnone" title="Misanthropy" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/Misanthropy1-588x800.jpg" alt="" width="202" height="273" /> <img class="alignnone size-full wp-image-4760" title="00" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/00.jpg" alt="" width="225" height="258" /><img class="alignnone size-large wp-image-4761" title="166990_2637477898752_1309631012_32057966_650811368_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/166990_2637477898752_1309631012_32057966_650811368_n1-457x800.jpg" alt="" width="159" height="280" /></p>
<p><strong>A nicotina tem sido uma grande mãe para você e outros diversos artistas, sempre te vejo criticando o movimento antitabagista que se espalha como doença no país. É possível viver num mundo sem cigarros? Já desenvolveu algum trabalho dando um esculacho nos pulmões hipocritamente corretos? </strong></p>
<p>É possível viver num mundo sem cigarros, sim. O que não é possível é essa gente querendo te dizer a todo o momento o que se deve ou não fazer. Meu problema maior é com isso e com a hipocrisia da situação. Sou fumante e sei das consequências disso e, independente se eu quero parar ou não, essa é uma escolha que eu deveria fazer sem precisar ser forçada a isso.</p>
<p>É incompreensível ver estas pessoas agindo como arautos da saudabilidade e despejando suas palavras anti-fumo enquanto enchem a cara sempre, se entopem de remédios, não vão até a esquina sem pegar o carro poluente, trepam feito loucos sem nenhum tipo de proteção e não levam uma vida 100% saudável de qualquer  forma que a palavra saudável signifique.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4778" title="268300_1857055948691_1309631012_31603638_1899172_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/268300_1857055948691_1309631012_31603638_1899172_n-600x717.jpg" alt="" width="467" height="557" /></p>
<p>Eu jamais acenderia um cigarro no meio de uma praça pública que tivesse gente em volta, num ponto de ônibus ou qualquer coisa do tipo, isso aí é questão de educação, respeito e bom senso e é disso que as pessoas precisam, não de proibição. Há tanto carro poluindo por aí, tanta comida que mata a longo prazo, tanto consumo de carne exacerbado que traz consequências terríveis pro meio ambiente, mas não é do interesse de ninguém mexer com isso.</p>
<p>As pessoas só precisam se informar mais e pensar um pouco antes de saírem repetindo tudo o que veem na TV, o que ouvem por aí. Fumar faz mal a saúde, mas muitas coisas fazem também, proibir o cigarro, perseguir os fumantes e negligenciar todas as outras coisas é incoerente e hipócrita e isso é que revolta. É como as pessoas tão preocupadas com a vida animal, pagando de protetores dos bichos, mas se tu vai olhar o prato tem um belo pedaço de bife sangrento e suculento. A hipocrisia é a mesma.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4806 aligncenter" title="423833_305057749557737_163087900421390_855080_765210287_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/423833_305057749557737_163087900421390_855080_765210287_n3-600x266.jpg" alt="" width="552" height="243" /></p>
<p>Em todos os meus trabalhos eu procuro cutucar um pouco a onça. Boa parte das garotas que crio são fumantes, e não se trata de fazer apologia ao cigarro, é simplesmente porque fumo, pinto coisas que tenham a ver comigo e o cigarro faz parte do meu dia a dia e no meu dia a dia é permitido fumar, na minha arte é permitido fumar, foda-se quem perde tempo criticando isso. Não sei daqui dois anos, posso parar de fumar ou não, mas quero ter a liberdade de decidir isso. E não aceito críticas de ninguém que faça pelo menos uma das coisas que citei aí em cima, porque é perseguição vazia, medíocre e incoerente.</p>
<p><strong>O futuro só o capeta sabe, mas conte-nos uma prévia do que está para rolar de novos trabalhos nesse lindo ano apocalíptico? </strong></p>
<p>Tenho trabalhado em várias coisas ao mesmo tempo. Pretendo dar continuidade a tudo o que venho fazendo e experimentando nestes três anos. Estou planejando uma série de quadros novos, ilustrações e novas camisetas que terão algumas estampas feitas em silk screen.</p>
<p>O Petter e eu já temos parcerias novas juntos e que estarão circulando por aí nos próximos meses. Quem nos acompanha ficará informado de tudo. É só aguardar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-4794 aligncenter" title="427465_2637434537668_1309631012_32057959_1075381466_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/427465_2637434537668_1309631012_32057959_1075381466_n2-600x771.jpg" alt="" width="264" height="340" /><br />
<img class="size-full wp-image-4790 aligncenter" title="230342_1702460243895_1309631012_31441491_6463937_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/230342_1702460243895_1309631012_31441491_6463937_n1.jpg" alt="" width="204" height="288" /></p>
<p><strong>Para encerrarmos em grande estilo. O que você a dizer para os moralistas de plantão e religiosos que não suportam uma boa sacanagem? </strong></p>
<p>Vocês são as mentes improdutivas do mundo! Parem de interferir na vida de quem não pensa como vocês, ou melhor, na vida de quem pensa e VÃO TOMAR NO ORIFÍCIO POMPOSO!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cobertura Cine PE: Seguindo a luz</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 19:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cine PE]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Mário Lamenha
Fotos por Mariana Tavares
Nos 261 quilômetros ou 4 horas de viagem que distanciam Maceió de Recife, um novo caminho neste ano se mostrou como um atalho. Em sua 16ª edição, o Cine PE – Festival do Audiovisual, maior evento de cinema no Brasil no que se refere ao público.
No meio a acertos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Mário Lamenha<br />
Fotos por Mariana Tavares</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4607" title="digitalizar0003(1)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar00031-600x606.jpg" alt="" width="624" height="506" />Nos 261 quilômetros ou 4 horas de viagem que distanciam Maceió de Recife, um novo caminho neste ano se mostrou como um atalho. Em sua 16ª edição, o <strong>Cine PE – Festival do Audiovisual</strong>, maior evento de cinema no Brasil no que se refere ao público.</p>
<p>No meio a acertos e pequenos problemas na organização, o slogan “Prepare-se para seguir a luz” nos inspira a entrar em uma vasta manifestação cultural que se apresenta além da exibição de filmes em um auditório lotado no Teatro Guararapes, localizado no <strong>Centro de Convenções de Pernambuco</strong>.<span id="more-4601"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4611" title="digitalizar0007(1)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar00071-600x665.jpg" alt="" width="534" height="591" />Na tentativa de ser um simples espectador do evento, logo se percebe que parte do grande sucesso do festival se deve a simbiose entre aqueles que participam diretamente dos filmes exibidos e o público. No hall decorado com “totens” da exposição <em>Angeli vê o Cinema Nacional</em>, onde o chargista ilustrou as maiores obras cinematográficas brasileiras, facilmente o público conseguiria ter contato com figuras importantes e de expressão do audiovisual. Utilizo o verbo no Futuro do Pretérito, pois nem sempre este contato é possível.</p>
<p>Ao mesmo momento em que o conhecido apresentador do Big Brother Brasil, <strong>Pedro Bial</strong>, um dos diretores <em>Jorge Mautner – O filho do Holocausto</em> (RJ), atravessava a sala VIP para o auditório de exibições cercado por seguranças, o ator <strong>João Miguel </strong>quase despercebido debaixo de seu chapéu Havana passeia com um simpático sorriso após a exibição do longa metragem que estrela,<em> À beira do Caminho</em> (RJ). Neste ambiente que define bem as questões em um país que ama a arte cinematográfica, mas ainda encontra dificuldades em consolidar a produção local, que a <strong>Sirva-se</strong> acompanhou o Cine PE.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4604" title="digitalizar0001(1)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar00011-600x597.jpg" alt="" width="533" height="529" /></p>
<p style="text-align: left;">Em uma noite quente de 31°, sem nuvens ou vento, a escura sala de cinema aparentava ser uma tentação maior pela sua refrigeração do que pelos filmes, ledo engano. Na programação original, aconteceria naquele momento a estreia do filme<em> Xingu</em>, com a direção de <strong>Cao Hamburger</strong> e produção de <strong>Fernando Meirelles</strong>. A película trata da história dos irmãos Villas Boas que partem em expedição desbravadora em encontro aos índios no Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Após o credenciamento somos informados que a programação teria sido alterada por conta de um problema técnico ocorrido na sessão de quinta-feira. O filme<em> À beira do Caminho</em>, concorrente da mostra competitiva de longa metragem, teria sido prejudicado por uma alteração no áudio. Por alguns boatos se soube que<strong> Breno Silveira</strong>, diretor do filme, ameaçou processar o festival e então o filme foi reexibido, dessa vez com o áudio perfeito.</p>
<p><img class="alignnone" title="abeiradocaminho" src="http://odia.ig.com.br/polopoly_fs/1.435239!/image/image.jpg_gen/derivatives/landscape_575/image.jpg" alt="" width="636" height="425" /><br />
<em>À beira do Caminho</em> narra os destinos cruzados de um caminhoneiro e de um garoto à procura do pai. Diante de alguns atritos os dois percebem seus pontos em comum. De início, o filme aparentemente emociona se utilizando de uma trilha sonora já diluída em nosso imaginário, em que as músicas de <strong>Roberto Carlos </strong>dão ritmo e significados às sequências de ações. Mesmo sem ultrapassar o clichê do drama carregado de lembranças e conflitos do passado no qual aos poucos os personagens evoluem, o longa metragem tem enormes méritos em adaptar um conto universal para realidade brasileira e contar com atuações impressionantes de <strong>João Miguel</strong>, <strong>Dira Paes</strong> e do garoto <strong>Vinícius Nascimento</strong>.</p>
<p>Pela infelicidade da alteração na programação, não pudemos acompanhar a homenagem que seria prestada ao cineasta <strong>Fernando Meirelles</strong>, nem mesmo trocar algumas palavras com o diretor na coletiva de imprensa, já que por compromissos o mesmo não pode comparecer. Mesmo munidos de credenciais que nos dava acesso à área VIP, não encontraríamos Meirelles em um recinto isolado com paredes de vidro.</p>
<p>O diretor passou todo o tempo possível nas exibições, talvez pela curiosidade natural que lhe parece ser de um espectador como todos naquela sala ou para evitar aquilo que parecia uma jaula cheio de pessoas com máquinas fotográficas. Nesta série de desencontros, de pés juntos uma colega jurou tê-lo visto sentado próximo à entrada do Cine PE comendo um pacote grande de pipoca salgada, somente me restando recriar esse momento na imaginação. Em 2000, Fernando Meirelles estreava no festival com o filme <em>As Domésticas</em> e depois de 12 anos era reconhecido por toda sua importância para o cinema nacional e internacional.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4613" title="digitalizar0009" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar0009-600x619.jpg" alt="" width="573" height="590" />Por proibir a entrada de alimentos e bebidas no Teatro Guararapes, não se consegue perceber o cheiro marcante de pipoca amanteigada durante as sessões. Logo na entrada do teatro encontro <strong>Rafhael Barbosa</strong>, diretor do curta metragem<em> Km58</em> (AL). Sem sua característica boina ou a costumeira calma cheia de sorrisos, Barbosa está tão tenso quanto o personagem de seu filme. Ele fala que precisa fumar um cigarro, talvez isso ajude no fato de que em poucos instantes o seu filme, naquela sala difícil de encontrar vagas, seria exibido para milhares de pessoas e para os mais importantes produtores nacionais.</p>
<p style="text-align: left;"><img title="zeduda" src="http://www.paraiba.pb.gov.br/wp-content/uploads/2011/12/festival-canavial-Jorge-Mautner-e-Mestre-Z%C3%A9-Duda-portal.jpg" alt="" width="625" height="417" /><br />
No sábado o primeiro filme da Mostra Competitiva Curtas Digitais foi o documentário gravado em Pernambuco <em>Maracatu Atômico – Kaosnavial</em> (PE), dirigido por <strong>Afonso Oliveira</strong> e <strong>Marcelo Pedroso</strong>. Em diálogos entre o cantor <strong>Jorge Mautner</strong> e <strong>Mestre Zé Duda</strong>, o filme aos poucos mostra os mundos em que o Maracatu se formou e alcançou a popularização através da visão desses dois artistas. Além das músicas de Mautner, o ponto forte do filme é uma apresentação em que dois Mestres negociam uma apresentação com falas cheias de duplo sentido.</p>
<p>-  “É para tomar conta da sua roda?”<br />
- “Não, senhor”<br />
- “Mas quem não sabe assinar bota o dedo?”</p>
<p>O diálogo se prolonga, a plateia sorri e o filme se encerra com a letra eternizada por <strong>Chico Science</strong> homônima ao filme.</p>
<p>A tela escurece. Reconheço as logomarcas que aparecem e se apagam. Mesmo em uma proporção homeopática, entendo a preocupação de Barbosa naquele momento. Cheio de um orgulho e ansiedade também começo a sentir que aquele filme é parte de mim, não pela relação com a terra natal, mas pela trajetória que agora tinha sido trilhada. O filme se inicia e começa a sua história.</p>
