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	<title>SIRVA-SE</title>
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	<description>Cultura independente</description>
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		<title>“Bomb Style&#8221;, o grave como mensagem!</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 03:15:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Colaboração: Felipe De Vas

Tequilla Bomb é a filha honrosa da, ainda jovem, “Cultura do Grave” no estado de Alagoas, uma cultura que vem se expandindo cada vez mais no Brasil através de intervenções sound system espalhadas por vários cantos do país. Fundada no segundo semestre de 2011 por Carlos Peixoto e Bruno Brandão, dois DJ’s [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Colaboração: Felipe De Vas</em></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7640" title="_DSC0066 copy" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/DSC0066-copy1-600x348.jpg" alt="" width="620" height="359" /></p>
<p><strong><a href="https://soundcloud.com/tequillabomb">Tequilla Bomb</a></strong> é a filha honrosa da, ainda jovem, “Cultura do Grave” no estado de Alagoas, uma cultura que vem se expandindo cada vez mais no Brasil através de intervenções <em>sound system</em> espalhadas por vários cantos do país. Fundada no segundo semestre de 2011 por Carlos Peixoto e Bruno Brandão, dois DJ’s e produtores de bases em programações Eletrônicas que compartilhavam da mesma inquietação musical, a banda hoje é declaradamente um trio e Toninho ZS, cantor e compositor, vem chegando em doses homeopáticas com sua pegada ragga, dando ao grupo uma voz oficial.<span id="more-7586"></span></p>
<p>O grupo é uma boa novidade no cenário local e evidencia ritmos como: dubstep, drums and bass, jungle e danceHall; com influência de Chaka Demus, Top Cat, Anthony B, Mad Professor, dentre vários outros. As letras falam de sentimentos a problemas sociais e em performances ao vivo as músicas ganham diferentes instrumentos e participações de <em>Toasters/Mcs</em> da cidade abrindo espaço para parcerias com músicos de diversos estilos e vertentes. Uma primorosa mescla de elementos da música jamaicana com a realidade nordestina.</p>
<p>Agora, de vento em popa com o lançamento virtual do seu primeiro EP, intitulado <strong>“Bomb Style”</strong>, lançado pelo selo Combo Records e prestes a completar dois anos em atividade, a banda amadurece mais a cada dia e continua dando passos à frente e vivenciando s novas experiências musicais e de produção como descreve Toninho, além de comentar algumas curiosidades do processo de gravação do material.</p>
<div id="attachment_7590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 559px"><img class="aligncenter size-large wp-image-7631" title="318067_390077017753721_382106081_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/318067_390077017753721_382106081_n1-600x450.jpg" alt="" width="549" height="411" />Toninho durante as gravações do EP &#8220;Bomb Style&#8221;</dt>
</dl>
</div>
<p>“Foi uma experiência nova, pois nunca tinha gravado esse estilo de som, antigamente era mais espectador e nunca tinha gravado propriamente dito. Nunca tinha gravado com delay na voz e com outros elementos de manipulação eletrônica próprio do dub e do ragga. Foi uma experiência enriquecedora”.</p>
<p>O trio comenta ainda sobre a imagem da banda, inspirações, composições, dificuldades, novidades e falam sobre a embrionária cena da cultura do grave em Alagoas. Carlos explicou que desde o começo do projeto Bruno já pensava nesse lado imagético da banda e acabou acontecendo uma parceria com <strong>Emmanuelle Lima</strong> em relação a fotografia, fluindo um misto de ideias que relacionasse a banda à cultura urbana (caótica e eletrônica) e ao bem estar da natureza maceioense. A fotógrafa, então, ajudou a montar um perfil representativo da banda.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_7592" class="wp-caption aligncenter" style="width: 585px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="aligncenter size-large wp-image-7594" title="Emanuelle Lima (3)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/Emanuelle-Lima-3-600x450.jpg" alt="" width="575" height="431" /><p class="wp-caption-text">Por Emanuelle Lima</p></div>
<p>Hoje a <strong><a href="https://soundcloud.com/tequillabomb">Tequila Bomb</a></strong> junto ao Combo Records trabalha na divulgação do<strong>“Bomb Style”</strong> e traça novos planos em parceria, do mesmo modo como surgiu o lançamento do EP.</p>
<p>“O Bruno entrou em contato com o Coletivo Combo já com as músicas prontas e eles curtiram a ideia. Fizemos uma seleção de 5 músicas que sentimos mais apelo do público e as letras que mais representavam a banda. O lançamento virtual foi em 22 de abril, foi um marco pra banda”. Afirmou Carlos Peixoto.</p>
<p>Mesmo o Combo Records sendo recente, o coletivo aceitou o desafio e aproveitou a facilidade do material da banda já estar praticamente pronto, com todas as faixas gravadas, e encarou a missão de colocar em prática um site próprio com uma parte especial destinada ao selo.</p>
<p class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_7595" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="aligncenter size-large wp-image-7629" title="190497_596900263662851_307666572_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/190497_596900263662851_307666572_n1-600x583.jpg" alt="" width="440" height="427" />Por Emanuelle Lima</dt>
</dl>
<p>“Trabalhamos juntos na mídia do lançamento da EP, na arte da capa e tudo mais. Ainda estamos na correria para reunir o valor do investimento da confecção desses EP’s físicos, pois continua difícil encontrar quem invista nesse tipo de projeto. Mesmo assim, estamos fazendo de tudo para que quem curte o trabalho do Tequilla Bomb tenha esse EP em mãos”. Ressaltam.</p>
<p>O próximo passo a ser por essa parceria, além do suporte de lançamento dado ao EP, é driblar as dificuldades e tentar arrumar a casa pra soltar o material em formato físico, pois ainda que estejamos na era do mp3, muita gente prefere ter o seu próprio disquinho e colocar pra tocar num CD player qualquer.</p>
<div id="attachment_7604" class="wp-caption aligncenter" style="width: 604px"><img class="size-full wp-image-7604" title="Viviany Almeida" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/Viviany-Almeida.jpg" alt="" width="594" height="343" /><p class="wp-caption-text">Participação de André Sublime, da banda Dezcomunal durante apresentação no festival Maionese 2012 -Por Viviany Almeida</p></div>
<p>Curioso para ouvir o material? Carlos descreve em poucas palavras a essência do som e deixa no ar os pormenores que você, com certeza, deve notar ao escutar o trabalho deles.  “Nada mais é do que um som com ênfase no baixo e na bateria, um som pra ser tocado na rua, pra todo mundo ouvir, pra qualquer tipo de classe e educação”. Finaliza.</p>
<p>Então, enquanto espera-se o lançamento físico do EP, quem quiser ver a banda ao vivo pode comparecer a festa DUBCrash 2013 que acontecer no próximo dia 25, ou se você não puder comparecer é só acessar o site do lançamento virtual, aumentar o volume das caixas de som e sentir o grave no corpo e uma mensagem na mente.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_7597" class="wp-caption aligncenter" style="width: 355px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-7626" title="Emanuelle Lima 01" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/Emanuelle-Lima-011.jpg" alt="" width="345" height="460" />Tequilla Bomb em ação! &#8211; Por Emanuelle Lima</dt>
</dl>
</div>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Ouça, leia, veja Tequilla Bomb:</strong></span><br />
<a href="http://www.facebook.com/TequillaBomb"><br />
facebook.com/TequillaBomb</a></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/TequillaBomb"> </a></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/TequillaBomb"></a><a href="https://soundcloud.com/tequillabomb">soundcloud.com/tequillabomb</a></p>
<p style="text-align: center;">&#8230;</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">mais infos. aqui -</span></strong> <a href="http://www.facebook.com/events/568093766558906/"> DUBCRASH #3 &#8211; BOMB STYLE</a></p>
<p style="text-align: center;">.<br />
.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-7610" title="936582_499409553439656_1131233685_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/936582_499409553439656_1131233685_n-600x794.jpg" alt="" width="357" height="473" /></p>
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		<title>Meninas para frente do mosh!</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=7547</link>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 14:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre feminismo e berros
Colaboração: Bárbara Pacheco
Fotos: Divulgação
“Nós somos uma banda de hardcore lésbico-feminista”. É exatamente assim, com um papo reto, sem rodeios, que a vocal Rebeca Domiciano define, por e-mail, a Anti-Corpos –  banda paulista da qual faz parte desde 2011 e que, atualmente, é destaque na cena punk/hardcore da capital, onde conquistou público, espaço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sobre feminismo e berros</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Colaboração: Bárbara Pacheco<br />
Fotos: Divulgação</em></strong></p>
<p><strong><em><img class="aligncenter size-large wp-image-7548" title="anticorpos" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/anticorpos-600x401.jpg" alt="" width="604" height="402" /></em></strong>“Nós somos uma banda de hardcore lésbico-feminista”. É exatamente assim, com um papo reto, sem rodeios, que a vocal Rebeca Domiciano define, por e-mail, a <strong><a href="http://anti-corpos.bandcamp.com/">Anti-Corpos</a></strong> –  banda paulista da qual faz parte desde 2011 e que, atualmente, é destaque na cena punk/hardcore da capital, onde conquistou público, espaço e respeito após  um hiato de cinco anos.<span id="more-7547"></span></p>
<p>Em meio a um ambiente um tanto controverso, onde muito se fala em liberdade individual e pouco se questiona as próprias atitudes, ainda influenciadas por um machismo camuflado, Rebeca, Helena (bateria), Adriessa (guitarra) e Veridiana Fozzato (baixista e responsável, junto com Helena, pelo pontapé inicial para a primeira formação da banda, em 2001) berram com muita ideia tudo o que aprenderam com o movimento Riot Grrrl e bandas como Infect, Dominatrix, Bulimia, Menstruação Anárkica, Kaos Klitoriano e uma série de outras que fizeram história dentro do hardcore feminista brasileiro. Na atual formação da banda, Duda Gonçalves assume a bateria por um ano, até Helena voltar da Alemanha.</p>
<p>As músicas, gritadas em um português claro, direto e muito rápido, abordam temas como aborto, exploração animal, amizade, poder feminino, amor livre, machismo, alienação e mais um monte de coisa em uma perspectiva que questiona valores estabelecidos, desde a religião até o próprio feminismo.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7556" title="74592_324804250968635_754640698_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/74592_324804250968635_754640698_n-600x315.jpg" alt="" width="572" height="300" /></p>
<p>A primeira vez que ouvi falar da <strong><a href="http://anti-corpos.bandcamp.com/">Anti-Corpos</a></strong> foi sobre como a banda agia nas apresentações em gigs. Confesso que não sou muito por dentro da cena, mas não precisa disso para saber que a maioria dos shows de rock são sempre (e esse posicionamento no público já foi meio que naturalizado) com caras perto do palco e meninas atrás, porque precisam se preocupar em não serem machucadas e anuladas no meio da roda e/ou muvuca. Só que nas apresentações da <strong><a href="http://anti-corpos.bandcamp.com/">Anti-Corpos</a></strong> não funciona desse jeito. A frente ali, tenha palco ou não, é espaço reservado para as meninas, que são chamadas pela banda quando o show começa.</p>
<p>Quando soube disso, corri pra baixar o <em>EP</em> Meninas para Frente (2012), segundo material lançado e que marca o retorno da banda aos rolês. Quando ouvi a primeira música, Apoia Mútua (<em>me fortaleço em minhas irmãs, mãe, amiga e na coletividade/ mas não basta ser mulher, quero poder confiar em vocês/ moleque machista e misógino/ que leva a namorada pra segurar seu casaco/ a cena está cheia de vocês</em>), me arrepiei, deixei os ouvidos ainda mais atentos e lembro ter pensado alto: “caralho, é isso mesmo!”. Foi amor à primeira audição.</p>
<p>O discurso das minas não se aplica apenas a uma realidade mais distante e generalizada, mas a que vivem no hardcore, ao espaço que ocupam na cena atual e à atuação e força da voz feminina dentro do movimento. União, desconstrução individual e construção coletiva: é esse o tripé da <strong><a href="http://anti-corpos.bandcamp.com/">Anti-Corpos</a></strong>.</p>
<p>Minha primeira colaboração com texto para o <strong>SIRVA-SE</strong> é uma entrevista sincera de ambas as partes. Eu, admiradora da banda e curiosa, e um grupo de meninas feministas que resolveram, de repente, montar uma banda mesmo sem saber tocar nenhum instrumento, para mostrar por aí que hardcore/punk não é só para os nossos namorados.</p>
<p>Na conversa por e-mail e Facebook: feminismo, rolês, atitudes machistas de bandas e outras que geraram polêmicas em redes sociais, um <em>EP</em> novo que tem, até agora, quatro minutos de duração e o motivo pelo qual a banda não pretende mais tocar uma das músicas do último álbum. Confere aí!</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7553" title="553072_251499544965773_143723121_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/553072_251499544965773_143723121_n-600x400.jpg" alt="" width="606" height="403" /></p>
<p><strong>Como a banda começou? Porque vocês pararam em 2007 e o que motivou a voltar a tocar? Tiveram muitas mudanças na formação? </strong></p>
<p><strong><em>Helena -</em></strong> Eu e a Veri nos conhecemos na quinta série, em 99. Começamos a ouvir rock juntas e descobrimos o hardcore. A gente ia em uns shows de hardcore undergrounds mas nunca tínhamos visto nenhuma mina tocando em nenhuma banda. Em 2001 a gente conheceu o Riot Grrrls através de umas bandas de mina nacionais, como Bulimia, Dominatrix, Cosmogonia, Menstruação Anárquika, Kaos Klitoriano, Hats, Lava e várias outras. Daí, de um dia pro outro, a gente resolveu começar a tocar também, só que a gente não sabia tocar nada! Eu resolvi ser baterista e a Veri baixista. Chamamos duas minas pra tocar com a gente, a Maira Moia no vocal e a Bel na guitarra. Foi super incrível começar do zero juntas. Nosso primeiro show foi de 19 covers!</p>
<p>Depois disso passamos por diversas formações. Em 2007 a banda já estava totalmente diferente, tanto na formação quanto no som. Mas eu e a Adriessa tocávamos em outras bandas na época e achamos melhor parar sem data e planos pra voltar. Em 2010\2011 eu e a Adriessa queriamos voltar a tocar juntas. Então a gente conheceu a Rebeca através do Coletivo Emancipar. A gente ficou passando mal em ver a vontade que ela tinha de fazer coisas feministas e resolvemos convidá-la pra cantar na Anti-Corpos.</p>
<p>A gente queria voltar com a banda porque sentimos necessidade de voltar a falar sobre feminismo no meio do hardcore. E também queríamos agregar mais minas, mais bandas formadas por mina. Em 2007 houve uma escassez de banda de mina. Praticamente todas as bandas acabaram, então a gente resolveu voltar pra tentar retomar essa cena.</p>
<p><strong><em>Rebeca -</em></strong> Com uns 13 ou 14 anos eu fazia aula de coral, mas em banda mesmo nunca tinha tido a experiência. O que eu fazia muito era ficar berrando em show, mas de dentro da plateia, ou então em casa sozinha (risos). Eu não fazia ideia que era capaz de dar uns berros como eu hoje sei que faço.</p>
<p>A atual formação da banda é Rebeca Domiciano no vocal, Adriessa Oliveira na guitarra, Duda Gonçalves na bateria e Veridiana Fozzato no baixo. A Helena está passando um ano na Alemanha e a Duda tá substituindo ela. Em 2012, a Brunella Martina tocava guitarra junto com a Adri, mas ela saiu no começo desse ano.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7558" title="399953_380352292080497_982665841_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/399953_380352292080497_982665841_n1-600x399.jpg" alt="" width="595" height="394" /></p>
<p><strong>Em agosto de 2012 vocês tocaram aqui no Nordeste (Natal, Recife e João Pessoa) no Girls On X. Como foi a experiência de tocar em um festival só com bandas femininas? Quais bandas estavam no role com vocês, quais chamaram mais a atenção? E quais as impressões sobre a região? </strong></p>
<p><strong><em>Rebeca -</em></strong> Tocar com mulheres para nós é sempre mais especial. Afinal, estamos aí tocando por causa de mulheres feministas, que acenderam uma chama na gente, estamos tocando por aí procurando minas que estejam perdidas num rolê que não as representam. A gente acredita que, de repente, pode incentivá-las e motivá-las a se empoderarem em relação à vida delas como um todo.</p>
<p>(No Girls On X) Tocamos com a The Fluxo (RN), Madrecita (PB), Noskill (PB), Putamadres (RN), Come Alive (PB), Love Kills (PE), Darksiders (PB), acho que foram essas&#8230; Todas, sem exceção, nos surpreendeu. O rolê inteiro lá mostrou muitas meninas tocando, foi incrível!  A gente não conhecia metade das bandas. Mas podemos falar que temos um caso sério com a Noskill! Estamos sempre juntas quando conseguimos.</p>
<p><strong>Apesar da letra rápida, vocal gritado e o som pesado, é possível logo de cara, tipo “à primeira escutada”, entender o recado que vocês querem passar, principalmente porque as letras são em português. Levando em conta a postura da banda, até onde vocês acham que a mensagem da Anti-Corpos pode chegar às meninas, independente da classe social e do grau de escolarização, e fazer com que e entendam e acordem pro assunto? Na opinião de vocês, músicas de bandas brasileiras que tratam de ideologia, protesto e questões sociais cantadas em português alcançam mais pessoas ou não importa se a mensagem é cantada em outra língua?</strong></p>
<p><strong><em>Rebeca -</em></strong> O feminismo diz respeito e atinge a todas nós, mulheres. A mina que mora na perifa e é mãe solteira de três filhxs, que dá o sangue pra sustentar a família inteira sozinha, por mais que não tenha conhecimento da palavra &#8216;feminismo&#8217;, ela vive na pele o que é isso. Ela é forte, batalha. A mulher que sofre violência dentro de casa e denuncia, enfrenta, procura ajuda, também. A vizinha que dá apoio para essa mulher também.</p>
<p>A gente opta por cantar tudo em português por, antes de tudo, ser honesto, já que não é a banda toda que domina outras línguas. Eu, Rebeca, por exemplo, não sei falar nenhuma outra língua direito a não ser o português e aí, como sou eu que escrevo a maior parte das vezes&#8230; Temos em mente que somos uma banda direta, papo reto. Temos isso para falar e queremos deixar o mais claro possível. Assim, não temos nada contra bandas nacionais que cantam em outras línguas, claro. Mesmo porque nós ouvimos várias. Mas gostamos bastante de ver bandas que conseguem cantar em português.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7559" title="44948_312178628897864_1219471151_n (1)" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/44948_312178628897864_1219471151_n-1-600x400.jpg" alt="" width="599" height="399" /></p>
<p><strong>Quais os álbuns/EPs que foram gravados desde o começo da banda, mudanças na formação e como vocês vêem o som da Anti-Corpos de hoje e de antes?</strong></p>
<p><strong><em>Helena -</em></strong> Nosso primeiro EP, &#8220;Caminhos e Escolhas&#8221;, foi gravado em Santos e lançado em 2004. A formação e o som eram totalmente diferentes. Era um punk rock. Em 2006 gravamos o single “Brincando de Igualdade” já com a Adriessa na banda e com o som mais rápido e pesado. A banda mudou muito desde que começamos, porque nós mudamos também. Hoje a gente pira em fazer um hardcore rápido e direto.</p>
<p><strong>Quem compõe as letras? Como se dá o processo de criação de vocês?</strong></p>
<p><strong><em>Rebeca -</em></strong> Desde que eu entrei na banda, eu escrevo todas as letras. A Veri e eu escrevemos uma juntas, que está no EP novo. A faixa fala sobre lesbofobia. Antes de mim, sempre a Helena e a Veri escreviam tudo.</p>
<p>Geralmente eu apareço com uma letra nova para a Adri e ela faz uma base, ou ela aparece com uma base para mim e eu faço uma letra, e aí a banda toda faz o resto todo em ensaio. Daí vamos testando tudo até acharmos que tá bom.</p>