<p>A sinopse ou storyline de <em>Km 58</em> é direta e simples: “A estrada, um homem e o peso que ele carrega”. Em seus 20 minutos, o filme retrata a agonia de um homem consumido pela culpa, perseguido por si mesmo e por uma incômoda lembrança. Sem diálogos, o curta metragem é impulsionado por imagens simbólicas, a atuação expressiva de<strong> Igor de Araújo</strong> e a trilha sonora realizada por <strong>Nando Magalhães</strong>.</p>
<p>O clima de tensão em que o personagem está também nos envolve. Quanto mais se aproxima do clímax, mais se escuta um som recorrente do atrito das pernas inquietas com o couro das poltronas apertadas. Por conta de uma aparelhagem sonora de alta qualidade, a trilha e os efeitos sonoros ampliam a dimensão do filme. Sussurros e risadas que demonstram o momento de desequilíbrio do personagem pareciam ser dados por pessoas espalhadas pelo auditório, e mesmo já tendo visto o filme uma dezena de vezes este efeito inesperado me causou a sensação de estar definitivamente dentro daquela cena.</p>
<p><img class="alignnone" title="ateavista" src="http://www.papodecinema.com.br/wp-content/uploads/2012/03/ateavista-600x335.jpg" alt="" width="641" height="357" /><br />
Em seguida era exibido o filme <em>Até a vista</em> (RS) do já conhecido diretor <strong>Jorge Furtado</strong>, provavelmente o maior representante do cinema na região Sul. O filme é uma ficção que relata a história de um jovem diretor de cinema à procura do seu primeiro roteiro. A comédia passa a se desenrolar quando Fernando (<strong>Cacá Velasco</strong>) viaja para a Argentina atrás do escritor Borges Escudero (<strong>Mauriti Ferrão</strong>) para que este lhe autorize os direitos autorais de seu livro.</p>
<p>As dificuldades de comunicação entre os dois personagens são representadas nas diferenças das línguas, metáforas da escrita e da imagem, até as ironias metalinguísticas do próprio ofício de se fazer cinema e os sonhos do escritor dão um ritmo atraente a um filme bem divertido.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4606" title="digitalizar0002" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar0002-600x600.jpg" alt="" width="522" height="522" />Na manhã de sábado dirigimos-nos para a praia de Boa Viagem, no mesmo hotel em que uma semana antes <strong>Paul McCartney</strong> tinha se hospedado, para acompanhar a coletiva de imprensa do longa metragem exibido no dia anterior. Sentados em poltronas de estampa florida, <strong>Heitor D’Alincourt</strong> e <strong>Pedro Bial</strong> explicavam aos jornalistas espalhados todos os processos que se deram na realização de <em>Jorge Mautner – O Filho do Holocausto</em>. Obviamente, nas devidas proporções, o filme logo se tornou um fenômeno secundário e a vida profissional do diretor Bial veio à tona.</p>
<p>O jornalista do Estado de São Paulo,<strong> Luiz Carlos Merten</strong>, pede para fazer a próxima pergunta e prontamente recebe uma introdução da mais elogiosa de Pedro Bial, digna de uma poesia sobre protetor solar. Por vergonha ou não, Merten interrompe a descrição de como ele é o melhor crítico de cinema no Brasil com um simples “Tá legal”.</p>
<p>Em comparação a Meirelles, que precisou trabalhar no mercado publicitário durante alguns anos para juntar recursos, Merten questiona justamente se o empenho atual do jornalista também conhecido pelo bom tempo em que apresentou a “revista eletrônica” semanal Fantástico significaria uma retomada para o cinema, já que em 1999 Bial lançou <em>Outras Estórias</em>, filme sobre <strong>Guimarães Rosa</strong>.</p>
<p>Em resposta, Pedro Bial justifica que “adoraria fazer um filme por ano”, mas pelos compromissos que vão bem além do BBB e até mesmo por questões econômicas essa realidade ainda está um pouco distante. Quanto à figura do personagem ou persona do seu filme, Bial rebate algumas críticas que foram dirigidas ao documentário de que não era tão natural ou construía o cantor de uma forma que ignorava a questão de escolhas sexuais e drogas em sua vida.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4614" title="digitalizar0010(1)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar00101-600x591.jpg" alt="" width="552" height="542" />Encontramos-nos em seguida com a equipe de<em> Km58</em> para tomar um café, apesar do horário já sugerir um almoço. Para aproveitar o cenário e a luz, realizamos algumas fotografias na praia com a equipe reunida e conversar um pouco sobre como estava sendo toda aquela experiência. No calçadão, de repente um senhor de boné azul cumprimenta Rafhael Barbosa falando “gostei do seu filme”.</p>
<p>Barbosa está com os olhos molhados e agora sim não conseguia mais segurar o sorriso entre os lábios. Aquele senhor aparentemente anônimo era <strong>Cacá Diegues</strong>, diretor de <em>Deus é Brasileiro</em> e <em>Xica da Silva</em>. Mais tarde ainda teríamos outro encontro com Diegues, dessa vez sem tantas surpresas pegando carona em uma entrevista para a <strong>revista Graciliano</strong>, mas não menos emocionante.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4612" title="digitalizar0008" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar0008-600x591.jpg" alt="" width="533" height="524" />No restaurante mais próximo nos arredores do Golden Tulip Recife Palace, os atores <strong>Igor de Araújo</strong> e <strong>Nilton Resende</strong> nos contam a aventura de se hospedar às cegas em Olinda. Igor até mais calado que seu personagem em <em>Km58</em> lamenta sua estadia na suíte Júlio Bressane, que não tinha nada de cinematográfica.</p>
<p>Nilton se diverte com o fato de que, apesar do título de suíte, o local tinha apenas um banheiro coletivo e com uma bica no lugar de um chuveiro. “Um local bem rústico” – fala Nilton com uma risada teatral. Barbosa tinha outra preocupação. Seu nervosismo era tão grande durante a exibição do seu filme na noite anterior que o impediu de olhar para o rosto da plateia. Acredito que os comentários que escutou durante todo dia o ajudaram a diminuir esse receio.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4615" title="digitalizar0010" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar0010-600x632.jpg" alt="" width="545" height="573" />De volta ao hotel,<strong> Cacá Diegues</strong> nos espera para uma breve entrevista. Vestindo uma camisa clássica de <strong>Nilton Santos</strong>, Diegues estava ansioso para ver mais tarde a final da Taça Rio entre Botafogo e Vasco. O diretor falou sobre sua infância em Maceió e de suas lembranças na praia da Pajuçara, onde viveu até a mudança para o Rio de Janeiro. O gelo da taça de Coca-Cola Zero já havia derretido e o diretor falou como era a relação dos seus pais com suas obras cinematográficas. “Papai sempre me apoiou no cinema. Falou pouco dos meus filmes, mas viu alguns. Minha mãe falava para eu fazer um concurso do Banco do Brasil, não acreditava muito em cinema.” – disse Diegues.</p>
<p>Já no Centro de Convenções de Pernambuco, Cacá Diegues recebia uma homenagem da mão de seu neto que durante a tarde ficou curioso com a máquina lomográfica colorida Holga 120 CFN da fotógrafa <strong>Mariana Tavares</strong>. Logo após a homenagem, o público conheceu mais alguns concorrentes do <strong>Troféu Calunga</strong> ou quase isso. <em>César! </em>(SP), curta metragem do diretor <strong>Gustavo Suzuki </strong>ou Suza, tem como temática uma vingança tramada por nerds vítimas de bullying realizadas por um playboy. O filme faz piadas sobre o universo juvenil marcado por mudanças e insegurança. <em>As folhas</em> (PB), de Deleon Souto, narra a relação especial de um garoto com uma árvore misteriosa, que demonstra a metáfora da morte da sua mãe.</p>
<p><img class="aligncenter" title="dimelo" src="http://www.cine-pe.com.br/externos/filmes/22032012141055.jpg" alt="" width="536" height="355" />O último curta acompanhado pela<strong> Sirva-se</strong> foi <em>Di Melo – O Imorrível </em>(SP), dirigido por<strong> Alan Oliveira</strong> e <strong>Rubens Pássaro</strong>, ele nos trouxe o atestado documental da existência de um dos mais importantes cantores da black music brasileira, porém pouco reconhecido.</p>
<p>Durante os últimos 30 anos, o cantor pernambucano<strong> Di Melo</strong> permaneceu esquecido no Brasil, porém sempre foi uma referência para diversos músicos estrageiros que louvavam seu único disco gravado. <strong>Charles Gavin</strong>, <strong>Junior Black</strong> e outros falam sobre a importância das músicas enquanto durante o filme estas se combinam com o próprio ambiente e história de Di Melo. O filme já teria o seu valor histórico apenas pelo resgate da figura, mas há ainda o humor que surge do contato com um personagem  totalmente cheio de falhas e mesmo assim cativante.</p>
<p><img class="alignnone" title="boca" src="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/cinepe/wp-content/uploads/2012/04/Boca_Cr%C3%A9dito-divulga%C3%A7%C3%A3o_11.jpg" alt="" width="640" height="360" /><br />
Com a presença de <strong>Hermila Guedes</strong> no palco, o evento apresentava o filme <em>Boca</em> (SP). O longa metragem relata a história de Hiroito Joanides (Daniel de Oliveira), conhecido criminoso que explorava o tráfico de drogas e prostituição na década de 60. A forte atuação de<strong> Daniel de Oliveira</strong>, quase irreconhecível por detrás dos óculos de aro grosso e fala pausada típica dos imigrantes paulistas, é o ponto de destaque do filme.</p>
<p>Outra falha na exibição acabou por interromper o filme no momento em que este parecia se tornar mais interessante. Desta vez um erro na montagem dos rolos acabou por avançar o enredo para a sua última parte. Em outra oportunidade, o filme <em>Boca</em> (SP) parece ser um bom programa cinematográfico.</p>
<p>Em meio a falhas e acertos na organização, de Neys Matogrossos ou Latorracas, de suítes com ou sem banheiro, de cineastas famosos ou meros iniciantes, o Cine PE é uma experiência incrível para quem admira o cinema.  Após todo o festival, encontro um senhor vendendo balas e chicletes sentando próximo à entrada do Teatro Guararapes. Em sua camisa uma frase que representa todas as pessoas que compartilharam deste momento no 16º Cine PE, “Eu segui a luz”.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4609" title="digitalizar0005(1)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/digitalizar00051-600x653.jpg" alt="" width="581" height="631" />Nesta semana foram divulgados os vencedores. Confira a lista:</p>
<p><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS</strong><br />
Melhor Filme: À Beira do Caminho (Diretor: Breno Silveira)<br />
Melhor Diretor: Flávio Frederico (Boca)<br />
Melhor Roteiro: Patrícia Andrade (À Beira do Caminho)<br />
Melhor Fotografia: Lula Carvalho (Paraísos Artificiais)<br />
Melhor Edição de Som: Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Armando Torres Jr. (Paraísos Artificiais)<br />
Melhor Montagem: Quito Ribeiro (Paraísos Artificiais)<br />
Melhor Trilha: Bid (Boca)<br />
Melhor Direção de Arte: Alberto Grimaldi (Boca)<br />
Melhor Ator Coadjuvante: Vinícius Nascimento (À Beira do Caminho)<br />
Melhor Atriz Coadjuvante: Divina Brandão (Paraísos Artificiais)<br />
Melhor Ator: João Miguel (À Beira do Caminho)<br />
Melhor Atriz: Hermila Guedes (Boca)</p>
<p>Prêmio Especial do Júri Oficial: Ao compositor e músico Jorge Mautner<br />
Prêmio Especial da Crítica: Estradeiros<br />
Prêmio Gilberto Freyre: À Beira do Caminho<br />
Prêmio do Júri Popular: À Beira do Caminho<br />
Prêmio Federação Pernambucana de Cineclubes: Na Quadrada das Águas Perdidas</p>
<p><strong>MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS</strong><br />
Melhor Filme: Até à Vista (Diretor: Jorge Furtado)<br />
Melhor Diretor: Thais Fujinaga (Filme: L)<br />
Melhor Roteiro: Jorge Furtado (Até à Vista)<br />
Melhor Fotografia: André Luiz de Luiz (Filme: L)<br />
Melhor Montagem: Bruno Bini (Depois da Queda)<br />
Melhor Edição de Som: Pablo Lamar (Dia Estrelado)<br />
Melhor Trilha: Everton Rodrigues (Até à Vista)<br />
Melhor Diretor de Arte: Amanda Ferreira (Filme: L)<br />
Melhor Ator: Felipe de Paula (Até à Vista)<br />
Melhor Atriz: Sofia Ferreira (Filme: L)</p>
<p>Prêmio Especial do Júri: A Fábrica (Diretor: Aly Muritiba)<br />
Prêmio Especial da Crítica: Isso não é o Fim (Diretor: João Gabriel)<br />
Prêmio do Júri Popular: Depois da Queda (Diretor: Bruno Bini)<br />
Prêmio Aquisiçao do Canal Brasil: Di Melo-O Imorrível (Diretores: Alan Oliveira e Rubens Pássaro)<br />
Prêmio ABD-APECI: Na sua Companhia, de Marcelo Caetano, e L, de Thais Fujinaga<br />
Prêmio Federação Pernambucana de Cineclubes: Qual Queijo você Quer?</p>
<p><strong>MOSTRA DE CURTAS PERNAMBUCANOS</strong><br />
Melhor Filme da Mostra Pernambuco: Poeta Urbano (Diretor: Antônio Carrilho)</p>
<p>-2 menções honrosas para o filme Koster: ao ator Sérgio Menezes e ao diretor de Arte Dantas Suassuna (pela erudição da pesquisa e pela fantasia nas soluções).<br />
-1 menção honrosa para Sandra Possani, atriz do filme Canção para Minha Irmã</p>
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		<title>Cena Independente #4 – Abril/2012</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 21:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sirva-se]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cena Independente #4 – Abril/2012
mixtape.cenaindependente@gmail.com
Eis aqui mais uma coletânea do projeto ‘Cena Independente’, atividade de intereção entre blogs e sites brasileiros que é baseada na similar gringa:Music Alliance Pact.