<p><strong>Uma das faixas do <em>EP</em> ‘Meninas Pra Frente’ que me chamou atenção foi a ‘Meia Boca’, que a letra fala “feminismo meia boca é aquele que não une, que divide, não fortalece, que separa e gera intriga”. Recentemente houve uma série de discussões nesse sentido, inclusive geradas a partir de postagens em redes sociais onde figuras representativas do feminismo dentro do meio punk/hardcore questionavam o feminismo de algumas meninas da cena. Queria a opinião de vocês sobre o fato, e também se essa música se aplica, em partes, ao que aconteceu, já que o conteúdo despertou em algumas meninas um questionamento sobre a imposição de um formato de feminismo tido como O certo?</strong></p>
<p><strong><em>Rebeca &#8211; </em></strong>Então, a gente anda debatendo dentro da banda se devemos continuar tocando essa música ainda ou não. Pelo seguinte: eu, Rebeca, não concordo inteiramente mais com essa letra, principalmente nessa parte que você citou. Percebi muitos homens e muitas pessoas totalmente sem a menor noção do que se trata a luta das mulheres feministas usando esse mesmo discurso para ‘contrapor’ &#8211; de forma bem idiota, por sinal &#8211;  questionamentos nossos sobre a cena deles. Então, me recuso a reproduzir o mesmo discurso numa situação que, talvez de longe, possa parecer semelhante às circunstâncias em que eles usaram. E acho que revidar &#8216;na mesma moeda&#8217; também não é a melhor tática. Em vez de julgar, gastar tempo e energia falando mal e respondendo a uma ofensa vinda de uma mulher contra amigas minhas, é muito mais interessante rever sem medo todas as nossas atitudes e nos questionar, voltar atrás sobre aquilo que conseguirmos perceber de falho na gente.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7562" title="253047_290243591091368_1750680352_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/253047_290243591091368_1750680352_n-600x600.jpg" alt="" width="523" height="523" /></p>
<p>Fora que hoje eu vejo o feminismo como algo que, antes de tudo, deve ser usado para desconstruir muitas ideias e atitudes em nós primeiro, e só depois pensar em construir alguma coisa. Já me deparei com situações em que não foi possível construir nada, me vi cercada de muros gigantes. O machismo é tipo um concreto. Vi que somente após se libertar de certas convicções e esperanças é que podemos conseguir enxergar tudo de forma mais clara e, a partir daí, começar a construir de pouquinho, com pessoas de confiança, pessoas que estão na mesma sintonia que você. Mesmo que esse processo todo signifique um isolamento momentâneo, eu o percebo como bem importante.</p>
<p>Não creio que seja certo impor, claro, nenhum &#8216;formato de feminismo&#8217;. Mas acho muito importante defender aquilo em que a gente acredita. Faz-se um chamado. Vem quem quer e puder.</p>
<p><strong><em>Helena -</em></strong> Concordo com o que a rebeca disse. Mas eu sempre acreditei na união de meninas. Acho que somar é sempre mais importante do que dividir.</p>
<p><strong>Várias bandas consagradas na cena punk/hardcore e figuras do meio independente já demonstraram desrespeito com mulheres e a questão feminista, seja em letras de músicas, declarações ou atitudes em gigs ou redes sociais, e geraram polêmicas em torno da questão. Gostaria de saber de vocês, enquanto ativistas feministas, qual a posição em relação a bandas que circulam no meio e foram taxadas de machistas, incluindo as que reconhecem que vacilaram e se retrataram em relação a algum trabalho ou declaração, e aquelas que pregam um discurso de liberdade e feminismo e, de repente, viram notícia onde determinados integrantes são acusados de agressão contra mulheres? Vocês acham que ainda existe muito isso no hardcore/punk?</strong></p>
<p><strong><em>Rebeca -</em></strong> Violência misógina é mais comum do que se imagina. Sabemos que sempre houve casos desses nesse meio dito &#8216;libertário&#8217;, mas o que me parece é que de uns tempos pra cá várias mulheres andam abrindo cada vez mais o jogo e expondo suas situações de violência dentro de relacionamentos. E, junto com isso, andam aparecendo muitos caras, maioria branca e hétero, querendo ter o aval de mulheres feministas desse mesmo meio para se apossarem da nossa luta e dizerem &#8216;vejam galera como somos legais, temos até amigas feministas! Não somos machistas!&#8217;. Eu conheço apenas um único caso em que o vocalista de uma banda foi questionado publicamente e o cara, sem falar merda, reconheceu seu ato falho. Só que, mesmo nesse caso, que foi super legal da parte do cara, colaram vários manos na aba dele apenas para mostrarem que são amigos de um cara que teve uma atitude legal, ou seja, para afirmar que também são. Só que não, gente!</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7564" title="735040_332971260151934_44800200_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/735040_332971260151934_44800200_n-600x400.jpg" alt="" width="627" height="417" /></p>
<p><strong>Vocês participaram do último <a href="http://www.girlsrockcampbrasil.org/">Girls Rock Camp</a> também, né? Um dos projetos mais bonitos, senão o mais, que eu já vi na música e na cultura feminista. Como foi a participação no projeto e a experiência de lidar com crianças, como vocês vêem essa iniciativa? Vocês fazem parte de algum outro projeto desse tipo?</strong></p>
<p><strong><em>Rebeca &#8211; </em></strong>Foi tão incrível!!! A Helena foi produtora e instrutora de bateria, a Adri e a Brunella foram empresárias de uma das bandas e instrutoras de guitarra, e eu e a Veri fomos roadies! A gente tocou na hora do almoço em um dos dias do projeto e tenho que dizer que para as meninas e para mim foi o melhor show que já fizemos. Quando vi o DVD do Girls Rock Camp lá das gringa eu chorei muito. Sonhava em um dia poder ver aquilo sendo realizado no Brasil e aí comecei a fazer o Emancipar Fest com as minas, demos oficinas de bateria, guitarra, berro, baixo. De repente veio a Flávia com tudo e fez esse rolê gigante com a ajuda de todas nós. Foram muitas mulheres envolvidas nesse projeto. Mulheres que sempre foram referências musicais para mim. Mulheres que eu admirava muito. E eu, piveta como sou, trabalhando junto com elas. Foi sensá! Com certeza a maior experiência que já vivi.</p>
<p><strong><em>Helena -</em></strong> O Girls Rock Camp Brasil foi um sonho realizado. A melhor e mais linda semana da minha vida. Feminismo e música 24 horas por dia durante uma semana. Foi muito importante ter sido voluntária lá e encontrar um monte de outras minas feministas do Brasil todo. Trocamos experiências, contatos. Eu não consigo descrever o que eu senti no dia do showcase. Foi incrível ver nove bandas de meninas tocando em um show com a casa lotada. Arrasando em cima do palco. O principal objetivo do Camp é mostrar para a menina que ela pode também! É empoderar meninas a serem quem e como elas quiserem ser.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7566" title="12277_312178465564547_193593802_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/12277_312178465564547_193593802_n-600x400.jpg" alt="" width="630" height="419" /></p>
<p><strong>E em São Paulo, na área de vocês, como vêem a cena e o espaço para bandas femininas? </strong></p>
<p><strong><em>Adriessa -</em></strong> Bom, desde 2007, quando muitas das bandas &#8220;romperam&#8221;, o rolê das minas ficou cada vez mais fraco, tudo muito distante. Existem as bandas, mas nada dentro de um grupo, fazendo tour, rolês.</p>
<p>Tem aparecido muitas bandas legais. O Rakta é uma das mais legais de todas. Som hipnotizante, show ímpar. Gosto demais da banda.Recentemente a Brunella, nossa ex- guitarrista entrou para um projeto que se chama Winteryard, que é uma das coisas mais lindas que eu ouvi nos últimos tempos.</p>
<p>Existem algumas bandas que foram bem importantes para a cena do rock das mina, que estão voltando, como é o caso da minha banda preferida do rolê das minas, o The Dealers e o Sta Claus, que voltou com uma cara nova, agora com a nossa querida amiga Bruna Provazi na guitarra.</p>
<p>Acredito que dentro do HARDCORE nunca rolou uma CENA mesmo. Tem a Dominatrix, tinha a Hitch Lizard, TPM, Infect, sempre existiram bandas, mas nunca rolou uma parada que desse a liga, manja?</p>
<p><strong><em>Rebeca -</em></strong> Ah, tem também a Human Trash, da Mayra e da Mari, que tocam no Dealers, tem uma monobanda nova da Mari que chama BloodMary Una Tica Band, INCRÍVEL. Tem a Subtraídas, punkão cru clássico, tem a Visiona. Pelo que eu lembre, são essas bandas mesmo. Mas muito provavelmente estamos esquecendo de várias agora.Também tem muitas minas espalhadas por aí tocando em bandas só com caras.</p>
<p>Em relação ao espaço para todas essas mulheres tocarem eu digo que não é fácil não, principalmente para bandas que questionam &#8216;rolês&#8217;, &#8216;galeras&#8217;, &#8216;firmas&#8217;, etc. Sabem muito bem fechar o cerco. Mas é aí que a gente percebe que se nós não construirmos para a gente mesmo nunca vamos ter nada. E o maior problema disso é quando o pouco que se tem de forte fragmenta-se. Mas isso também faz parte. Como já disse, muitas vezes, senão sempre, é necessário desconstruir, picotar, romper, para que se construa algo novo.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9PWdQdGYpgA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Comentem um pouco sobre o novo trampo que vocês estão gravando aí, já tem data para ficar pronto? Tem algum projeto em vista, shows marcados?</strong></p>
<p><strong><em>Rebeca &#8211; </em></strong>Não temos ainda uma data certinha para o lançamento do nosso novo EP e ele ainda não tem nome. Provavelmente vai ter cinco ou seis faixas. Já gravamos quatro. Ele é muito mais rápido e pesado que todos os nossos outros sons. As quatro faixas que gravamos, juntas, deram uns quatro minutos (risos).</p>
<p><strong><em>Helena -</em></strong> Estamos pensando em lançar um <em>split</em> junto com outra banda feminista. Mas nada certo até o momento. Também não sabemos quando serão os próximos shows.</p>
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		<title>Colagens, bagunça e arte. Onde você se encaixa?</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 15:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de Rua]]></category>
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		<description><![CDATA[Colaboração: Nayara Pessini
Imagens por: Carlos Eduardo
Fotos: arquivo pessoal 
Sabe aqueles livros de cabeceira? Então, o SIRVA-SE é um dos meus sites prediletos de cabeceira. Há um tempinho colaborei com o pessoal, e como a minha paixão pelo projeto continua, estou aqui novamente: para falar de uma cara e uma arte.
Carlos Eduardo de Andrade, de Guarapuava, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Colaboração: Nayara Pessini<br />
Imagens por: Carlos Eduardo<br />
Fotos: arquivo pessoal </strong></em></p>
<p><img class="size-large wp-image-7501 aligncenter" title="552656_167468290056160_805378320_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/552656_167468290056160_805378320_n1-600x413.jpg" alt="" width="630" height="433" />Sabe aqueles livros de cabeceira? Então, o <strong>SIRVA-SE</strong> é um dos meus sites prediletos de cabeceira. Há um tempinho colaborei com o pessoal, e como a minha paixão pelo projeto continua, estou aqui novamente: para falar de uma cara e uma arte.</p>
<p><strong>Carlos Eduardo de Andrade</strong>, de Guarapuava, no Paraná é estudante de ciências da computação, e fundador do projeto artístico “Vista minhas mãos”. <span id="more-7479"></span>Se eu pudesse definir o projeto em uma palavra seria: espontaneidade. Não há padrões e nem regras nas artes de <strong>Carlos</strong>. O Guarapuavano se utiliza de colagens para formar um universo inesperado e múltiplo.</p>
<p>As obras do “Vista minhas mãos” trazem uma linguagem visual abrangente e sincera, por meio dos conteúdos de jornais, revistas, HQs e propagandas. Além do projeto, <strong>Carlos</strong> também é muito envolvido com música e já participou de diversas bandas do cenário Punk/Hardcore.</p>
<p>Agora no <strong>SIRVA-SE</strong>, você pode conhecer um pouco mais do projeto dele e conferir uma entrevista cedida pelo mesmo comentando suas expressões artísticas e demais atividades que envolvem os seus trabalhos. Chega mais!</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-7496" title="tumblr_m9nca9zYQS1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_m9nca9zYQS1rze24go1_12801-561x800.jpg" alt="" width="190" height="271" /> <img class="alignnone size-full wp-image-7487" title="487474_263240933812228_635808458_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/487474_263240933812228_635808458_n.jpg" alt="" width="197" height="273" /> <img class="alignnone size-large wp-image-7490" title="tumblr_m8ahrs1nao1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_m8ahrs1nao1rze24go1_1280-581x800.jpg" alt="" width="198" height="274" /></p>
<p><strong>Como começou o teu contato com a arte independente e o punk/hardcore, o que é o “Faça você mesmo” pra você e como se utiliza dessa ideia na sua arte e projetos musicais?</strong></p>
<p>Começou através de zines, cartazes de shows, capas e encartes de álbuns. Sempre fui muito interessado pelas capas de discos antigos que meus pais tinham. Acredito que a paixão vem desde cedo.</p>
<p>O &#8220;faça você mesmo&#8221; está além do punk/hardcore, mas não nego que foi ali foi o meu marco zero. Na minha opinião, essa quebra de barreiras que o “Do it yourself” propõe só beneficia o artista. Não há cobranças, não há moldes.</p>
<p><strong>Antes do “Vista minhas mãos”, você já possuía algum projeto artístico?</strong></p>
<p>Não. Não tinha o costume de divulgar os trabalhos, nem para amigos e nem na internet. Mas nos últimos tempos comecei a digitalizar algumas artes e colocar no perfil do Facebook. A resposta foi boa, algumas pessoas demonstraram interesse, e essa foi a deixa que eu precisava.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7503" title="tumblr_mj3qxdEr4s1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_mj3qxdEr4s1rze24go1_1280-586x800.jpg" alt="" width="416" height="568" /></p>
<p><strong>As colagens do teu trabalho lembram muito a arte marginal e o surrealismo. Quais as suas principais influências artísticas?</strong></p>
<p>Sou muito interessado em dadaísmo e surrealismo. Dessas escolas posso citar o René Magritte, como uma das minhas principais influências. Robert Rauschenberg, também tem uma parcela de culpa em meus trabalhos mais caóticos.</p>
<p><strong>A arte e a música em muitos casos são manifestações que se complementam. Isso pode ser notado nos seus trabalhos em ambas linguagens?</strong></p>
<p>Não consigo afirmar com certeza que os trabalhos artísticos tenham alguma influência nas bandas em que toco/toquei e vice-versa. Talvez eu ainda não tenha encontrado o ponto de convergência entre as duas coisas, ainda assim costumo ilustrar alguns sons que faço com alguns de meus trabalhos.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-7512" title="tumblr_m9wior2uNx1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_m9wior2uNx1rze24go1_1280-581x800.jpg" alt="" width="202" height="277" /><img class="alignnone size-large wp-image-7509" title="tumblr_maz0chjrtj1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_maz0chjrtj1rze24go1_1280-565x800.jpg" alt="" width="195" height="276" /><img class="alignnone size-large wp-image-7510" title="tumblr_m8v9xxsPjW1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_m8v9xxsPjW1rze24go1_12801-581x800.jpg" alt="" width="199" height="268" /></p>
<div id="attachment_7523" class="wp-caption aligncenter" style="width: 359px"><img class="size-large wp-image-7523" title="377045_173459312790391_962250533_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/377045_173459312790391_962250533_n1-570x800.jpg" alt="" width="349" height="491" /><p class="wp-caption-text">Po Scheyla Horst</p></div>
<p><strong>Como funciona o teu processo de criação, você já começa as colagens com um objetivo ou elas fluem naturalmente?</strong></p>
<p>Depende. Deixo que algumas fluam naturalmente (a maioria). Nessas a estética costuma falar mais alto, em compensação, os premeditados vêm das situações cotidianas, desde uma ideia que tive no ônibus, até um sentimento que está preso na garganta.</p>
<p><strong>Você comercializa as suas colagens, como funciona a divulgação do teu trabalho?</strong></p>
<p>Agora sim. Faço parte de alguns projetos culturais que visam a distribuição de materiais artísticos, desde música até poesia. Um desses projetos se dispôs a confeccionar cópias fiéis em papel de alta qualidade dos meus trabalhos. A ideia ainda é nova, mas espero que dê certo.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7506" title="tumblr_mfd0tzULYc1rze24go1_1280" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_mfd0tzULYc1rze24go1_1280-600x711.jpg" alt="" width="436" height="517" /><span style="color: #0000ff;"><strong>Conheça mais dos trabalhos do Carlos Eduardo Andrade aqui: </strong></span></p>
<p><a href="http://vistaminhasmaos.tumblr.com/">http://vistaminhasmaos.tumblr.com/</a><br />
<a href="http://www.projetochuvaimovel.com/carlos.html">http://www.projetochuvaimovel.com/carlos.html</a></p>
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		<title>Cena Independente #16 – Maio/2013</title>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 21:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sirva-se]]></category>
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		<category><![CDATA[indie]]></category>
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		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[PopFuzz]]></category>
		<category><![CDATA[Post-Rock]]></category>
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		<category><![CDATA[Underground Mixtape]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cena Independente #16 – Maio/2013
mixtape.cenaindependente@gmail.com
A Cena Independente é uma coletânea mensal, inspirada no Music Alliance Pact, que busca apresentar aquilo que há de mais novo e relevante na música nacional através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um estado brasileiro.