Na versão nacional sites/blogs especializados juntam o que há de mais novo e relevante na música independente de seus estados em uma coletânea mensal, publicada quase sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4578" title="mixtape-cena-independente-4" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/mixtape-cena-independente-4-600x600.jpg" alt="" width="480" height="480" /></p>
<p><strong>Cena Independente #4 – Abril/2012</strong></p>
<p><em>mixtape.cenaindependente@gmail.com</em></p>
<p>Eis aqui mais uma coletânea do projeto ‘Cena Independente’, atividade de intereção entre blogs e sites brasileiros que é baseada na similar gringa:Music Alliance Pact.</p>
<p>Na versão nacional sites/blogs especializados juntam o que há de mais novo e relevante na música independente de seus estados em uma coletânea mensal<span id="more-4561"></span>, publicada quase sempre no último dia de cada mês. Para aumentar o alcance do projeto, a coletânea é repercutida em cada site/blog parceiro.</p>
<p>O ‘Cena Independente’ vem rolando desde janeiro e 12 sites/blogs já fazem parte do projeto, mas o objetivo é agregar ainda mais e a meta é chegar aos 27, incluindo sites/blogs de estados que ainda não compõem o projeto.</p>
<p>Além disso todos os meses um blog diferente fica encarregado da elaboração da arte da capa por um artista da sua região. Nesta edição de abril, o Defenestrando convidou o paranaense Luciano Costa para a missão. Outros trabalhos do designer podem ser vistos no <a href="http://www.flickr.com/photos/luciano_costa">Flickr</a>.</p>
<p>O <strong>Sirva-se</strong> indicou nessa edição do ‘Cena Independente, a banda <strong><a href="http://imprensaanonima1.tnb.art.br/">Imprensa Anônima</a></strong>, de Palmeira dos Índios, que acaba de lancar um EP. A música escolhida é a mesma que abre a sequência do EP e dá nome ao material, &#8220;Por Trás do Céu&#8221;.</p>
<p>A seguir você encontra detalhes sobre cada faixa da mixtape #4.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4564" title="Capa" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/Capa1-600x600.jpg" alt="" width="470" height="470" /><br />
ALAGOAS: Sirva-se</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Imprensa Anônima – Por Trás do Céu</strong></span></p>
<p><em><strong>rock/pós-punk</strong></em></p>
<p>A <strong>Imprensa Anônima</strong> já participa da cena local ha certo tempo, mas só agora os caras caíram em campo e ganharam força, o resultado disso tudo é a gravação do primeiro EP oficial do grupo. A banda agora se mostra mais madura e eficiente, com uma sonoridade própria e firmando cada vez mais sua identidade. O destaque vai para a música que dá nome ao material, “Por Trás do Céu” com uma pegada certeira e empolgante, abrindo o EP e mostrando a energia da banda.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Legião Urbana, The Jesus and Mary Chain, Plebe Rude</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://imprensaanonima1.tnb.art.br/">TNB</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4565" title="01 Luiz Gadelha" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/01-Luiz-Gadelha-600x391.jpg" alt="" width="619" height="402" /></p>
<p>RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Luiz Gadelha – Não Tem Graça</strong></span></p>
<p><em><strong>pop</strong></em></p>
<p>Luiz Gadelha é baixista e um dos principais compositores da banda mais querida do público natalense atualmente: o Talma&amp;Gadelha. Apesar do sucesso recente, sua história na música potiguar já tem longos anos. Bastante eclético, o músico já esteve ligado desde projetos de MPB a drum ‘n’ bass. Em março passado, Luiz lançou “Suculento”, seu primeiro disco solo. O álbum é marcado por composições singelas e delicadas, que revelam sempre um compositor apaixonado. Falando de saudade, “Não Tem Graça” aparece como uma das faixas fortes do disco.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Ludov, Pato Fu, Penélope</p>
<p>Mais do músico no <a href="http://www.facebook.com/pages/Luiz-Gadelha-Suculento/259882427437398">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4566" title="02 Leonardo Marques" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/02-Leonardo-Marques-600x400.jpg" alt="" width="596" height="397" /></p>
<p>MINAS GERAIS: Meio Desligado</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Leonardo Marques – Linha do trem</strong></span></p>
<p><strong><em>indie/folk/lo-fi</em></strong></p>
<p>Uma nostalgia melódica marca o CD de estreia de Leonardo Marques, &#8220;Dia e noite no mesmo céu&#8221;. Suas canções remetem a cenários bucólicos, românticos e solitários, alguns deles bucólicos, como nesta &#8220;Linha do trem&#8221;. Membro do Transmissor, banda mineira em constante ascensão, e ex-guitarrista da Diesel (posteriormente Udora), banda pós-grunge de relativa fama, em seu trabalho solo Leonardo gravou todos os instrumentos (exceto bateria) em um esquema caseiro e intimista.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Elliot Smith, Clube da Esquina, Jon Brion</p>
<p>Mais do músico no <a href="http://www.leonardomarques.com/">site oficial</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4568" title="03 Curumin" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/03-Curumin-600x399.jpg" alt="" width="586" height="388" /></p>
<p>SÃO PAULO: Move That Jukebox</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Curumin – Selvage</strong></span></p>
<p><em><strong>pop/reggae/neo-MPB</strong></em></p>
<p>O gingado e o andamento de “Selvage” lembram, de forma inusitada, “Friday Night”, de Lily Allen. Mas as semelhanças param por aí. A novidade do multi-instrumentista é cheia de brasilidades, dessas que percorrem o pop fácil e ritmos locais em segundos. A guitarra é quase regueira e libera acordes tímidos, enquanto a bateria eletrônica é a base ideal para a voz de Luciano Nakata passear pelos versos da música. “Selvage” é parte de Arrocha, novo disco do Curumin.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Céu, Criolo, Lucas Santtana</p>
<p>Mais do músico no <a href="http://www.myspace.com/curumin">Myspace</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4569" title="04 Raoni Santos" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/04-Raoni-Santos-600x450.jpg" alt="" width="588" height="440" /><br />
PERNAMBUCO: AltNewspaper</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Raoni Santos – Ruído Intencional</strong></span></p>
<p><em><strong>instrumental/experimental/eletrônico</strong></em></p>
<p>“Ruído Intencional” é uma faixa que integra um projeto de experimentos assinado com o nome do músico Raoni Santos. São faixas onde são testadas as liberdades proporcionadas pela música instrumental. Nesta proposta, os elementos eletrônicos e de ambiência estão mais presentes, diferente do seu outro projeto, o Crooneres Decadentes, que tem composições com letras. No entanto, em ambos, o músico compõe, toca e realiza toda a produção das faixas.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Hurtmold, Toe, Constantina</p>
<p>Mais do músico no <a href="http://soundcloud.com/raonisantos">SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4570" title="05 Tipo Uísque" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/05-Tipo-Uísque-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /><br />
Rio de Janeiro: RockinPress</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Tipo Uísque – Bend Your Knees</strong></span></p>
<p><em><strong>alternativo/funk</strong></em></p>
<p>Nasceu assim, “um nome direto, tipo Uísque” e já anotam dois EPs: Afague e Home, ambos pelo selo SLAp (Som Livre Apresenta). A banda se apresentou no palco do Lollapalooza no dia do Foo Fighters – escolha que aconteceu talvez pelo som pesado e bem arranjado que o sexteto produz. Além de terem feito parte da novela Malhação e terem três ex-integrantes do programa Geléia do Rock, já ganharam os palcos de outros grandes festivais do país e abriram para várias bandas internacionais.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Red Hot Chilli Peppers, The Gossip, The Mars Volta</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://www.myspace.com/tipouisque">Myspace</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4571" title="06 Glue Trip" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/06-Glue-Trip-600x400.jpg" alt="" width="603" height="402" /><br />
PARAÍBA: Atividade FM</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Glue Trip – Júlio</strong></span></p>
<p><em><strong>dub/chillwave/psicodélico</strong></em></p>
<p>A concretização de um projeto musical veio para expandir a diversidade sonora da Paraíba. Formado pelos guitarristas Lucas Moura(Monstro) e Felipe Augusto, o projeto, que existe há três anos, lançou em abril sua primeira música do primeiro EP. Foi de impressionar que com o lançamento de apenas uma música a batida “viajosa” do duo agradaria a tantos ouvidos.</p>
<p><strong>Para quem gosta de: </strong>Peaking Lights, Clutch Hopkins, Omar Rodriguez Lopez</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://www.facebook.com/GlueTrip">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4572" title="07 Souvenir" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/07-Souvenir-600x369.jpg" alt="" width="623" height="382" /><br />
MARANHÃO: Shock Review</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Souvenir – Pixel</strong></span></p>
<p><em><strong>rock/lounge/eletrônico/drum’n’bass</strong></em></p>
<p>Com a proposta de fazer com que o público tenha várias sensações e sentimentos que só a música pode proporcinar ao mesmo tempo, e em cada uma de suas músicas, a banda Souvenir, começa 2012 divulgando o single Pixel, que será o “carro-chefe” da banda para divulgação do seu trabalho. Rock, jazz, trip hop, rock britânico, lounge, eletro-folk, eletrônico e drum’n’bass são os elementos que compõem todo o trabalho e essência da Souvenir, fazendo com que não deixe nada a desejar para quaisquer outras bandas que seguem a mesma linha.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Radiohead, MGMT, Gorillaz</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://www.melodybox.com.br/souvenirofficial">Melody Box</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4573" title="08 Quick White Fox" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/08-Quick-White-Fox-600x450.jpg" alt="" width="617" height="462" /><br />
PARANÁ: Defenestrando</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Quick White Fox – She Said</span></strong></p>
<p><em><strong>indie-rock/eletrônica/pista de dança</strong></em></p>
<p>O Quick White Fox é um quarteto de Curitiba formado por, segundo as palavras da própria banda, “três japinhas e um baiano”. Já com alguma experiência nos palcos da cidade, a guitarrista Naomi Sakaguchi e a baterista Mel Toda formaram o QWF algum tempo após terem deixado o Subburbia, outra banda de destaque do cenário indie curitibano. Junto a elas estão a tecladista Debs Sakaguchi e o guitarrista Gean Santos. A banda estreou em 2011 com o EP Summer Trip e lançou, em março de 2012, o clipe/curta-metragem da música “She Said”, inédita.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Ting Tings, Little Boots, CSS</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://soundcloud.com/quick-white-fox">SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4574" title="09 Billy Brown e o incrível Magro de Bigodes" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/09-Billy-Brown-e-o-incrível-Magro-de-Bigodes-600x401.jpg" alt="" width="602" height="401" /><br />
MATO GROSSO: Factoide!</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Billy Brown e o incrível Magro de Bigodes – Só por Brincadeira</span></strong></p>
<p>Se hoje existe um nome para se acompanhar de perto em Cuiabá, com certeteza é o BBiMB. Duo de powerpop que já tem uma pequena legião de fãs na capital mato grossense graças a uma grande performance ao vivo. Só faltava um registro, e esse foi lançado na sexta feira treze de Abril: O EP Groove do Malandro tem três boas músicas, mas com certeza, Só por Brincadeira se destaca e é o hit da banda com sua levada explosiva e estética que remete à música sertaneja, vertente musical que toma conta do Brasil.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Dave Mathews Band, só que ao contrário (pela diferença de integrantes).</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://www.facebook.com/billyeomagro">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4575" title="10 Validuate" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/10-Validuate-600x394.jpg" alt="" width="606" height="397" /><br />
PIAUÍ: Uptune</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Validuaté – Eu Só Quero Acabar Com Você</span></strong></p>
<p><strong><em>rock/experimental</em></strong></p>
<p>Com a proposta de experimentação rítmica sobre o rock e outros ritmos, a banda apresentou sua própria mistura de elementos da música brasileira e mundial. Combinações que juntam melodias de samba e batidas inspiradas em música pop inglesa dos ano 80, arranjos de vocais inspirados em sambas do século passado, levadas de drum’n’bass e riffs de surf music, ou melodias dançarinas sobre harmonias cíclicas e contagiantes, histórias fantásticas ou narrativas de amores eternos, estranhos ou mesmo de desamor.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Tom Zé, Los Hermanos, Zéu Britto</p>
<p>Mais da banda no seu <a href="http://uptune.com.br/musica/validuate">site oficial</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4576" title="11 meu amigo pedro" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/05/11-meu-amigo-pedro-600x400.jpg" alt="" width="621" height="415" /><br />
BAHIA: el Cabong</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Meu Amigo Pedro – Quem Diria</strong></span></p>
<p><em><strong>rock/fok/pop</strong></em></p>
<p>O nome da banda já dá uma dica, mas só para quem conhece a obra de Raul Seixas um pouco mais, já que é tirado de uma música não das mais populares de Rauzito. A inspiração é clara, e o som tem tudo a ver com o roqueiro baiano. Canções, &#8211; atenção -, canções, simples, leves, bem feitas, com foco nas melodias, por vezes até grudentas, embaladas com levadas rock, country, pop e folk quase sempre a base de violões, com vocais claros e bem definidos e letras bem sacadas, acima da média. A banda por trás sustenta tudo isso com guitarra, baixo e bateria, básicos, mas criativos. Ah! Ainda tem um sotaque baiano na medida. Acabam de lançar o EP “Ali na frente”, com seis faixas.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Raul Seixas, Nando Reis, Ben Harper</p>
<p>Mais da banda no <a href="http://www.melodybox.com.br/meuamigopedro">Melody Box</a></p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?5vssrqx246zx1ae">Link</a> <span style="color: #008000;"><strong>de download da mixtape</strong></span></p>
<p><a href="http://soundcloud.com/cenaindependente2/sets/cena-independente-4">Link</a> <span style="color: #008000;"><strong>do streaming das faixas</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>.<br />
</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>ADVERTÊNCIA:</strong></span> Este material não deve ser comercializado. Ele foi produzido com fins estritamente promocionais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A black music vai invadir a cidade&#8230;</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=4527</link>
		<comments>http://sirvase.net/blog/?p=4527#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 20:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programe-se]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Sirva-se
Fotos: Divulgação
 

Trazer um novo conceito de festa para Maceió, é a ideia da galera de 3 em 1 produções, que vai realizar no próximo sábado(28) a primeira Black Experience, evento voltado a cultura da black music e que chega na cidade influenciado por um formato que vem ganhando força na região.