A mixtape é organizada pelo FUGA Underground e publicada sempre no último dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-7467" title="Cena Independente 16 Capa Refeita Novamente denovo" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/Cena-Independente-16-Capa-Refeita-Novamente-denovo-600x600.jpg" alt="" width="480" height="480" /></p>
<p><strong>Cena Independente #16 – Maio/2013</strong></p>
<p><em>mixtape.cenaindependente@gmail.com</em></p>
<p>A <strong>Cena Independente</strong> é uma coletânea mensal, inspirada no <strong>Music Alliance Pact</strong>, que busca apresentar aquilo que há de mais novo e relevante na música nacional através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um estado brasileiro.<span id="more-7421"></span></p>
<p>A mixtape é organizada pelo <strong>FUGA Underground</strong> e publicada sempre no último dia de cada mês pelos blogs parceiros.</p>
<p>Nesta edição de abril, o <strong>Factóide </strong>convidou o designer <strong>Jhon Douglas</strong> Marin para assinar a arte da capa. Mais de seus trabalhos podem ser vistos no <a href="https://www.facebook.com/StudioCabron?ref=ts&amp;fref=ts">Studio Cabron</a>, um dos vencedores do concurso de cartazes do Lollapalooza 2013. Já a indicação do <strong>SIRVA-SE</strong> pra coletânea foi a <strong><a href="http://www.records.popfuzz.com.br/baztian/">Baztian</a></strong>, banda alagoana que vem trabalhando forte no seu som e cada vez mais se inserem no cenário da região.</p>
<p><strong>BLOGS CURADORES</strong></p>
<p>Atualmente o projeto conta com 16 blogs de todas as regiões do país, mas ainda há bastante espaço para novos parceiros, principalmente da região norte. Caso seu estado não apareça na lista, entre em contato conosco e ajude a disseminar a boa música nacional transformando o seu blog em mais um curador da coletânea.</p>
<p>norte<br />
PARÁ: MusicaParaense.Org</p>
<p>nordeste<br />
ALAGOAS: Sirva-se BAHIA: El Cabong CEARÁ: Implosão Sonora MARANHÃO: Shock Review PARAÍBA: Atividade FM PERNAMBUCO: AltNewspapper PIAUÍ: UpTune RIO GRANDE DO<br />
NORTE: FUGA Underground</p>
<p>centro-oeste<br />
GOIÁS: Alice Ilícita MATO GROSSO: Factóide</p>
<p>sudeste<br />
MINAS GERAIS: Meio Desligado RIO DE JANEIRO: RockInPress SÃO PAULO: Move That Jukebox</p>
<p>sul<br />
PARANÁ: Defenestrando RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium</p>
<p style="text-align: center;"><strong>TRACKLIST</strong></p>
<p style="text-align: center;">01 Talma&amp;Gadelha – Em Nome do Amor [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]<br />
02 Nathalia Ferro – Instante [MARANHÃO: Shock Review]<br />
03 Babi Jaques &amp; Os Sicilianos – Hino a Ninkasi [PERNAMBUCO: AltNewspapper]<br />
04 Astronauta Marinho – Fátima Raptada [CEARÁ: Implosão Sonora]<br />
05 Baztian – Bright Nights [ALAGOAS: Sirva-se]<br />
06 Esmalthes – Onde Esta o Lobo [MATO GROSSO: Factóide]<br />
07 The Tamerlanes – Choke Up On Words [GOIÁS: Alice Ilícita]<br />
08 The Gins &#8211; Revolution 9 (A.M.) [BAHIA: El Cabong]<br />
09 Burro Morto – Baptista, O Maquinista [PARAÍBA: Atividade FM]<br />
10 I N C A – Neblina [SÃO PAULO: Move That Jukebox]<br />
11 Apollo – Taste Of Your Lips [RIO DE JANEIRO: RockInPress]</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="https://dl.dropboxusercontent.com/u/94066579/Cena%20Independente%20%2316.rar">Link </a><span style="color: #339966;">para download da mixtape</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://8tracks.com/cenaindependente/cena-independente-16">Link </a><span style="color: #339966;">para ouvir a mixtape</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong><em>material elaborado com fins estritamente promocionais – venda proibida</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>a seguir você encontra alguns detalhes de cada faixa dessa edição.</strong></p>
<p><img class="size-large wp-image-7437 aligncenter" style="text-align: center;" title="Baztian" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/Baztian-600x400.jpg" alt="" width="544" height="362" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p>ALAGOAS: Sirva-se</p>
<p><strong>Baztian – Bright Nights</strong></p>
<p><em>indie/grunge/emo</em></p>
<p>Power trio maceioense influenciadíssimo pelo rock dos anos 90 passando pelo indie rock, os primórdios do emo e pegando umas pitadas de grunge. Lançaram recentemente seu primeiro EP “You Lovely Giant” e saíram em turnê por várias cidades do nordeste. Som coeso e muito bem encontrado, canções em inglês ganham um tom mais emotivo na voz rouca de Caíque Guimarães que também toca guitarra, a bateria de Rodolfo Lima dita o ritmo e o baixo pesadão de Alcyr Vergetti preenche qualquer espaço que pudesse estar faltando na sonoridade dos caras. A resposta alagoana as várias bandas da SubPop e Dischord Records. A música escolhida pra coletânea é “Bright Nights”, a mesma do primeiro vídeo clipe da banda que você deve assistir porque ficou de primeira!</p>
<p><strong>Para quem gosta de: </strong>Dinosaur Jr, Sunny Day Real Estate, Built to Spill</p>
<p>Mais de Baztian na <a href="http://www.records.popfuzz.com.br/baztian/">Popfuzz</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7438" title="02" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/02-600x480.jpg" alt="" width="537" height="429" /><br />
<strong>Talma&amp;Gadelha – Em Nome do Amor</strong></p>
<p><em>rock</em></p>
<p>Depois do excelente “Matando o Amor” (2011), a banda mais querida por público e crítica no RN volta agora com material inédito. “Em Nome do Amor” é o primeiro single de “Maiô”, álbum que deve ser lançado no início de maio. Com letra de Luiz Gadelha e Andrea Martins, vocalista do Canto dos Malditos na Terra do Nunca, a música não deve decepcionar os fãs das boas letras e melodias do pop maduro do grupo. Ainda trilhando pelos mesmos caminhos do álbum anterior, “Em Nome do Amor” só aumenta a expectativa e a promessa por um dos bons álbuns nacionais do ano.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Lulu Santos, Pato Fu, Ludov</p>
<p>Mais de Talma&amp;Gadelha no <a href="https://www.facebook.com/TalmaeGadelha?fref=ts">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7439" title="03" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/03.jpg" alt="" width="355" height="460" /></p>
<p>MARANHÃO: Shock Review</p>
<p><strong>Nathalia Ferro – Instante</strong></p>
<p><em>alternativo/brega/rock/música latina</em></p>
<p>Após se consolidar no cenário musical maranhense, a cantora e compositora Nathalia Ferro, conhecida primeiramente por seu trabalho voltado ao reggae, inicia uma nova fase musical em sua carreira, com uma abordagem mais versátil, passeando desde o blues, brega, até o pop e o rock alternativo. Para pontuar com ênfase essa nova fase, surge o primeiro disco da cantora, intitulado “Instante”, registro o qual contém cinco faixas, gravadas no estúdio Andar de cima, sob a produção musical de Memel Nogueira e de Nathalia Ferro e banda. Instante é um apanhado de composições da cantora e de parcerias com outros compositores e interpretação de canções de outros compositores maranhenses. Contando com o trabalho dos músicos que formam a banda da cantora, João Simas (guitarra), Marlon Silva (baixo), André Grolli (bateria), e com a participação de Dney Justino (teclados), o EP instante foi lançado recentemente em março de 2012, e é uma amostra do primeiro disco da cantora, previsto para ser lançado ainda esse ano.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Otto, CEU, Tulipa Ruiz</p>
<p>Mais de Nathalia Ferro no <a href="https://soundcloud.com/nathaliaferro">Soundcloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7440" title="04" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/04.jpg" alt="" width="528" height="352" /></p>
<p>PERNAMBUCO: AltNewspapper</p>
<p><strong>Babi Jaques &amp; Os Sicilianos – Hino a Ninkasi</strong></p>
<p><em>rock/pop/blues</em></p>
<p>A banda pernambucana Babi Jaques &amp; Os Sicilianos se autodenominam um grupo de mafiosos sicilianos que vivem em Nostrife, uma ilha fantástica no meio do rio Capibaribe. Além dessa historieta, o grupo também investe em vestimentas que condizem com tal realidade e nos remetem a personagens tirados de filmes do Don Corleone. O quarteto foi formado em 2009 e desde então já participou de diversos festivais e concursos pelo Brasil e agora se preparam para lançar o primeiro disco cheio, chamado “Coisa Nostra”. Em Hino a Ninkasi, toda e mistura adquirida pelo grupo em suas experiências pelo Brasil são refletidas em pouco menos que quatro minutos, bem como toda a teatralidade para formação do grupo. Bateria quebrada e bem amarrada, guitarras bem trabalhadas, baixo segurando a onda, teclados divertidos e a potente voz da Babi Jaques, que vez por outra também aparece fazendo percussões.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Los Hermanos, Pato Fu e pop bem feito.</p>
<p>Mais de Babi Jaques &amp; Os Sicilianos no <a href="http://www.coisanostra.com/">site oficial</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7441" title="05" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/05-600x399.jpg" alt="" width="541" height="359" /></p>
<p>CEARÁ: Implosão Sonora</p>
<p><strong>Astronauta Marinho – Fátima Raptada</strong></p>
<p><em>rock experimental/instrumental</em></p>
<p>Astronauta Marinho já apareceu na Cena #8, mas o segundo e mais recente EP da banda &#8211; o “Fartozalê” &#8211; tá bonitão. O grupo aproveita das cores da cidade de Fortaleza, dos sons das ruas e dos botecos para construir a identidade sonora da banda</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> experimentações sonoras, Pata de Elefante</p>
<p>Mais de Astronauta Marinho no <a href="https://soundcloud.com/astronauta-marinho">site oficial</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7442" title="06" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/06.jpg" alt="" width="522" height="522" /></p>
<p>MATO GROSSO: Factóide</p>
<p><strong>Esmalthes – Onde Esta o Lobo</strong></p>
<p><em>rock/blues</em></p>
<p>As meninas de Cuiabá já tocam há algum tempo juntas, mas 2013 parece ser o ano em que elas fincam de vez sua bandeira na cena local. Acabaram de participar do festival Março Grosso e lançaram seu EP, que foi batizado com o nome da banda.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> The Donnas, Sahara Hotnights, Concrete Blonde</p>
<p>Mais de Esmaltes no <a href="https://soundcloud.com/rockesmalthes">Soundcloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7443" title="07" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/07-600x363.jpg" alt="" width="584" height="352" /></p>
<p>GOIÁS: Alice Ilícita</p>
<p><strong>The Tamerlanes – Choke Up on Words</strong></p>
<p><em>rock</em></p>
<p>The Tamerlanes é uma banda Goiana que surgiu em 2011, o som dos caras é caracterizado por guitarras limpas, rápidas e com um baixo bem marcante. A musicalidade é influenciada pelo rock inglês bem como pelo indie e alternativo americano. Influenciados por de bandas como The Strokes, Arctic Monkeys, The Beatles, Oasis e Red Hot Chili Peppers. Particularmente acho que eles tem uma pegada bem post-punk.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> The Strokes, Arctic Monkeys, Oasis</p>
<p>Mais de The Tamerlanes no <a href="https://www.facebook.com/TheTamerlanesMusic">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7444" title="08" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/08-600x599.jpg" alt="" width="500" height="498" /></p>
<p>BAHIA: El Cabong</p>
<p><strong>The Gins &#8211; Revolution 9 (A.M.)</strong></p>
<p><em>art rock/indie/garage rock/brit pop</em></p>
<p>Em seu primeiro EP, a banda The Gins, da cidade de Cruz das Almas, apresenta um trabalho já maduro, com diversas qualidades, mas com produção ainda com ajustes a serem feitos. Compreensível para uma primeira gravação de uma banda de pouco mais de 1 ano de formada. O resultado é, no entanto, animador. Com fortes influências do Beach Boys, com canções doces, corinhos, falsetes, cuidado com a harmonia e arranjos bem feitos, o grupo mostra um aperitivo do álbum que devem lançar ainda este ano. Em alguns trechos, e especialmente nos shows, aparece também uma forte referência do brit pop e dos sons garageiros dos anos 60. O grande mérito do grupo é fazer um rock com as doses certas de pop, com melodias doces, pegajosas, mas que guardam às vezes um certo tom melancólico. Cantado em inglês e com excelentes referências (note o sugestivo nome da música escolhida), é uma das boas novidades já surgidas em 2013 na Bahia.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Beach Boys, Beatles, Kinks, Phil Spector, The Zombies, Oasis</p>
<p>Mais de The Gins no <a href="http://tnb.art.br/rede/thegins">TNB</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7445" title="09" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/09-600x305.jpg" alt="" width="572" height="290" /></p>
<p>PARAÍBA: Atividade FM</p>
<p><strong>Burro Morto – Baptista, O Maquinista</strong></p>
<p><em>rock-psicodélico/afrobeat</em></p>
<p>Criar, gerar novas experiências sonoras e sensoriais. Esse foi o objetivo de uma reunião com músicos paraibanos, que gerou a formação da Burro Morto. Com groove, funk, jazz e tropicália envoltos de uma atmosfera psicodélica, a banda já lançou dois EPs e o incrível disco Baptista Virou Máquina, que teve uma trilha visual homônima feita por Carlos Dowling para a narrativa que as composições formam.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Macaco Bong e Hurtmold</p>
<p>Mais de Burro Morto no <a href="http://www.myspace.com/burromorto">Myspace</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7446" title="10" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/10.jpg" alt="" width="426" height="426" /></p>
<p>SÃO PAULO: Move That Jukebox</p>
<p><strong>I N C A – Neblina</strong></p>
<p><em>future bass/ambient/trap</em></p>
<p>Esqueça, pelo menos por quatro minutos, guitarras, baixo, bateria e a métrica característica do rock e do pop. Com o I N C A, você não tem nada disso. Inclusive, não poderia ser mais diferente. Mas não saia correndo. Dê uma chance ao mundo de Danilo Soares, repleto de texturas frias e ambientações que evocam calmaria e um certo futurismo, com batidas sexy que ecoam pelo espaço e rápidas intervenções de recortes vocais indefinidos. O projeto soltou seu primeiro respiro no começo do ano. E em meados de abril, foi lançado o segundo single, chamado de “Neblina”. Mais apropriado, impossível.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Flying Lotus, SANTS, Lakim</p>
<p>Mais de I N CA no <a href="https://soundcloud.com/i-am-13">Soundcloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7447" title="11" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/11-533x800.jpg" alt="" width="292" height="439" /></p>
<p>RIO DE JANEIRO: RockInPress</p>
<p><strong>Apollo – Taste Of Your Lips</strong></p>
<p><em>chill/deep/minimal</em></p>
<p>Apollo é uma dessas novidades inesperadas que, do nada, alcançam 60 mil views no Youtube (assista aqui). Julio Secchin dirige o clipe e a música tem produção de Leo Justi, juntando várias pontas de uma mesma cena numa só produção. Ainda não há informações sobre EP ou lançamentos posteriores, mas é ficar de olho neste trabalho tão interessante e tão contemporâneo à movimentação musical do estado atualmente.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Secchin, People I Know, Opalla</p>
<p>Mais de Apollo no <a href="https://www.facebook.com/ApolloProject">Facebook</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff;">COLETANEAINDEPENDENTE.WORDPRESS.COM</span><br />
<span style="color: #ff0000;">[baixe todas as edições da mixtape]</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A vez do Hip Hop Alagoano!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 16:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coletânea Cena Independente]]></category>
		<category><![CDATA[Hip Hop]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Jean Albuquerque
Fotos: divulgação 

O Hip Hop em Alagoas, vem ganhando destaque ao longo dos anos, parte desse mérito é de quem lutou e luta até hoje para que o movimento cultural possa ganhar cada vez mais força por aqui. Atacando nas diversas expressões do meio desde o Rap que relata as vivências e anseios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Jean Albuquerque<br />
Fotos: divulgação </em></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7364" title="563742_452059194882285_1432390287_n - Cópia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/563742_452059194882285_1432390287_n-Cópia-600x472.jpg" alt="" width="558" height="437" /></p>
<p>O Hip Hop em Alagoas, vem ganhando destaque ao longo dos anos, parte desse mérito é de quem lutou e luta até hoje para que o movimento cultural possa ganhar cada vez mais força por aqui. Atacando nas diversas expressões do meio desde o Rap que relata as vivências e anseios dos Mc’s, passando pelo break que trabalha a expressão corporal por meio do B-Boy (dança), o DJ que comanda as batidas e chegando até o graffiti elemento de expressão visual do movimento, os 4 elementos estarão reunidos nesse fim de semana em Maceió na 6ª edição do <strong>Abril Pro Hip Hop</strong>, um dos eventos locais responsáveis pela consolidação do cenário do estado e que cresce mais a cada ano.<span id="more-7362"></span></p>
<p>Contabilizando 14 apresentações grupos de rap locais, oficinas de rima livre, batalha de break, e o tradicional mutirão de grafitti, que acontece desde a primeira edição do evento. O <strong>APHH</strong> ainda conta com a participação de grupos de fora do estado como “Dialeto Negro”, da Paraíba, e representantes do movimento de Pernambuco e Ceará, o que engradece ainda mais interação entre o cenário regional e conecta a movimentação daqui as de outras cidades do nordeste, em dois dias de programação, 27 e 28 de abril.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7368" title="3º ABRIL PRO HIP-HOP," src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/3º-ABRIL-PRO-HIP-HOP-600x450.jpg" alt="" width="563" height="422" /></p>
<p>O evento idealizado pela Associação do Coletivo Companhia Hip – Hop (AL), é hoje organizado pela Companhia H2P, surgida através da iniciativa dos fundadores da Cia Hip Hop, DJ ASB e o B. Boy Souza, que tinham como pensamento criar um novo espaço para o estilo cultural no região. Nesta 6º edição, como descreve Big – T, um dos organizadores do evento, o empenho dos integrantes para a construção e a continuidade da iniciativa se fortaleceu ainda mais e mesmo que nem todos os grupos possam se apresentar, o espaço serve base para o surgimento de outras iniciativas que devem gerar novas oportunidades.</p>
<p>“O fortalecimento do cenário local, mesmo com alguns não percebendo acontece, porque o grupo que não consegue se apresentar em um ano, desde já começa a se preparar para as futuras edições”, comentou.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-7401 aligncenter" title="DSC04629" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/DSC04629-600x450.jpg" alt="" width="535" height="401" /></p>
<p>Já para Geysson Santos, que também compõe a organização das atividades, pouca coisa mudou na programação, o mais notável mesmo é modo como os grupos ganham espaço para se apresentarem como ele bem comenta: “Uma das novidades para este ano é a forma em que os grupos foram selecionados, passando agora a ser uma escolha dos organizadores e não por meio de inscrições, como funcionava nas edições anteriores”. Afirmou.</p>
<p>Com ou sem mudanças maiores, o <strong>APHH</strong> se mantém firme na sua essência e movimenta ao menos uma vez por ano uma comunidade inteira na periferia da cidade, que assim como outras carece de iniciativas e atividades sócio-culturais . O crescimento do <strong>APHH</strong> demonstra a necessidade de cada vez mais acontecerem atividades do tipo e que possam unir num só lugar: música, dança, arte de rua e muita informação. A semente foi jogada lá trás e hoje os que se aproximam da ideia já podem colher os frutos dessa ação. Para quem não conhece a Cultura Hip – Hop e quer ficar inteirado das produções aqui no Estado, o<strong> Abril Pro Hip – Hop</strong> é um ótimo começo.</p>
<p>O encontro irá acontecer no Colégio Geraldo Melo dos Santos, localizado próximo ao terminal de ônibus no Conj. Graciliano Ramos. As atividades terão início às 13h no sábado (27), e no domingo (28) às 8h com tudo inteiramente gratuito.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="OgAAAHPt3aw0CXwf6s-o1Td2AUoA9TEDMG5T8dmvNROP-HS1SfmkQ5HvfpdSU03406YYjXXhZ5ezhEIO1O-gnJmJPM4Am1T1UMWPzlUwyOvYAWMUA0hDVn96PgNv" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/OgAAAHPt3aw0CXwf6s-o1Td2AUoA9TEDMG5T8dmvNROP-HS1SfmkQ5HvfpdSU03406YYjXXhZ5ezhEIO1O-gnJmJPM4Am1T1UMWPzlUwyOvYAWMUA0hDVn96PgNv.jpg" alt="" width="293" height="224" /> <img title="DSC04667" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/DSC046671-600x450.jpg" alt="" width="292" height="225" /><img class="aligncenter" title="DSC04632" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/DSC046321-600x450.jpg" alt="" width="559" height="419" /></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Confere a programação completa aqui</strong>: <a href="http://www.facebook.com/ciah2p">http://www.facebook.com/ciah2p</a><br />
</span><br />
E abaixo você fica por dentro dos grupos que se apresentarão por lá:</p>
<p><strong>Sábado (27)</strong></p>
<p>- Fantasma<br />
- Xeque-Mate Popular<br />
- King Di<br />
- PH<br />
- Guerreiros Quilombolas<br />
- Libertação Mental<br />
- Império Feminino<br />
<strong>Domingo (28)</strong><br />
- Ícaro<br />
- Davi 2P<br />
- Frick ZN<br />
- Vozes Urbanas<br />
- Magojow Schneider<br />
- Cia Hip Hop<br />
- Umildemente – Rap</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/QrMMG4plZeM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>O que? Abril Pro Hip Hop.</p>