Visando movimentar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Sirva-se<br />
Fotos: Divulgação</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong><img class="aligncenter size-large wp-image-4532" title="Sem título" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/Sem-título1-600x398.jpg" alt="" width="607" height="402" /></strong></em></p>
<p>Trazer um novo conceito de festa para Maceió, é a ideia da galera de 3 em 1 produções, que vai realizar no próximo sábado(28) a primeira <strong>Black Experience</strong>, evento voltado a cultura da black music e que chega na cidade influenciado por um formato que vem ganhando força na região.<span id="more-4527"></span></p>
<p>Visando movimentar a noite maceioense e agregar novas propostas, o evento contará com dj´s especializados em música black, tendo como foco maior as expressões mais contemporâneas. Renato Damata, Raphael Mulatinho e Léo Dagga já possuem certo renome no cenário do nordeste e pretendem agitar a festa por aqui.</p>
<div id="attachment_4538" class="wp-caption aligncenter" style="width: 452px"><img class="size-full wp-image-4538" title="Mulatinho" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/Mulatinho1.jpg" alt="Dj Raphael Mulatinho" width="442" height="664" /><p class="wp-caption-text">Dj Raphael Mulatinho</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Alimentando a expectativa de tocar em Maceió pela primeira vez, Raphael Mulatinho se mostra ansioso ao mesmo tempo em que a curiosidade também toma conta do cara. “Primeira vez que vou tocar em Maceió, já toquei em outras cidades do nordeste e não via a hora de tocar em Maceió. Sentir o público e o que tem da cultura Hip Hop dessa cidade maravilhosa!” afirmou Mulatinho.</p>
<p>Já Renato Da Mata, tocou por aqui anos atrás e gostou do que viu, dessa vez ele espera que a mesma energia se repita, como descreve: “Já toquei em Maceió, e foi demais, casa lotada e um público animado. Espero que todos que são de Maceió, cheguem na Black Experience, pois a alegria vai ser garantida!”.</p>
<div id="attachment_4540" class="wp-caption aligncenter" style="width: 453px"><img class="size-full wp-image-4540" title="Da Mata" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/Da-Mata.jpg" alt="" width="443" height="663" /><p class="wp-caption-text">Dj Renato Da Mata</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Quando o assunto é música black na região os caras são diretos e afirmam que esse modelo vem crescendo cada vez mais no país inteiro e por aqui não é diferente. “É de total importância para a cultura da Black Music, que aconteçam festas como essa, pra divulgar esse estilo que vem lotando as melhores e mais sofisticadas boates do Brasil.” disse Da Mata. Seguindo a mesma ideia, Mulatinho também reforça a necessidade de eventos do tipo: “Creio que eventos como esse estão aí pra isso, pra mostrar o valor que uma noite Black tem.” Afirmou.</p>
<p>Os dois dj´s que falaram com o <strong>Sirva-se</strong> (na festa tocarão 3) via internet se mostraram entusiasmados com a ideia da Black Experience e prometeram fazer o melhor pra movimentar a pista e deixar o público animado, além de fazer com que a festa seja marcante e ganhe seu devido lugar no calendário cultural alternativo de Maceió.</p>
<div id="attachment_4545" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><img class="size-large wp-image-4545" title="539388_343735515674733_100001148612831_933296_1502594100_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/539388_343735515674733_100001148612831_933296_1502594100_n-600x545.jpg" alt="Dj Léo Dagga" width="524" height="475" /><p class="wp-caption-text">Dj Léo Dagga</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Da Mata já manda seu recado para o público local e afirma: “Vai ser super-animado! Com o que há de melhor e mais refinado na Black Music atual. A pista vai ferver! Todos estão convidados pra dançar e curtir essa noite”. Já Mulatinho sinaliza que todos podem esperar o que de melhor os três dj´s podem oferecer. “Curto muito sentir a vibe da pista na hora, não gosto de ir com nada pronto. Mas em geral, podem esperar tanto de mim como dos outros Djs uma noite inesquecível!” concluiu.</p>
<p>No mais, só comparecendo a festa para curtir música de qualidade, num ambiente descontraído e com muita animação ao som da black music tocada por esses caras.</p>
<p>Confira mais infos. <em><strong><a href="http://www.facebook.com/events/141858895940512/">AQUI</a></strong></em><strong> </strong>e participe de um sorteio de ingresso pelo <a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=320801384653446&amp;set=a.128920547174865.21713.100001707606362&amp;type=1&amp;theater"><em><strong>Facebook</strong></em></a> ou pelo nosso <strong><em><a href="https://twitter.com/SIRVASE">Twitter</a></em></strong>.</p>
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		<title>Arquivo vivo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 17:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Jaborandy e Luiz Rios
Fotos: acervo pessoal e Luiz Rios

Eduardo Menezes é daqueles caras que não se contentam em apenas escutar as músicas, se interessa muito também em ler revistas e notícias sobre, sejam impressas ou via internet. Uma necessidade pessoal de se envolver um pouco mais. A partir disso ele veio construindo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Bruno Jaborandy e Luiz Rios<br />
Fotos: acervo pessoal e Luiz Rios</em></strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-large wp-image-4457" title="DSC00237 - Cópia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00237-Cópia-600x800.jpg" alt="" width="480" height="640" /></strong></p>
<p><strong>Eduardo Menezes</strong> é daqueles caras que não se contentam em apenas escutar as músicas, se interessa muito também em ler revistas e notícias sobre, sejam impressas ou via internet. Uma necessidade pessoal de se envolver um pouco mais. A partir disso ele veio construindo de maneira informal uma pequena coleção de arquivos, histórias e ações ligadas a uma de suas paixões.<span id="more-4456"></span></p>
<p>Depois de juntar e guardar uma quantidade considerável de revistas que costumava comprar, <strong>Eduardo</strong> montou banda, participou da organização de shows e hoje administrada um blog massa, o “<strong><a href="http://velhidade.blogspot.com.br/">Velhidade</a></strong>”, que tem a origem do nome numa brincadeira que seu pai costumava fazer, e é focado na memória musical, mas que vez por outra também publica outros assuntos do universo pop de boa qualidade.</p>
<p>Um dos primeiros rockeiros da cidade de Delmiro Gouveia, sertão alagoano, <strong>Eduardo</strong> sempre foi envolvido com cultura. Já pintou quadros, trabalhou com ilustrações, se amarra em fotografia, além de ter invadido sua cidade com vários Lp’s do rock setentista de bandas como Led Zeppelin e Pink Floyd.</p>
<p>Nós do <strong>Sirva-se</strong> fomos conversar com ele e ouvir suas histórias, conhecer melhor seus projetos e entender um pouco a formação musical alternativa de Delmiro Gouveia. Esse bate-papo você confere logo abaixo e fica inteirado da correria do cara que mantém todo seu arquivo totalmente vivo.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4505" title="PQAAAKr4juMZ92MeU3mGTOrI51B7OHfthsUA-wdM2PK7qBvGOApiYVNIa_FdwuHujqL1-EnY86ddJEVQUYsU3J17C68Am1T1UBQjcBYflDRqNx02vVGuaCCuOhIj - Cópia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/PQAAAKr4juMZ92MeU3mGTOrI51B7OHfthsUA-wdM2PK7qBvGOApiYVNIa_FdwuHujqL1-EnY86ddJEVQUYsU3J17C68Am1T1UBQjcBYflDRqNx02vVGuaCCuOhIj-Cópia2-600x432.jpg" alt="" width="594" height="426" /></p>
<p><strong>Comenta aí como começou seu envolvimento com o rock, como chegou lá em Delmiro, tinha alguns amigos que já curtiam também?</strong></p>
<p>Eu morava em Delmiro, na verdade cheguei lá com 6 anos de idade, e tinha também o meu irmão.Teve uma época que meu irmão foi morar em Recife e lá foi que ele conheceu o rock, que a gente não conhecia, só MPB mesmo, isso nos anos 70. Daí quando ele voltou nas férias, ele trouxe: Pink Floyd, Led Zeppelin, Kiss, Slade. Eu ouvi e gostei, logo me interessei pelo Pink Floyd – <em>DarkSideof The Mon -</em> e o Kiss – <em>Destroyer. </em></p>
<p>Pouco tempo depois também fui morar em Recife, e em todas as férias nós íamos a Delmiro e a gente levava os discos, porque lá o pessoal ainda não conhecia. Dizem até que foi a gente que levou o rock pra lá.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4506" title="DSC00213" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC002132-600x450.jpg" alt="" width="594" height="445" /></p>
<p><strong>Mas nessa época, vocês já tinham amigos que compartilhavam do gosto por esse tipo de som?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Tinha sim, inclusive dois foram morar em Recife também,que eram nossos amigos mais próximos, mas a maioria dos amigos, não sabia do que se tratava não, eles achavam meio estranho, aí nos levávamos os discos pra os bares em Delmiro o pessoal ouvia mas olhava meio desconfiado pra gente (risos). No início dos anos 80 voltei pra Delmiro.</p>
<p><strong>E quando que começou o seu interesse por tocar, montar banda, essas coisas&#8230;</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Acho que a uns sete – oito anos atrás. Eu sempre gostei de baixo e tive vontade de comprar um, nunca aprendi a tocar, enganava o povo (risos). Aí tem um amigo meu, o Albino que era guitarrista, e quando ele foi morar em São Paulo voltou muito bom na guitarra. Daí eu falei pra ele: me ensine a tocar que a gente monta uma banda. Porque eu tinha o baixo  há muito tempo e não sabia tocar. E a gente tinha o mesmo gosto musical.</p>
<p>Daí fui só decorando as posições, porque até hoje eu não sei as notas, e com isso a gente montou a banda, a <strong>Dead File</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4484" title="PQAAALidwqqwlx9GsLVH7mBbwak2uzI-aUO0txepxGuUbfrPLuNPNoJ_Jwdg3qrm0BDm0h6cm0TJ1Hgzro50lPf6yQgAm1T1UNdTGgciFqSt7KpKCzCgIB0rzqIc" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/PQAAALidwqqwlx9GsLVH7mBbwak2uzI-aUO0txepxGuUbfrPLuNPNoJ_Jwdg3qrm0BDm0h6cm0TJ1Hgzro50lPf6yQgAm1T1UNdTGgciFqSt7KpKCzCgIB0rzqIc1.jpg" alt="" width="428" height="714" /></p>
<p><strong>Nós aqui em Maceió, sempre vemos Delmiro como uma cidade que possui várias referências para Alagoas se tratando de rock, principalmente pelo fato de já existirem bandas significativas desde o fim dos anos 80, pessoas se movimentando em torno de um circuito, que de uma forma ainda que tímida veio se consolidando, e até hoje existem bandas ativas na cidade.</strong></p>
<p>Eu, Luciano, Robertinho, Mike, nós começamos a fazer uns eventos lá, uns festivais, nessa época eu ainda não tocava em banda, mas nós fizemos o “Pedrock”, “RockAgosto” e vários outros menores que as pessoas foram começando a produzir também.</p>
<p>O problema que existia é que várias pessoas montavam banda apenas pra tocar no evento, as “bandas de evento”, pessoas que se juntavam pouco antes do evento e depois que tocavam a banda quase sempre acabava.</p>
<p>Acredito que a banda que durou mais tempo em atividade foi mesmo a Monstromorgue.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4509" title="Rockagosto cartaz" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/Rockagosto-cartaz-600x794.jpg" alt="" width="480" height="635" /></p>
<p><strong>E como é que funcionava a organização desses festivais, vocês colocavam grana do bolso, tinha algum incentivo?</strong></p>
<p>Os festivais eram beneficentes, porque a gente sabia que os rockeiros de lá não tinham dinheiro, então a gente fazia mais pra diversão da gente, até pra não ter que sair pra ir ver shows em outra cidade.</p>
<p>Daí nós juntávamos o pessoal, cobrávamos uma entrada simbólica de 3 reais mais um quilo de alimento, nós chamávamos o pessoal da igreja para receberem os alimentos, nisso vinham algumas pessoas e ajudavam, já ficavam na portaria pra receber os alimentos e assim nós não precisávamos nos preocupar com essa parte e a parte do dinheiro (3 reais) servia pra cobrir o restante das despesas, algo gasto com o clube, som e por aí ia&#8230;</p>
<p>Teve um que a gente fez sem ser beneficente, daí nós pagamos as passgens das bandas de fora, porque normalmente elas se apresentavam de graça, só pra mostrar o som mesmo, mas não deu muito certo, por isso deu um prejuízo, de uns 15 reais, aí um lá disse: “Rapaz quero mais não esse negócio de organizar show de rock.” (risos)</p>
<p>Aí depois a gente parou de fazer os eventos, mas o pessoal continua lá tocando.</p>