<p>Quando? 27 e 28 de Abril.</p>
<p>Onde? Colégio Geraldo Melo dos Santos – Bairro, Graciliano Ramos.</p>
<p>Quanto? Gratuito.</p>
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		<title>Maceió Sketchcrawl &#8211; A Maratona de Desenhos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 03:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
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		<description><![CDATA[Fotos e texto
Por Bruno Jaborandy
30 jovens reunidos em uma tarde de domingo, em meio à diferentes tipos de papéis, lápis, canetas. Sim, num domingo. Reunidos para desenhar, juntos, no Observatório, bar na Amélia Rosa. À primeira vista parece estranho. Geralmente quando a gente pensa em desenhista a gente pensa em alguém que fica na sua, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Fotos e texto<br />
Por Bruno Jaborandy</strong></em></p>
<div id="attachment_7356" class="wp-caption aligncenter" style="width: 552px"><img class="size-large wp-image-7356" title="58828_10200349475232382_1512689704_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/58828_10200349475232382_1512689704_n-600x450.jpg" alt="" width="542" height="406" /><p class="wp-caption-text">Desenhistas em ação durante o Maceió Sketchcrawl</p></div>
<p>30 jovens reunidos em uma tarde de domingo, em meio à diferentes tipos de papéis, lápis, canetas. Sim, num domingo. Reunidos para desenhar, juntos, no Observatório, bar na Amélia Rosa. À primeira vista parece estranho. Geralmente quando a gente pensa em desenhista a gente pensa em alguém que fica na sua, em casa geralmente, criando seu mundo particular, com traços, sombras e personagens.<span id="more-7301"></span></p>
<p>O <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Sketchcrawl</strong> – <em style="mso-bidi-font-style: normal;">drawing marathon</em>, é uma maratona de desenhos que começou nos Estados Unidos. Um desenhista aceitou como desafio passar um dia inteiro registrando tudo o que via pela cidade. Pensou então que seria massa se uma galera fizesse isso, desenhando juntos, no mesmo papel. Após os primeiros encontros ele teve a sacada de começar um movimento mundial. E em Maceió? É aí que entra o nome do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Thiago Tenório</strong>.</p>
<div id="attachment_7357" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-large wp-image-7357" title="Thiago Tenório" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Thiago-Tenório-600x450.jpg" alt="" width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">    Thiago Tenório - organizador do evento</p></div>
<p>Desenhista, caricaturista e ex-designer gráfico, “É, meu período como designer gráfico não foi muito legal”, conta, Thiago teve contato com alguns desenhistas de fora de Maceió e viu como os eventos lá fora tiveram repercussão. “Vendo como a coisa deu certo lá fora pensei em fazer aqui. Na verdade conhecia pouquíssimas pessoas que curtissem desenhar como eu e vi no <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Sketchcrawl</strong> uma maneira de juntar essa galera toda”, acrescenta. Hoje Thiago conta que paga suas contas com os desenhos que faz. Moldou seu estilo para o de caricaturas e hoje recebe encomendas via Facebook. Suas principais influências, quando desenha livremente são o brasileiro Carlos Ruas, o americano Adam Hughes e o japonês Takehito Inore.</p>
<div id="attachment_7358" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><img class="size-large wp-image-7358" title="11111_10200349477192431_258053560_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/11111_10200349477192431_258053560_n-600x450.jpg" alt="" width="518" height="388" /><p class="wp-caption-text">    Mizael Tengu desenvolvendo mais um desenho</p></div>
<p>Parece que as influências japonesas são ponto comum entre boa parte dos desenhistas que participaram do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Sketchcrawl</strong>. Com 25 anos Mizael Tengu, que utiliza esse sobrenome artístico inspirado nas criaturas fantásticas do folclore japonês, bebe muito na influência dos orientais em seus traços. Seu ponto forte é o chamado <em style="mso-bidi-font-style: normal;">character design</em>, o desenho de personagens com conceitos específicos. Por meio do seu perfil na rede social de artistas <a href="http://mizaeltengu.deviantart.com">deviantART </a>o jovem fez contatos que garantiram que seus trabalhos fossem vendidos para compradores dos Estados Unidos e da Alemanha. “Acho legal a idéia do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Sketchcrawl</strong> como um momento de conhecer pessoas. Só não curti muito o som alto, geralmente quando eu escuto músico pra desenhar é um pouco mais baixo”, disse.</p>
<p>Realmente o som estava alto, mas, afinal, era uma festa de desenhistas em um restaurante/bar, com rodízio de comida mexicana, e as Die Momberg comandando as <em style="mso-bidi-font-style: normal;">pickups</em> com os clássicos das pistas nos anos 1990.</p>
<div id="attachment_7359" class="wp-caption aligncenter" style="width: 375px"><img class="size-large wp-image-7359" title="Lídia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Lídia-600x800.jpg" alt="" width="365" height="487" /><p class="wp-caption-text">Lídia Rocha observando a produção</p></div>
<p>Membro da frente-moda do Coletivo Combo Cultural a jovenssíssima Lídia Rocha, de apenas 17 anos, pensa que o evento tem trazido o interesse de outras pessoas, além das que já trabalham com desenho. “Tenho um blog de moda desde os 15 anos, o blogalamode.com, e fico traçando as diferentes tendências. Achei muito legal hoje porque sei que o que vi e desenhei aqui eu posso levar para o meu trabalho com moda”, complementa.</p>
<div id="attachment_7360" class="wp-caption aligncenter" style="width: 544px"><img class="size-large wp-image-7360" title="Ralvan e Lívia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Ralvan-e-Lívia-600x450.jpg" alt="" width="534" height="400" /><p class="wp-caption-text">Ralvan e Lívia trocando ideias sobre os desenhos</p></div>
<p>Foi por meio do grupo do Facebook chamado <a href="http://www.facebook.com/groups/360728380629460/?fref=ts">Eu Rascunho</a> que o casal Lívia Maya e Ralvan Albuquerque se conheceu. Apesar dos dois desenharem o estilo de cada um é bem diferente e, por isso, era a primeira vez que estavam desenhando no mesmo papel. “Me baseio muito no realismo, então minhas referências para desenhar são fotos, já a Lívia tem um estilo próprio, livre, meio psicodélico até”, conta Ralvan. Os dois estão bem inseridos na internet e já conseguiram vender alguns trabalhos sob encomenda.</p>
<p>E os produtos finais do encontro? Os desenhos serão sorteados no Facebook do Maceió <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Sketchcrawl</strong> (<a href="http://www.facebook.com/MaceioSketchcrawl?fref=ts">AQUI</a>), então fica esperto para concorrer e ter em formato de livreto o produto desse encontro de criativos.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Outras fotos do encontro:</strong></span></p>

<a href='' title='Thiago Tenório'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Thiago-Tenório-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Thiago Tenório - organizador do evento" title="Thiago Tenório" /></a>
<a href='' title='Ralvan e Lívia'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Ralvan-e-Lívia-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ralvan e Lívia trocando ideias sobre os desenhos" title="Ralvan e Lívia" /></a>
<a href='' title='Lídia'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Lídia-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Lídia Rocha observando a produção" title="Lídia" /></a>
<a href='' title='644643_10200349476072403_1228520248_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/644643_10200349476072403_1228520248_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="644643_10200349476072403_1228520248_n" /></a>
<a href='' title='625486_10200349476632417_1579114046_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/625486_10200349476632417_1579114046_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="625486_10200349476632417_1579114046_n" /></a>
<a href='' title='58828_10200349475232382_1512689704_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/58828_10200349475232382_1512689704_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Desenhistas em ação durante o Maceió Sketchcrawl" title="58828_10200349475232382_1512689704_n" /></a>
<a href='' title='554959_10200349475592391_1604931209_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/554959_10200349475592391_1604931209_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="554959_10200349475592391_1604931209_n" /></a>
<a href='' title='554045_10200349476792421_1687014026_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/554045_10200349476792421_1687014026_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="554045_10200349476792421_1687014026_n" /></a>
<a href='' title='544695_10200349478552465_616198969_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/544695_10200349478552465_616198969_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="544695_10200349478552465_616198969_n" /></a>
<a href='' title='532949_10200349478312459_944487488_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/532949_10200349478312459_944487488_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="532949_10200349478312459_944487488_n" /></a>
<a href='' title='529189_10200349476592416_56603520_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/529189_10200349476592416_56603520_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="529189_10200349476592416_56603520_n" /></a>
<a href='' title='11111_10200349477192431_258053560_n'><img width="100" height="100" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/11111_10200349477192431_258053560_n-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mizael Tengu desenvolvendo mais um desenho" title="11111_10200349477192431_258053560_n" /></a>

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		<title>Cena Independente #15 – Abril/2013</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Apr 2013 17:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sirva-se]]></category>
		<category><![CDATA[Alagoas]]></category>
		<category><![CDATA[Cena Independente]]></category>
		<category><![CDATA[Katty Winne]]></category>
		<category><![CDATA[Music Alliance]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Reggae Guerrero Chile Jamaica Scorpions Soundsystem King Tunes Bass Culture]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cena Independente #15 – Abril/2013
mixtape.cenaindependente@gmail.com
A Cena Independente é uma coletânea mensal, inspirada no Music Alliance Pact, que busca apresentar aquilo que há de mais novo e relevante na música nacional através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um estado brasileiro.