<p><img class="size-large wp-image-4510 alignnone" title="RockAgosto - Luciano, Robertinho, Eduardo" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/RockAgosto-Luciano-Robertinho-Eduardo-600x571.jpg" alt="" width="337" height="324" /> <img class="size-large wp-image-4511 alignnone" title="rockagosto" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/rockagosto-600x763.jpg" alt="" width="256" height="325" /></p>
<p><strong>E a cidade tinha algum tipo de resistência com esses eventos? Porque em toda cidade tem um pessoal mais caretão mesmo&#8230;</strong></p>
<p>Tinha, mas tinha também muita gente curiosa pra saber como era, o primeiro que a gente fez o “Pedrock” tinha muita gente, lotou mesmo, tinha até gente vestida de vaqueiro&#8230;</p>
<p><strong>Bem variado né?!</strong></p>
<p>(risos) Mas tava lá dando uns pulos e achando interessante&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4487" title="PQAAAEwWyR19yof57W4RC44j6ltBfpBGnphIPfJ5Pf5IFg9wFHWug6Teb_FpAJuMAtanmXiPNaKE4o6xl1WomXPT5GAAm1T1UL_WWXriaYsh1-r50-BfZjp65LtW" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/PQAAAEwWyR19yof57W4RC44j6ltBfpBGnphIPfJ5Pf5IFg9wFHWug6Teb_FpAJuMAtanmXiPNaKE4o6xl1WomXPT5GAAm1T1UL_WWXriaYsh1-r50-BfZjp65LtW2-600x451.jpg" alt="" width="628" height="470" /></p>
<p><strong>Fala um pouco aí como que surgiu a ideia de montar a Dead File, sua banda.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Bom, a gente nunca teve pretensão de ser profissional, era só diversão, lá o rock pra gente era diversão. A gente começou tocando músicas do outros, dos anos 70, por isso que o nome era Dead File (em português arquivo morto),porque eram músicas antigas. E depois a gente começou a fazer as músicas também só que no mesmo estilo dos anos 70. A música era nova, mas o estilo era velho.</p>
<p><strong>A gente viu que você também faz uns trabalhos de artes plásticas. De onde veio esse seu interesse em pintar?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Meu irmão que era mais velho do que eu, foi quem começou a fazer pintura, daí eu comecei a pintar também, desde pequeno, eu já tinha influência dele. Nessa época eu morava no Recife e toda camisa que eu usava era pintada por mim. Aí depois que eu voltei pra Delmiro foi que eu comecei a pintar quadros e tinha um pessoal lá que sabiam que eu pintava e falaram que ia haver uma exposição, aí eu fiz uns quadros ligeiro pra exposição e criamos a Casa da Arte, depois eu parei, a preguiça não deixa a gente pintar muito.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4488" title="logo" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/logo1.jpg" alt="" width="606" height="266" /></p>
<p><strong>Vamos falar agora um pouco sobre o seu blog. Conta pra gente quando que você decidiu montar um espaço na internet que pudesse servir de arquivo, em que você escaneia várias revistas antigas e disponibiliza informações da época.</strong></p>
<p>As revistas eu já tinha guardado, mas não com a intenção de colecionar, era só porque eu não gosto de me desfazer das coisas. Então tinha muita matéria de música que eu gostava e guardei por muitos anos, mesmo porque naquela época ainda não tinha internet. Aí tinham uns amigos meus que gostavam de ir lá em casa e ver as revistas que tinham fotos e reportagens das bandas que eles gostavam.</p>
<p>Foi quando veio a ideia: bom, vou escanear as revistas, já que o pessoal gosta de ver, e eu não preciso escrever nada , porque já tudo escrito lá. Aí comecei a escanear e colocava só as informações, qual era a revista e datas, aí o pessoal foi gostando e foi divulgando. E nisso o <a href="http://velhidade.blogspot.com.br/">blog </a>já vai fazer 3 anos.</p>
<p>Tem gente que me diz: “Rapaz, você fez um blog de rock”. Mas não é só rock, é um <a href="http://velhidade.blogspot.com.br/">blog </a>de música, então eu coloco todos os tipos de música das revistas antigas que eu tenho, felizmente nas revistas antigas não tinha esse pagode e forró novo aí.(risos)</p>
<p>Mas a maioria do pessoal que lê, são os rockeiros, até porque eu comecei postando matérias de rock, acho que chamou atenção dos rockeiros.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4489" title="DSC00232 - Cópia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00232-Cópia-600x800.jpg" alt="" width="480" height="640" /><br />
<strong>O que a gente achou interessante no blog é que não tem matérias só sobre música&#8230;</strong></p>
<p>Isso aí é porque havia uma sessão na revista Pop, que chama-se “Jornal das Coisas” e essa sessão vem falando de vários assuntos, atores de televisão, tem coisa de música e bandas também. Então no início do <a href="http://velhidade.blogspot.com.br/">blog</a>, eu postava a sessão completa, mas depois eu resolvi dividir essa sessão e retirar as matérias musicais e postar separado, porque fica melhor para as pessoas pesquisarem.</p>
<p>Mas aí eu deixei as matérias que não eram de música, agrupadas numa sessão que ficou com o nome de “Jornal das Coisas” mesmo.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4490" title="Sem título" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/Sem-título-600x787.jpg" alt="" width="480" height="629" /></p>
<p><strong>E outras pessoas entram em contato com você pra adquirir alguma revista, de repente comprar alguma edição?</strong></p>
<p>Já apareceu gente sim interessada em comprar, só que eu não vendo. Como também já recebi doações, um cara uma vez, acho que de Santa Catarina que me mandou uma caixa de revistas, aí eu tive que pagar o correio.</p>
<p>Já tem outros que querem compartilhar postagens no <a href="http://velhidade.blogspot.com.br/">blog</a>, aí eu peço que escaneie e me mande, aí eu faço a postagem e dou o crédito a quem mandou.</p>
<p><strong>E o principal mesmo é essa interação das pessoas que se identificam com o blog&#8230;</strong></p>
<p>É inclusive, tiveram três pessoas que me pediram matéria pra fazer TCC, aí nesse caso tiveram coisas que eu ainda nem havia postado no <a href="http://velhidade.blogspot.com.br/">blog</a>, mas já mandava pra adiantar pra ela.</p>
<p><strong>E pra quem tiver interesse em colaborar com o blog e ajudar Eduardo a aumentar o arquivo de boas matérias, ele manda uma ideia.</strong></p>
<p>As pessoas de Maceió que tenham revistas antigas que possam  disponibilizar para eu escanear entrem em contato comigo, pelo email que  está no blog.</p>
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		<title>‘Suíte Amandita’:para saborear em tardes de descanso.</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=4411</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 15:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sirvase.net/blog/?p=4411</guid>
		<description><![CDATA[Por Bruno Jaborandy
Fotos: Divulgação
 


Álbum: &#8220;Suíte Amandita&#8221;
Artista: Dimazz
Lançamento: 2012
Nota: 5
Nas minhas andanças como baixista da banda mais bêbada da cidade, a Dad Fucked and the Mad Skunks, acabei indo parar na linda Salvador (BA) para tocar no Grito Rock 2011. Foi uma viagem em que tudo deu certo, inclusive a hospedagem, que ficou por conta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Bruno Jaborandy<br />
Fotos: Divulgação</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-4412" title="capa-frente-4f7676275bec7-600x600" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/capa-frente-4f7676275bec7-600x600.jpg" alt="" width="553" height="553" /></strong></em></p>
<p><img class="size-full wp-image-1989 alignright" title="estrelinhas-resenhas-02 copy" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2011/03/estrelinhas-resenhas-02-copy2.png" alt="" width="125" height="24" /></p>
<p><strong>Álbum: </strong>&#8220;Suíte Amandita&#8221;</p>
<p><strong>Artista: </strong>Dimazz</p>
<p><strong>Lançamento:</strong> 2012</p>
<p><strong>Nota:</strong> 5</p>
<p>Nas minhas andanças como baixista da banda mais bêbada da cidade, a Dad Fucked and the Mad Skunks, acabei indo parar na linda Salvador (BA) para tocar no Grito Rock 2011. Foi uma viagem em que tudo deu certo, inclusive a hospedagem, que ficou por conta do gente finíssima Diogo, que nos contou que estudava ‘Composição e Regência’ na UFBA.<span id="more-4411"></span></p>
<p>De manhã, depois de um café da manhã alto padrão, Diogo busca o violão e eu, dando uma de ignorante, peço pro cara tocar uma do Caymmi e ele me dá a melhor resposta de todos os tempos: &#8211; Cara, eu não pego violão pra tocar a música dos outros.</p>
<p>Tenho certeza que nenhuma resposta caberia melhor na minha pergunta. Diogo me mostrou que é chato demais ficar fazendo pedido quando alguém pega o violão. As belas músicas que Diogo mostrou naquela manhã de abril eram protótipos, ou não, para o <em>EP</em> que ele lançou esse ano, sob o codinome <strong><a href="http://www.melodybox.com.br/dimazz">Dimazz</a></strong>, que ganhou o nome de ‘Suíte Amandita’.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4429" title="01" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/01-600x427.jpg" alt="" width="589" height="418" /></p>
<p>Nesse disco, <strong><a href="http://www.melodybox.com.br/dimazz">Dimazz</a></strong> se propõe a unir aspectos da música erudita com elementos da música popular. A riqueza dos instrumentos usados confere uma atmosfera belíssima ao <em>EP</em>. São ouvidos acordeons, clarinetes, triângulo e excelentes guitarras. Dá para sentir que a experiência que o músico obteve tocando nos palcos da capital baiana ampliou seu leque musical e formou uma identidade musical que bebe das mais diversas fontes. A partitura de todas as músicas foi escrita por ele, parte a parte, peças de um quebra-cabeça.</p>
<p>‘A Madrugada’ começa com uma bela abertura envolvendo percussão, violões e acordeon, pra entrar em uma belíssima valsa com um clarinete desenhando tons e abrindo espaço para a voz suave de Diogo cantar uma letra bastante poética. Violinos sinalizam um intervalo antes do refrão emocionado. Sons de pandeiro podem ser ouvidos ao fundo pelos ouvidos mais atentos.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4441" title="03" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/03-600x433.jpg" alt="" width="558" height="401" /></p>
<p>Uma guitarra dá início ao ‘xote’ ‘Enquanto Houver Sertão’, música que tem um interessante triângulo marcando o compasso, uma bateria bem aplicada, momentos de calmaria e um baixo pulsado lindão. O refrão da música carrega muito da música pop, com vocais mais extensos. Lá pelos 2:30 a música vai crescendo, como um baião misturado com um maracatu, um efeito interessante, para desaguar em um refrão diferente que encerra a música.</p>
<p>‘Capuccino’ começa como um jazz envenenado. É bom ouvir com fones de ouvido para absorver todos os ingredientes desse tipo de bebida que desperta os sentidos. É inevitável indicar que há uma clara influência da banda Móveis Coloniais de Acaju, pelo modo como o resto da música se desenha, aquele pegada levemente inspirada no ska, com momentos mais lentos que lembram reggae, para terminar em um trecho vocal que pende para uma polka ou outro ritmo do leste europeu.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4446" title="Dimmaz4" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/Dimmaz4-600x450.jpg" alt="" width="622" height="467" /></p>
<p>Palmas e uma bateria rufada em ‘Um Mundo bem Melhor’ pintam um clima de otimismo nessa ciranda moderna, como <strong><a href="http://www.melodybox.com.br/dimazz">Dimazz</a></strong> a classifica. A letra soa como uma meditação em um dia de ficar em casa pensando na vida. “Alegria vai mas costuma voltar. Com ela traz a chance de termos um mundo melhor”, canta. O instrumental da música carrega muito desse tom inspirado com uma guitarra que lembra Power-pop, violinos marcantes e um naipe de metais que acompanha os vocais no encerramento da canção, com vocais de big-band pra galera cantar junto.</p>
<p>Com esse primeiro <em>EP</em>, <strong><a href="http://www.melodybox.com.br/dimazz">Dimazz</a></strong> mostra que tem um trabalho sólido com tudo para encantar os ouvintes e reverberar pelos corações de quem ouve. É um compositor corajoso e versátil. O disco físico será lançado em maio mas você já pode ouvir <strong><a href="http://www.melodybox.com.br/dimazz">AQUI</a></strong>, lembrando que para baixar é preciso se cadastrar no site.</p>
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		<title>Cena Independente #3 – Mar/2012</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=4380</link>
		<comments>http://sirvase.net/blog/?p=4380#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 17:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sirva-se]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cena Independente #3 – Mar/2012
mixtape.cenaindependente@gmail.com
Nós do Sirva-se, fomos convidados pelos parceiros do site potiguar Fuga Underground, para integrar o projeto ‘Cena Independente’ que é baseado no similar gringo:Music Alliance Pact.
Na versão nacional sites/blogs especializados juntam o que há de mais novo e relevante na música independente de seus estados em uma coletânea mensal, publicada sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4381" title="coletanea cena independente 3 - capa" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/coletanea-cena-independente-3-capa1.jpg" alt="" width="475" height="475" /></p>
<p><strong>Cena Independente #3 – Mar/2012</strong></p>
<p><em>mixtape.cenaindependente@gmail.com</em></p>
<p>Nós do <strong>Sirva-se</strong>, fomos convidados pelos parceiros do site potiguar <a href="http://www.fugaunderground.com/">Fuga Underground</a>, para integrar o projeto ‘Cena Independente’ que é baseado no similar gringo:<em>Music Alliance Pact</em>.</p>
<p>Na versão nacional sites/blogs especializados juntam o que há de mais novo e relevante na música independente de seus estados em uma coletânea mensal<span id="more-4380"></span>, publicada sempre no último dia de cada mês. Para aumentar o alcance do projeto, a coletânea é repercutida em cada site/blog parceiro.</p>
<p>O ‘Cena Independente’ vem rolando desde janeiro e 12 sites/blogs já fazem parte do projeto, mas o objetivo é agregar ainda mais e a meta é chegar aos 27, incluindo sites/blogs de estados que ainda não compõem o projeto.</p>
<p>Além disso o projeto traz também a ideia de apresentar novas caras das artes visuais, e assim estimular que as capas de cada <em>mixtape </em>sejam feitas por diferentes artistas. Nesta edição de março, a arte ficou por conta de Marcelo Santiago do blog <a href="http://www.meiodesligado.com/">Meio Desligado</a>.</p>
<p>O <strong>Sirva-se</strong> pensou e indicou nessa edição do ‘Cena Independente, a banda <strong><a href="http://sirvase.net/blog/?p=4174">Interrompidos</a></strong> e a música tema do seu primeiro clip, Igual à Minha Vida.</p>
<p>Conheça a lista completa de indicações logo abaixo:</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4383" title="396951_120799678036631_118295328287066_110726_1212359686_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/396951_120799678036631_118295328287066_110726_1212359686_n-600x401.jpg" alt="" width="564" height="376" /></p>
<p>ALAGOAS: <a href="../">Sirva-se</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Interrompidos</strong> &#8211; <strong>Igual à Minha Vida</strong></span></p>
<p><strong><em>rock/MPB/blues</em></strong></p>
<p>Após uma série de mudanças, a <strong>Interrompidos</strong> se fortalece entre as bandas alternativas de Alagoas. Com o lançamento recente do <em>EP</em> “Interrompidos” e do clipe “Igual a minha vida” a banda que mistura Rock and Roll, Blues e MPB, vai se inserindo em um novo cenário onde já conseguiu o seu destaque. Com nove faixas, o <em>EP</em> simboliza bem a transformação e evolução musical do quarteto. Letras mais introspectivas e reflexivas junto a um instrumental equilibrado são o ponto alto da banda. O destaque da vez vai pra música que dá nome ao primeiro clipe da banda.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Made In Brazil, Secos e Molhados e Mutantes</p>
<p><a href="http://interrompidos.tnb.art.br/">Mais de Interrompidos no TNB</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4384" title="mahmundi-desaguar" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/mahmundi-desaguar.jpeg" alt="" width="550" height="366" /></p>
<p>RIO DE JANEIRO: <a href="http://www.rockinpress.com.br/" target="_blank">RockinPress</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Mahmundi – Desaguar</strong></span></p>
<p><strong><em>chillwave/indie</em></strong></p>
<p>Mahmundi é o projeto onde Marcela Vale se descreve em cores variadas, deixando aflorar seus sentimentos e de forma bonita, quase juvenil. Ouvir letras tão afogadas no amor e ao mesmo tempo destoadas por um instrumental dançante, com um timbre próprio e envolvente, fazem a música de Mahmundi ser ainda mais plural, mais contagiante. É fácil se encontrar dentro das canções do seu primeiro EP, Efeito das Cores – seja dentro de uma pista de dança ou feliz ao encontrar um amor. Afinal, a música nasceu para demonstrar sentimentos e com essa magia, Marcela sabe se expor.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Toro Y Moi, El Guincho, Tulipa Ruiz</p>
<p><a href="http://soundcloud.com/mahmundi">Mais de Mahmundi no SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4385" title="naked-girls" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/naked-girls-600x551.jpg" alt="" width="480" height="440" /></p>
<p>PARANÁ: <a href="http://www.defenestrando.com/">Defenestrando</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Naked Girls and Aeroplanes – K.A.C.C. (Rough Love)</strong></span></p>
<p><strong><em>folk/fofura</em></strong></p>
<p>Formado por Rodrigo Lemos (d’A Banda Mais Bonita da Cidade e Lemoskine), Artur Roman e Wonder Bettin (ambos do Sabonetes), o Naked Girls and Aeroplanes é um desses grupos que combinam fofura e acordes que soem da melhor forma possível para chegar em algum ponto profundo e sentimental. Na música “K.A.C.C. (Rough Love)”, o trio parece misturar inocência e sensualidade a partir de arranjos vocais cuidadosamente planejados. A faixa está no EP de estreia da banda, lançado em fevereiro deste ano.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Florence + The Machine, Cícero, Rosie and Me</p>
<p><a href="http://soundcloud.com/nakedgirlsandaeroplanes">Mais de Naked Girls and Aeroplanes no SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4386" title="somecommunitycentral" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/somecommunitycentral.jpg" alt="" width="564" height="376" /></p>
<p>SÃO PAULO: <a href="http://movethatjukebox.com/">Move That Jukebox</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Some Community – Head and Tail</strong></span></p>
<p><strong><em>indie/dream/pop</em></strong></p>
<p>A bateria quase marcial marca os primeiros segundos do novo single dos paulistanos do Some Community. O baixo e o backing vocal do ex-Volantes Bernard Simon também são destaques nessa nova fase da banda &#8211; que volta em 2012 com EP novinho e shows recentes no Sxsw no currículo. “Head and Tail”, que já ganhou até um belíssimo vídeo, é cheia de climas etéreos, guitarras agudas e oníricas e teclados vibrantes com melodias singelas. A doce voz de Juliana Vacaro é a cereja do bolo. E em 5 minutos, o Some Community mostra que muita coisa mudou – pra melhor – desde <em>RinoRino</em>, EP debut da banda, de 2010.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Warpaint, Cambriana, Local Natives</p>
<p><a href="http://somecommunity.bandcamp.com/">Mais de Some Community no Bandcamp</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4387" title="artworks-000019301839-atlfkv-t300x300" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/artworks-000019301839-atlfkv-t300x300.jpg" alt="" width="456" height="456" /></p>
<p>PERNAMBUCO:<strong> </strong><a href="http://www.altnewspaper.com/">AltNewspapper</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Daniel Araújo – Estero Bla</strong></span></p>
<p><strong><em>ambient/experimental/instrumental/lo-fi</em></strong></p>
<p>Daniel Araújo, artista responsável pela “cara” da Cena Independente #2, retorna nesta edição agradando desta vez aos ouvidos. Neste mês o músico lançou seu primeiro registro solo, todo feito em casa e seguindo a verve instrumental característica dele em suas bandas. O álbum se chama “De Dentro do Ser” e a faixa escolhida é a bela “Estero Bla”, uma sobreposição de camadas dançantes bem agradáveis. O jogo de letras que dá nome a música deixa claro a principal influência da mesma, decifre o mistério ouvindo&#8230;</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Hurtmold, Tortoise, Monodecks</p>
<p><a href="http://soundcloud.com/daanielcaraujo/">Mais de Daniel Araújo no SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4388" title="psilosamples+por_renan_modenese" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/psilosamples+por_renan_modenese-600x337.jpg" alt="" width="590" height="330" /></p>
<p>MINAS GERAIS: <a href="http://www.meiodesligado.com/">Meio Desligado</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Psilosamples – Olho de Cabra</strong></span></p>
<p><strong><em>eletrônica experimental/IDM</em></strong></p>
<p>Por vezes soando como uma &#8220;IDM tropical&#8221;, as músicas do Psilosamples utilizam <em>samples</em>, timbres vintage e ritmos quebrados de forma lo-fi e experimental. Oriundo do interior de MG, o Psilosamples tem crescido no circuito eletrônico alternativo, como sua presença no importante festival Sonar (em suas edições brasileira e espanhola) prova.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Daedelus, Girl Talk, Squarepusher</p>
<p><a href="http://www.psilosamples.com/">Mais de Psilosamples no site oficial</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4389" title="OgAAAMwuur3hdeUOhCgm9xsdDmMVea3j1eO_6tUqroeDANqs17vjb6qPJyFPDZV8zAP_IP4rE1zUazSItaqyZSR-Y1oAm1T1UJrMoMR8AIDc6Vwm5WWH_D61kCpb" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/OgAAAMwuur3hdeUOhCgm9xsdDmMVea3j1eO_6tUqroeDANqs17vjb6qPJyFPDZV8zAP_IP4rE1zUazSItaqyZSR-Y1oAm1T1UJrMoMR8AIDc6Vwm5WWH_D61kCpb-600x402.jpg" alt="" width="603" height="402" /></p>
<p>BAHIA:<strong> </strong><a href="http://www.nemo.com.br/elcabong/">El Cabong</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Opanijé – Se Diz </strong></span></p>
<p><strong><em>rap/hip hop</em></strong></p>
<p>O rap baiano poucas vezes ultrapassou as fronteiras do estado. Quem promete mudar isso é o Opanijé, grupo formado em 2005 e com o primeiro disco prestes a ser lançado. Dois MCs e um DJ unindo elementos clássicos do rap &#8211; samples bem sacados, batidas e crítica social &#8211; com ritmos afro-baianos, cânticos do candomblé, percussão e uma criatividade que às vezes entorta o ideal rapper.</p>
<p><strong>Para quem gosta de: </strong>Racionais MC&#8217;s, Beastie Boys, Tincoãs</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/opanije">Mais de Opanijé no Myspace</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4390" title="macaco-bong" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/macaco-bong.jpg" alt="" width="602" height="401" /></p>
<p>MATO GROSSO: <a href="http://factoide.com.br/">Factóide</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Macaco Bong – Japabugre</strong></span></p>
<p><strong><em>rock instrumental</em></strong></p>
<p>O <a href="http://factoide.com.br/2011/08/22/verdao-e-verdinho-o-novo-ep-do-macaco-bong/" target="_blank">EP <em>Verdão e Verdinho</em> possui uma grande simbologia</a>, já que foi o primeiro material gravado depois que o Macaco Bong se mudou de Cuiabá, mas tem a influência forte da viola pantaneira. Eles não sabiam, mas também foi o último registro de estúdio com Ney Hugo, da formação clássica do Macaco, que deixou a banda recentemente para dar lugar ao mineiro Gabriel Murilo.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Mogwai e Slint</p>
<p><a href="http://macacobong.tnb.art.br/">Mais de Macaco Bong no TNB</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4391" title="550302" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/550302.jpg" alt="" width="575" height="418" /></p>
<p>ESPÍRITO SANTO: <a href="http://pignes.blogspot.com/">Ignes Elevanium</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Manfredines – Silêncio</strong></span></p>
<p><strong><em>rock</em></strong></p>
<p>Manfredines é uma das mais interessantes bandas capixabas que fazem parte desse novo rock nacional, liderado por bandas como Los Hermanos e Móveis Coloniais de Acaju. Porém, a banda não toma suas influencias diretamente desses nomes, e sim de nomes dos anos 80 como Legião Urbana, Titãs e Paralamas do Sucesso. Conclusão: temos uma sonoridade nova e moderna, mas com a mesma qualidade e profundidade das bandas do passado. Eu diria que influencias inclusive da música internacional como Radiohead figuram evidentes na sonoridade da banda, especialmente no single &#8220;Silêncio&#8221;, lançado em 2011, que é um excelente exemplo do som dos caras. A banda está pra lançar novo material em 2012, e como são uma banda totalmente independente, não tem muitas datas fixas, mas acredito eu que podemos aguardar um novo trabalho para este ano. Excelente banda mesmo, recomendadíssima!</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Radiohead, Los Hermanos, Titãs</p>
<p><a href="http://soundcloud.com/manfredines">Mais de Manfredines no SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4392" title="REDBOOTS1" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/REDBOOTS1-600x394.jpg" alt="" width="573" height="375" /></p>
<p>RIO GRANDE DO NORTE: <a href="http://www.fugaunderground.com/">FUGA Underground</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>The Red Boots – Suicide</strong></span></p>
<p><strong><em>rock alternativo/thrash metal/desert rock</em></strong></p>
<p>Os Red Boots lançaram seu álbum de estreia, “Aracnophilia”, no final de fevereiro pelo <a href="http://www.dosol.com.br/2012/02/projeto-incubadora-dosol-2012-red-boots-rn-aracnophilia/">Projeto Incubadora do DoSol Netlabel</a>. Com uma sonoridade densa que contrasta com a formação simples de um duo de guitarra e bateria, e usando de forma inteligente referências das mais diversas dentro do rock e do metal, a banda mossoroense criou um disco cheio de personalidade. Ecos de Metallica, Sonic Youth e Motörhead podem ser sentidos em “Suicide”, uma das faixas que dão a tônica do álbum.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Metallica, Sonic Youth, Motörhead</p>
<p><a href="http://www.theredbootsband.blogspot.com.br/">Mais de The Red Boots no blog</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4393" title="jonhy" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/jonhy.jpg" alt="" width="242" height="411" /></p>
<p>PARAÍBA:<strong> </strong><a href="http://atividadefm.wordpress.com/">Atividade FM</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Johnny – BLEFE</strong></span></p>
<p><strong><em>indie rock/garage rock</em></strong></p>
<p>JOHNNY é uma banda estreante no rock paraibano que começou a ganhar certa fama divulgando alguns singles avulsamente com qualidade. A banda é formada apenas por Gabriel Romio e Leon Guimarães que gravam as músicas sozinhas num estúdio, mas, que nas  suas apresentações contam com músicos de apoio. É perceptível uma grande influências de bandas britânicas de indie rock, como aquele Arctic Monkeys no início, principalmente nas letras que falam sobre relacionamentos e suas guitarras rápidas e dançantes.</p>
<p><strong>Para quem gosta de: </strong>Vivendo do Ócio e Selvagens à Procura da Lei</p>
<p><a href="http://soundcloud.com/johnny_official">Mais de Johnny no SoundCloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4394" title="god" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/04/god-600x400.jpg" alt="" width="573" height="382" /></p>
<p>AMAPÁ: <a href="http://www.somindependente.com.br/">Som Independente</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Godzilla – Insolação</strong></span></p>
<p><strong><em>punk</em></strong></p>
<p>A banda Godzilla vem do Estado do Amapá &#8211; especificamente do município de Santana. Suas conexões psíquicas suprem essa distância com uma leitura atualíssima, sexy, desolada, sagaz e urgente do rock e das relações humanas, como se vivessem em uma Megalópole destruída pelo monstro japonês que lhes empresta o nome.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Ramones, Misfits, Sex Pistols</p>
<p><a href="http://bandagodzilla.tnb.art.br/">Mais de Godzilla no TNB</a></p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?o6wyok9zzd9a918">Link </a><span style="color: #339966;"><strong>de download da mixtape</strong></span></p>
<p><a href="http://soundcloud.com/cenaindependente2/sets/cena-independente-3-1">Link </a><span style="color: #339966;"><strong>do streaming das faixas</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>1º Comece a Agir</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 00:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Luiz Rios
Fotos por Luiz Rios
Há certo tempo aqui na cidade que os eventos de Hip Hop – Rap vem ganhando mais força e organização. Dessa forma, surgem cada vez mais espaços e atividades visando fortalecer essa cultura, buscar expansão e enfim consolidar um cenário representativo dentro e fora do estado.
Hoje, entre diversas atividades esporádicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Luiz Rios<br />
Fotos por Luiz Rios</em></strong></p>
<p><strong><em><img class="aligncenter size-large wp-image-4312" title="DSC00814" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00814-600x337.jpg" alt="" width="650" height="346" /></em></strong>Há certo tempo aqui na cidade que os eventos de Hip Hop – Rap vem ganhando mais força e organização. Dessa forma, surgem cada vez mais espaços e atividades visando fortalecer essa cultura, buscar expansão e enfim consolidar um cenário representativo dentro e fora do estado.</p>
<p>Hoje, entre diversas atividades esporádicas com foco no Hip Hop, alguns eventos já acontecem com certa frequência e outros se tornaram pontuais, acumulando algumas edições e se inserindo ainda mais no calendário cultural de Maceió.<span id="more-4307"></span></p>
<p>Tendo em vista somar forças e explorar novos rumos, os caras da ‘<strong>Todos Um</strong>’ decidiram arregaçar as mangas e fazer o ‘<strong>1º Comece a Agir</strong>’, evento voltado a música Rap, elementos agregados a cultura Hip Hop e várias outras expressões do meio alternativo.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4309" title="DSC00669" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00669-600x450.jpg" alt="" width="592" height="443" />Com tudo devidamente aprontado no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, era só esperar o público, e esse, não falhou, compareceu em peso abrilhantando ainda mais a festa.</p>
<p>Na pegada de misturar diversão e informação, o evento foi planejado com diversas atividades ‘extra-música’, dessa forma o público tinha além das apresentações de Rap, algo a mais para conhecer e participar.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4319" title="DSC00675" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00675-600x450.jpg" alt="" width="592" height="442" />A programação começou com a exibição de dois vídeos, um era o documentário “No Muro”, que trata sobre graffiti e o outro um trailer estendido do doc. “Pixo”, sobre a cena da piXação na cidade de São Paulo. Teatro lotado, filme na tela e um público atento e bem interessado. Algo muito bom de ver!</p>
<p>E assim chegou a hora de produzir, e após exibir uns vídeos breves, a dupla <strong>Hew</strong> e <strong>Felipe </strong>aplicaram uma oficina de <em>stencil </em>e se revezaram dando toques, dicas e ensinando técnicas aos interessados na prática.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-4322" title="DSC00679" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00679-600x800.jpg" alt="" width="294" height="390" /> <img class="alignnone size-large wp-image-4324" title="DSC00708" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC007081-600x800.jpg" alt="" width="293" height="390" /><br />
Logo em seguida foi a vez da palestra/debate orientado pelo <strong>Henrique Bezerra</strong>, integrante do ‘CAZP’ (Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares) e do grupo ‘Resistência Popular’. O cara falou sobre organização autônoma, respondeu e comentou algumas falas do público e exaltou a iniciativa do evento salientado que aquele próprio espaço já era por si uma representação de auto-gestão.</p>
<p><img class="size-large wp-image-4329 aligncenter" title="DSC00678" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00678-600x450.jpg" alt="" width="555" height="415" />Ao longo do evento, no <em>hall </em>do espaço, rolava vídeos de skate e surf sem parar, exposição de zines, venda de material independente e rango veg(etari)ano, além de uma discotecagem variada, comandada pelo parceiro Alex Campos – “Laranja”.</p>
<p><img class="size-large wp-image-4332 aligncenter" title="DSC00712" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00712-600x800.jpg" alt="" width="480" height="640" />Era chegada a sequencia de apresentações de Rap, e o primeiro a manda um som foi <strong>Pedrinho Z.N.</strong>, em seguida subiu os caras da <strong><a href="http://soundcloud.com/boby-ch/ladoeste-quest-o-de-honra-part">LadOeste </a></strong>e seu rap positivo, rimas que estimulam a superação e a força de vontade. Destaque para a participação especial de Boby, amigo da banda e também Mc.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4335" title="DSC00725" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00725-450x800.jpg" alt="" width="396" height="705" />E o esquema era assim mesmo, cada grupo mandava poucos sons, para que todas as banda tivessem a oportunidade de tocar. Pra representar a força feminina, o grupo <strong><a href="http://hiphopnordestino.blogspot.com.br/2012/02/biografia-rap.html">Biografia Rap</a></strong>, formado por duas Mc´s, chegou ao palco e mandou sua mensagem agitando o público presente e colocando a galera pra cantar junto.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4338" title="DSC00746" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC007461-600x337.jpg" alt="" width="649" height="341" />Dando prosseguimento, o Mc intitulado <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qz3d_KSGTx8">Gueto em Fúria</a></strong> mandou seu som acompanhado de alguns de seus aliados no palco, com várias letras falando da vida na periferia alagoana e apresentando o seu protesto em forma de música.</p>
<p>A hora avançou e o público não dispersou, atentos a cada grupo que tocava, ficaram firmes até que começaram as últimas atrações da noite.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4342" title="DSC00789" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00789-600x337.jpg" alt="" width="662" height="343" /><strong><a href="http://hiphop-al.blogspot.com.br/2011/04/queda-ciencia-de-ouvir.html">A Queda</a></strong>, banda que tem boa parte da ‘Todos Um’, organizadores do evento, chegaram marcando presença e fazendo uma das apresentações mais instigadas da noite, vários amigos agitando a cantando os sons e uma interação bem empolgante com o público. O som dos caras vem evoluindo bastante e aos poucos a banda vem conquistando merecidamente o seu espaço.</p>
<p>Destaque para o Dj do grupo, Fábio ‘Bactéria’, que ‘riscou os discos’ em quase todas as apresentações e comandou muito bem suas <em>pick-up´s</em> animando a rapaziada.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4346" title="DSC00759" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00759-450x800.jpg" alt="" width="348" height="620" />Por fim, um dos rapper´s mais ativos de Alagoas e um dos que hoje tem um dos trabalhos mais interessantes na cidade. <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ge53JDseXUw">Invasor</a></strong>, assumiu o controle do microfone. Cantando sons já conhecidos do pessoal presente, o Mc teve o público na mão e soube fazer da sua apresentação uma mostra da força do rap local.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4347" title="DSC00817" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00817-600x337.jpg" alt="" width="651" height="338" />Cantando músicas do seu mais novo CD, o primeiro solo, <strong>Invasor </strong>convidou o <strong>Dj Skarmix</strong> pra comandar o batidão e mandar uns scratches nervosos nos toca-discos. Cantou umas quatro músicas e empolgou bastante.</p>
<p>Logo depois se reuniu ao seu parceiro João Felipe ‘Bilika’ e fecharam o evento com chave de ouro, tocando as músicas novas do grupo deles, <strong><a href="http://oscomparsaseafirma.blogspot.com.br/">Os Comparsas</a></strong> e fazendo todo mundo cantar junto.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4348" title="DSC00847" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/DSC00847-600x337.jpg" alt="" width="664" height="353" />No fim ainda rolou uma sessãozinha de <em>freestyle </em>e pronto, acabava ali um dos eventos mais legais que aconteceram até agora nesse ano. Onde mesmo com a programação definida, outros Mc´s também tiveram espaço para cantar suas músicas, onde a união prevaleceu e tudo correu na maior tranquilidade e que mais uma vez provou que é possível e necessário unir diversão e informação. E que venham mais edições.<br />
<img class="aligncenter size-large wp-image-4349" title="Sem título" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/Sem-título2-600x366.jpg" alt="" width="666" height="374" />*Um salve especial a todos que estiveram presentes e fortaleceram as atividades, a cidade e o público precisam muito de espaços como esses e é uma satisfação enorme para nós do Sirva-se participar e fortalecer correrias como essa, tamo junto!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7MSbmfytpJ4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Fanzines pra toda a vida&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 17:58:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Colaboração: Gabriela Cleveston Gelain
Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação

Marcio Sno é um figura que assim como muitos do mundo underground, conheceu, se apaixonou e começou a produzir fanzines, tempos depois o cara passou a se relacionar de uma maneira diferenciada com essas publicações, deixando assim de ser apenas um produtor de para se tornar um pesquisador do assunto.
Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Colaboração: Gabriela Cleveston Gelain<br />
Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação</em></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4231" title="1 - Cópia (2)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/1-Cópia-2-600x337.jpg" alt="" width="585" height="327" /></p>
<p><strong><a href="http://marciosno.blogspot.com.br/">Marcio Sno</a></strong> é um figura que assim como muitos do mundo <em>underground</em>, conheceu, se apaixonou e começou a produzir fanzines, tempos depois o cara passou a se relacionar de uma maneira diferenciada com essas publicações, deixando assim de ser apenas um produtor de para se tornar um pesquisador do assunto.</p>
<p>Em meio a todo esse envolvimento, <strong>Sno </strong>encontrou junto ao pessoal da <strong><a href="http://ugrapress.wordpress.com/">Ugra Press</a></strong>, que fomenta esse tipo de publicação resistente até hoje,<span id="more-4214"></span> em meio a um mundo onde a <em>web </em>acabou por substituir nossos selos batizados, demo-tapes e cartas sociais – um meio de se relacionar ainda mais com esse material.</p>
<p>A <strong><a href="http://ugrapress.wordpress.com/">Ugra</a></strong>, editora independente paulista, é a responsável pela publicação do <strong><a href="http://ugrapress.wordpress.com/2011/02/20/o-anuario-finalmente-disponivel/">Anuário de Zines, Fanzines e Publicações Alternativas</a></strong>, uma grande iniciativa que começou a aproximar fanzineiros de todo o país, e está em finalização de uma segunda edição.</p>
<p>Além disso, <strong>Marcio </strong>também é editor do documentário audiovisual intitulado “<strong>Fanzineiros do Século Passado</strong>”, um projeto totalmente sem fins lucrativos, que traz vários depoimentos de fanzineiros de todo o território nacional explicando o que é esse tal de fanzine.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4276" title="Sem título" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/Sem-título1.jpg" alt="" width="593" height="282" /></p>
<p>Segundo <strong>Sno</strong>, a iniciativa de rodar o doc. surgiu quando ele começou a pesquisar mais profundamente sobre zines e percebeu que no Brasil não havia, até então, um registro audiovisual que falasse essencialmente sobre eles, existiam apenas alguns documentários que citavam essas publicações do faça-você-mesmo e só.</p>
<p>“<strong>Fanzineiros no Século Passado</strong>” teve uma repercussão infinitivamente maior do que o editor imaginava: o primeiro capítulo teve mais de 3 mil visualizações no Vimeo, isso sem contar o número de cópias físicas que circularam e que foram multiplicadas Brasil afora.</p>
<p>Praticamente todos os eventos ligados a fanzines no país exibiram e ainda exibem o documentário, muita gente procurou Marcio para discutir sobre este trabalho, entre professores, alunos de comunicação, imprensa e público em geral (até em minha cidade, Santa Maria – RS, o amigo Daniel Villaverde, outra figura conhecida do zine nacional, palestrou e exibiu o vídeo, durante a Jornada Acadêmica Integrada da UFSM).</p>
<p>Depois do sucesso do primeiro capítulo, agora surge o capítulo dois com o tema “O fanzine a serviço do rock, os fanzineiros deste século e os estímulos para a produção impressa”, subtítulo escolhido durante a edição desta segunda parte.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4237" title="430246_360967330604048_104264113_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/430246_360967330604048_104264113_n.jpg" alt="" width="489" height="679" /></p>
<p>Lançado recentemente durante o II Ugra Zine Fest (dia 10 de Março), a parte II do doc., está fresquinha, mas por enquanto ainda não está disponível na <em>web</em>. Vai sair em formato físico repleto de ilustrações e como bônus, terá o capítulo 1, o trailer e os erros de gravação. Leitores de zines e zineiros de carteirinha poderão adquirir o dvd a preço de custo dia 14 de Abril, junto com o II Anuário da Ugra Press.</p>
<p>Não pude estar presente na II Ugra Zine Fest devido à distância física, mas consegui entrevistar o <strong>Marcio </strong>sobre um pouco dos zines em sua vida e a segunda parte do documentário , tão esperado para todos que, igual a mim, tem os fanzines como uma paixão e um apreço àquele passado dos correios, dos <em>flyer’s </em>e das cartas&#8230;</p>
<p><strong>De que maneira e quando os fanzines entraram na sua vida pela primeira vez?</strong></p>
<p>Eu era leitor da ‘Rock Brigade’ e todos os meses ia direto pra a seção ‘Headbanger Voice’ para conferir as bandas que anunciavam suas demo-tapes. Nessa época, passei a buscar algo diferente, numa tentativa de sair da mesmice das rádios rock de São Paulo.</p>
<p>Perto da parte das bandas, tinha uma coluna para fanzines. Tá, mas o que eram os fanzines? Naquela época não tinha internet para você dar uma “googlada” e a resposta estaria ali na sua cara. No dicionário não tinha essa palavra e eu não tinha amigos que conheciam esse universo. O que eu fiz?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4243" title="manual-fanzines-de-papel" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/manual-fanzines-de-papel.jpg" alt="" width="397" height="578" /></p>
<p>Mesmo sem saber do que se tratava, mandei cartas para uns três endereços perguntado: “quanto custa pra receber seu fanzine?”, recebi as respostas e mandei minha contribuição. Dias depois chegou em minhas mãos os zines.</p>
<p>Lembro-me que o primeiro foi o ‘Secret Face’. Percebi que eu poderia fazer algo parecido e não sosseguei enquanto não fiz o meu. Isso foi em 1993. E até hoje eles fazem parte de minha vida. Queira ou não queira.</p>
<p><strong>O que fazem hoje os “fanzineiros do século passado”? Que perfil você diria que tem o fanzineiro deste século que o difere do fanzineiro do século passado?<br />
</strong><br />
A maioria dos fanzineiros do século passado estão distante das atividades de zines. As pessoas crescem, constituem famílias, criam responsabilidades profissionais, espirituais, acadêmicas e a produção fica esquecida. O pessoal da minha época tem hoje 35, 40, 50 anos e fica realmente difícil que continuem produzindo zines. Afinal, vivemos em um mundo capitalista e o tempo livre quase não existe.</p>
<p>Os fanzineiros desse século tem uma vantagem que os do passado não  tiveram: o acesso aos bens tecnológicos e à internet, que agiliza muita  coisa e deixa tudo mais fácil. Você hoje em dia consegue produzir um  zine de 16 páginas em um único dia, sem encostar os dedos em tesoura,  cola. Tudo é muito fácil. O editor atual está mais próximo das  informações, afinal, já cresceu com um computador em casa. As  possibilidades são infinitas.</p>
<div id="attachment_4245" class="wp-caption aligncenter" style="width: 571px"><img class="size-large wp-image-4245 " title="fanzineirosinvademomasp" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/fanzineirosinvademomasp-600x397.jpg" alt="" width="561" height="369" /><p class="wp-caption-text">Márcio Sno entre amig@s na Fanzinada - SP</p></div>
<p><strong>Apesar dos “tempos das cartas” terem acabado, como você vê a resistência dos zines nos dias de hoje, como eles estão sendo divulgados e distribuídos?</strong></p>
<p>A forma de distribuir continua praticamente a mesma: via carta, de mão em mão em shows, eventos, pra conhecidos e parentes. A divulgação é quase que 100% via internet, por intermédio de e-mails, blogues e redes sociais.</p>
<p>Muitas pessoas estão optando em passar suas publicações para o PDF, distribuir por e-mail ou mesmo alojando em algum site de compartilhamento de arquivos e divulgando o link para seus correspondentes virtuais</p>
<p>Vejo com muita alegria a resistência dos fanzineiros que insistem no impresso. Muitos deles estão investindo cada vez mais na qualidade e abrindo mão da quantidade, que talvez seja uma das formas de sobrevivência frente as tecnologias que inibem a produção impressa.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4250" title="45" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/45.jpg" alt="" width="453" height="604" /></p>
<p><strong> Dos fanzines que estão em circulação, gostaria de dar destaque sobre algum que ache muito interessante de alguma forma?</strong></p>
<p>Prefiro não destacar fanzines e sim dois fanzineiros.</p>
<p>Um é o Flavio Grão, que lançou recentemente os zines ‘Manufatura’ e ‘Cortex’.  Grão é artista plástico e suas histórias são muito profundas e não possuem textos: são apenas ilustrações ou colagens recheadas de conteúdo e mensagens. Utiliza diversos recursos gráficos e de papel para montar suas publicações. São publicações muito inteligentes.</p>
<p>Outro é Rodrigo Okuyama. Esse cara é um gênio. Utiliza diversos tipos de materiais, técnicas de pintura, colagem, costura, recortes, dobraduras, enfim, o cara usa de diversas estratégias para publicar seus zines. Suas publicações são verdadeiras obras de arte e vale muito a pena ter em mãos e apreciar. Os últimos publicados foram La Permura, a série Zine Zinho e a coletânea de estêncieis Extensas Estrias del Esten Siñor.</p>
<p>Ambos editores representam a cara dos fanzines pós-internet: com muita qualidade artística e gráfica, que motivam a aquisição do material impresso e mostram o amadurecimento dos fanzines produzidos no Brasil.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4251" title="marciougrafest1" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/marciougrafest1.jpg" alt="" width="549" height="364" /></p>
<p><strong>O documentário “Fanzineiros do Século Passado” parte I foi uma apanhado de entrevistas com várias pessoas representativas dentro do cenário underground. Como se deu a seleção de depoimentos para o capítulo dois, algumas destas pessoas se repetiram? O documentário terá um terceiro capítulo?</strong></p>
<p>Na verdade não houve seleção para os personagens. Fui chamando quem estava por perto e quem tinha uma representatividade bacana no meio independente. As pessoas de outras cidades e estados fui gravando conforme elas vinham para São Paulo e aproveitei para registrar os depoimentos. Foi assim com Daniel Villaverde, Fellipe CDC, Leonardo Panço, Fernanda Meireles etc.</p>
<p>Sim, algumas pessoas se repetiram no segundo capítulo, por falarem sobre temas abordados nessa parte. Mas foram poucas pessoas que se repetiram, pois a ideia é ter mais pessoas a cada capítulo. Sei que jamais conseguirei reunir todos os fanzineiros do Brasil, mas quanto mais, melhor!</p>
<p>Sim, tenho outros assuntos ainda para abordar em um terceiro capítulo e chega. Será uma trilogia de fato. Me recuso em fazer capítulo 4 ou algo do tipo. Fica para outras pessoas também produzirem seus docs. sobre fanzines.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4252" title="3" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/3-600x450.jpg" alt="" width="576" height="430" /><strong> </strong></p>
<p><strong>O que te levou a fazer o capítulo dois e quanto tempo você demorou para concluí-lo?</strong></p>
<p>Na verdade, nem era para ser dividido em capítulos. A ideia inicial era fazer um documentário único sem divisão de partes. Porém, em dezembro de 2010, o Douglas Utescher da ‘Ugra Press’ estava organizando o ‘1º Ugra Zine Fest’ e perguntou se eu queria exibir uma prévia do doc. e eu prontamente aceitei.</p>
<p>Então, como se tratava de um evento para zineiros, me limitei em relembrar as histórias da época do recorta e cola e da rede social analógica, ou seja, os contatos via carta. Como gostei muito do resultado, me recusei e chamá-lo de prévia e batizei como Capítulo 1 e estipulei temas para os próximos dois capítulos.</p>
<p>Esse segundo, eu já captei imagens desde a época em que estava registrando para o primeiro. Entre decupagem e edição final, devo ter gastado algo mais de um mês, sempre mexendo nos meus momentos de folga do serviço e das obrigações domésticas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4253" title="181922_189052287795554_144973758870074_550152_6336587_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/181922_189052287795554_144973758870074_550152_6336587_n1.jpg" alt="" width="593" height="394" /></p>
<p><strong>Como se deu o processo de escolha do tema, edição e coleta dos depoimentos para a segunda parte do documentário Fanzineiros no Século Passado? Contei trinta pessoas no trailer do capítulo 2, mas 49 pessoas foram entrevistadas.</strong></p>
<p>A princípio foi complicado, pois como não tinha um roteiro certo, geralmente fazia as mesmas perguntas e algumas diferenciadas conforme o personagem e o direcionamento que a conversa dava durante as gravações. Quando parei pra pensar nos temas de cada capítulo, passei a fazer perguntas específicas para os personagens seguintes.</p>
<p>A coleta foi a mesma: gravava na casa dos personagens, em eventos, shows, quase sempre acompanhado de meu filho Calvin que ajudava na gravação e aproveitava para conhecer as pessoas e suas respectivas histórias.</p>
<p>Gravei no total 54 depoimentos, destes, 49 entraram no segundo capítulo. Pense na dificuldade para editar tudo isso&#8230; Cheguei a fazer um curso de edição para ajudar na produção desse capítulo.</p>
<p>Tive alguns amigos que gravaram em outros estados e me mandaram. Xan Braz gravou em Volta Redonda e Barra Mansa (RJ), Law Tissot, gravou seu próprio depoimento em Rio Grande (RS), Alex de Souza gravou o depoimento de Henrique Magalhães em João Pessoa (PB), Danúbio Aguiar gravou no Canadá e Marlos Alves em Londres. Todos esses contatos são pessoas com quem convivi desde a década de 1990, seja por carta ou pessoalmente, com as quais criei um vínculo de amizade que caminha por décadas.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4256" title="0" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/0-600x450.jpg" alt="" width="600" height="449" /></p>
<p><strong>Houve alguma diferença no modo que vocês fizeram o lançamento do documentário parte 1 para a 2, já que houve uma grande expectativa do público que acompanhou o primeiro capítulo?</strong></p>
<p>O lançamento foi da mesma forma que o primeiro, mesmo porque foram lançados em eventos da Ugra. Encaixamos na programação do ‘Ugra Zine Fest’ e assim aconteceu.</p>
<p>Sim, a expectativa do público foi imensa, principalmente pela grande repercussão que o primeiro capítulo teve. E isso aumentou a minha responsabilidade em manter a qualidade e honestidade da série.</p>
<p>Houve muita cobrança de todos os lados. Pessoas cobrando o lançamento, falando que faltou falar sobre determinado assunto, faltou entrevistar tal pessoa e até casos de pessoas se oferecendo para ser entrevistadas. Não é fácil. Essa cobrança toda às vezes desestimula demais, afinal, faço o documentário com prazer e quando as cobranças aparecem, o tesão vai se perdendo.</p>
<p>Aprendi a lidar com isso, ignorando alguns comentários e até mesmo sugerindo que as pessoas produzissem seus próprios documentários, afinal, não quero monopolizar nada, quanto mais materiais sobre o assunto, melhor!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4257" title="6837727436_e491d31f62_o" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/6837727436_e491d31f62_o.jpg" alt="" width="605" height="401" /></p>
<p><strong>As seis bandas clássicas dos anos 90 que estão no documentário, você as selecionou? Por quê?</strong></p>
<p>Enquanto eu editava, evitei ouvir músicas, pois nesse período costumo usar fones de ouvidos por conta da precisão dos cortes. Para poupar meus ouvidos, prefiro não forçá-los.</p>
<p>A primeira banda que me veio à cabeça foi a Execradores. A “Incentivo aos operários” foi uma canção que marcou muito a época na qual íamos a shows punk organizados pelo Coletivo Altruísta e antes mesmo de começar a editar queria que ela abrisse o doc.<br />
Depois fui lembrando de introduções de outras canções para abrir os   blocos. Aí vieram ‘The Power of the Bira’, ‘Snooze’, ‘Mukeka di Rato’,   ‘Boi Mamão’ e nos créditos ainda usei ‘Gangrena Gasosa’ e ‘Os   Cabeloduro’. Escolhi essas bandas pelo fato de serem as que eu mais   gostava na época e pelo fato de ter contato direto com os músicos, o que   facilitou a autorização para incluir as canções. Ah, no teaser, usei   uma música do ‘Dead Fish’.<br />
.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://vimeo.com/19998552"><iframe src="http://player.vimeo.com/video/19998552?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/19998552">Fanzineiros do Século Passado &#8211; Capítulo 1</a> from <a href="http://vimeo.com/marciosno">Márcio Sno</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p><strong>A pergunta que não quer calar, para Márcio Sno: a produção impressa vai diminuir drasticamente por causa da “revolução digital” ou os fanzineiros pelo impresso irão resistir?</strong></p>
<p>Na verdade o grande abalo já aconteceu, que começou na segunda metade dos anos 90 e perdurou por muito tempo. Porém, a realidade começa a mudar. Aos poucos nós, brasileiros, estamos aprendendo a ter uma relação harmoniosa entre impresso e virtual. E, acompanhando o andamento de países do hemisfério norte, em relação dos quais estamos um tanto atrasados, os fanzines estão retomando com uma proposta que prima mais pela qualidade que pela quantidade. Vejo que bons ares pairam sobre o fanzinato nacional, principalmente de dois anos pra cá.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4272" title="II Anuário Fanzines Impressos" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/II-Anuário-Fanzines-Impressos.jpg" alt="II Anuário Fanzines Impressos" width="400" height="565" /></p>
<p><strong>Aproveitando a oportunidade, gostaria de perguntar: a idéia é fazer um terceiro Anuário de zines, fanzines e publicações alternativas da Ugra Press? Estou querendo enviar o meu zine e não consegui enviar até a data do segundo Anuário. Sei que a segunda edição está saindo fresquinha, por agora.</strong></p>
<p>Então, o segundo Anuário será lançado em 14 de abril, aqui em São Paulo. Era para ser lançado no dia do II Ugra Zine Fest, porém, devido a enorme demanda que tínhamos em relação do evento, achamos melhor adiar o lançamento para garantir um material de qualidade o que é peculiar ao nosso editor Douglas Utescher. A ideia é que o Anuário continue a ter mais edições. Se tivermos forças é que a cada ano tenhamos um novo para lançar. Pode mandar sua publicação que, se mandar a ficha preenchida, sairá com certeza na próxima edição!</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-4258" title="293909_1994694870141_1326524097_31771721_690471273_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/293909_1994694870141_1326524097_31771721_690471273_n-600x450.jpg" alt="" width="621" height="466" /></p>
<p><strong>O espaço é teu para falar o que quiser, fale!</strong></p>
<p>Jamais pensei que os fanzines me acompanhariam por tanto tempo na minha vida. Pensei que no comecinho dos anos 00 eu iria desencanar disso tudo e viver só de passado. Mas, a partir de 2005, em uma oficina que dei no SESC Barra Mansa, eles voltaram pra mim numa intensidade absurda e hoje me vejo totalmente relacionado a eles.</p>
<p>Deixei de ser um produtor de zines para me tornar pesquisador, é o que me considero hoje. E pretendo manter esse “título” por algum tempo ainda, mesmo porque tem ainda o terceiro capítulo, o livro que quero publicar e um mestrado que possa vir a ocorrer.</p>
<p>Pra coisa piorar (no bom sentido), estou envolvido com a Ugra, que é uma fomentadora desse tipo de publicação, temos várias ideias, projetos etc e tal, que se forem realizados, a nossa convivência com o zines será mesmo “até que a morte nos separe”&#8230;<br />
.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://player.vimeo.com/video/36385001?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="295" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/36385001">Fanzineiros do Século Passado &#8211; Cap. 2 &#8211; teaser</a> from <a href="http://vimeo.com/marciosno">Márcio Sno</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p></p>
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