A mixtape é organizada pelo FUGA Underground e publicada sempre no último dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7256" title="Sem título" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Sem-título-600x600.png" alt="" width="436" height="436" /></p>
<p><strong>Cena Independente #15 – Abril/2013</strong></p>
<p><em>mixtape.cenaindependente@gmail.com</em></p>
<p>A <strong>Cena Independente</strong> é uma coletânea mensal, inspirada no <strong>Music Alliance Pact</strong>, que busca apresentar aquilo que há de mais novo e relevante na música nacional através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um estado brasileiro.<span id="more-7253"></span></p>
<p>A mixtape é organizada pelo<strong> FUGA Underground </strong>e publicada sempre no último dia de cada mês pelos blogs parceiros.</p>
<p>Nesta edição de janeiro, o designer <strong>Ruan de Almeida</strong> do site RockInPress assina a arte da capa e nós do <strong>SIRVA-SE </strong>indicamos o projeto sound system vindo de Maceió, <strong><a href="http://www.facebook.com/kingtunesss">King Tunes</a></strong>, com o melhor da música jamaicana com uma pitada de rap. 2 mc&#8217;s e 1 dj!</p>
<p><strong>BLOGS CURADORES</strong></p>
<p>Atualmente o projeto conta com 16 blogs de todas as regiões do país, mas ainda há bastante espaço para novos parceiros, principalmente da região norte. Caso seu estado não apareça na lista, entre em contato conosco e ajude a disseminar a boa música nacional transformando o seu blog em mais um curador da coletânea.</p>
<p>norte<br />
PARÁ: MusicaParaense.Org</p>
<p>nordeste<br />
ALAGOAS: Sirva-se BAHIA: El Cabong CEARÁ: Implosão Sonora MARANHÃO: Shock Review PARAÍBA: Atividade FM PERNAMBUCO: AltNewspapper PIAUÍ: UpTune RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground</p>
<p>centro-oeste<br />
GOIÁS: Alice Ilícita MATO GROSSO: Factóide</p>
<p>sudeste<br />
MINAS GERAIS: Meio Desligado RIO DE JANEIRO: RockInPress SÃO PAULO: Move That Jukebox</p>
<p>sul<br />
PARANÁ: Defenestrando RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium</p>
<p style="text-align: center;"><strong>TRACKLIST</strong></p>
<p style="text-align: center;">01 Anchuvas – Slowly [SÃO PAULO: Move That Jukebox]<br />
02 Secchin – Night Lights [RIO DE JANEIRO: RockInPress]<br />
03 Monge MC – Namasté [MINAS GERAIS: Meio Desligado]<br />
04 King Tunes &amp; Original Guerrero de Fé – Jah Queira [ALAGOAS: Sirva-se]<br />
05 Os Jonsóns –Batedora de Vinis [BAHIA: El Cabong]<br />
06 VATZ – Paradise [CEARÁ: Implosão Sonora]<br />
07 Anibal – Something [PARAÍBA: Atividade FM]<br />
08 Mabombe – Barazuto [PERNAMBUCO: AltNewspapper]<br />
09 Fábio Allex – Quebra-Largado [MARANHÃO: Shock Review]<br />
10 Novos Xavantes – Pobre Desejo [MATO GROSSO: Factóide]<br />
11 The Automatics – Liquid Love Letter [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]<br />
12 Baltimore – Deixa Eu Acordar Doente [RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium]<br />
13 Grieve – Let The Pain Flow Through My Soul [GOIÁS: Alice Ilícita]</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><a href="https://dl.dropbox.com/u/94066579/Cena%20Independente%20%2315%20-%20Mar%C3%A7o%20de%202013.rar"><br />
<strong>Link</strong></a><strong> para download da mixtape<br />
</strong></span><strong> <span style="color: #008000;"><a href="http://8tracks.com/cenaindependente/cena-independente-15/edit"><br />
Link</a> para ouvir a mixtape</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #ff0000;">material elaborado com fins estritamente promocionais – venda proibida</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>a seguir você encontra alguns detalhes de cada faixa dessa edição.</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7263" title="King Tunes Sound System" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/King-Tunes-Sound-System-600x400.jpg" alt="" width="566" height="377" />ALAGOAS: Sirva-se</p>
<p><strong>King Tunes &amp; Original Guerrero de Fé &#8211; Jah Queira</strong></p>
<p><em>reggae/ragga/rap</em></p>
<p>King Tunes é um projeto sound system alagoano capitaneado pelo  selecta André Farias em parceria com os MC´s Diego Verdino (A Queda) e  Tribo (Favela Soul). Essa galera já vem a certo tempo intervindo com  suas músicas nos mais diversos eventos culturais aqui na cidade e se  firmando como uma boa opção para os amantes dos sons jamaicanos. “Jah  Queira” é fruto de uma gravação feita no início do mês em parceria com o  músico chileno Original Guerrero de Fé, que tocou recentemente em  Maceió e aproveitou sua passagem pela cidade para registrar em forma de  canção o elo criado entre eles pela bass culture.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Digital Dubs, Sacal, Stereo Dubs</p>
<p>Mais de King Tunes no <a href="http://www.facebook.com/kingtunesss">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7258" title="01" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/01.png" alt="" width="492" height="472" /></p>
<p>SÃO PAULO: Move That Jukebox</p>
<p><strong>Anchuvas – Slowly</strong></p>
<p><em>ambient/trip hop/alt. r&amp;b</em></p>
<p>O som hipnótico e viajado do Anchuvas vem do interior paulista para penetrar nos ouvidos de quem se interessar por sonoridades mais, digamos, modernas, minimalistas e baseadas em batidas secas, com arranjos de teclados e vários barulhinhos preenchendo o background sonoro. Completam o passeio lúdico vozes masculinas, ecoadas, calmas e suaves, que não demonstram pressa ao passar seu recado. Ainda bem, porque já basta a correria do dia a dia para nos encher.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> James Blake, Desampa, Flying Lotus</p>
<p>Mais de Anchuvas no <a href="http://anchuvas.bandcamp.com/">Bandcamp</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7260" title="03" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/03.png" alt="" width="578" height="386" /></p>
<p>RIO DE JANEIRO: RockInPress</p>
<p><strong>Secchin – Night Lights</strong></p>
<p>Julio Sccechin é um homem acostumado a se posicionar atrás das câmeras, mas também<br />
gosta de criar sua própria música fazendo uma mistura agridoce entre o minimal com dubstep, do doce com o amargo, causando uma inesperada surpresa. A primeira música lançada do que será seu EP de estréia &#8211; previsto para maio e com quatro músicas &#8211; é “Night Lights”, com participação de Maria Luiza Jobim. A faixa ganhará clipe em breve e coloca mais um nome na cena synth que SILVA e Mahmundi tem traçado.</p>
<p>Mais de Secchin no <a href="http://www.facebook.com/pages/Secchin/255450564588642">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7261" title="02" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/021-600x399.png" alt="" width="558" height="370" /></p>
<p>MINAS GERAIS: Meio Desligado</p>
<p><strong>Monge MC – Namasté</strong></p>
<p><em>hip hop</em></p>
<p>Representante ativo da cena hip hop mineira, Monge integra o coletivo Família de Rua, principal expoente da cena local e responsável pela realização do Duelo de MCs. Na ativa desde 2000, quando começou a grafitar, participou de diversos grupos em BH e em 2012 lançou o álbum solo #CaminhoDeZion Vol.1.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Emicida, Jay Z</p>
<p>Mais Monge MC no <a href="http://www.facebook.com/MongeMc">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7264" title="05" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/05-600x627.png" alt="" width="462" height="482" />BAHIA: El Cabong</p>
<p><strong>Os Jonsóns –Batedora de Vinis</strong></p>
<p><em>rock gaúcho/rockabilly/surf music/psicodelia</em></p>
<p>O tal de rock gaúcho virou mesmo um tipo de rock específico, mas que pode ser feito até na Bahia. Despojado, irreverente, trazendo sempre um toque jovemguardísta. É por esse caminho que a banda Os Jonsóns segue. Formada em 2007, mas só nos últimos meses consolidando uma sequência de shows, a banda lançou um EP para download gratuito e é uma das boas apostas do novo rock feito em Salvador. A formação, além dos tradicionais guitarra, baixo e bateria, traz um trompete.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Cascavelletes, Júpiter Maçã, Graforréia Xilarmônica</p>
<p>Mais de Os Jonsóns no <a href="https://soundcloud.com/osjonsons/">Soundcloud</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7265" title="06" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/06-600x450.png" alt="" width="548" height="410" /></p>
<p>CEARÁ: Implosão Sonora</p>
<p><strong>VATZ – Paradise</strong></p>
<p><em>rock</em></p>
<p>VATZ é formada pelo quarteto Caduh Oliveira (vocal e guitarra), Massilon Vasconcelos (bateria), Tiago Alves (baixo) e Taylor Lebowe (guitarra). Apesar do pouco tempo de formação, a banda já tem dominado as paradas por onde tem tocado e mandado um bom roquenrou.</p>
<p><strong>Para quem gosta de</strong>: festinha com amigos e roquenrou</p>
<p>Mais de VATZ no <a href="http://www.facebook.com/VatzOficial">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7266" title="07" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/07-600x400.png" alt="" width="553" height="368" />PARAÍBA: Atividade FM</p>
<p><strong>Anibal – Something</strong></p>
<p><em>pop/indie</em></p>
<p>Saindo do desconhecido, para o popular, Anibal encantou a muitos com sua música no clipe de &#8220;Hair Cleam&#8221;, lançado no mês de fevereiro. Anibal compõe a mais de 14 anos, sai da sua timidez de compor em casa e solta sua voz para todo o mundo ouvir e conhecer em “Something”, primeiro disco do cantor, compositor e instrumentista.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Grandphone Vancouver e Rieg</p>
<p>Mais de Anibal no <a href="https://www.facebook.com/Anibal.Something">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7267" title="08" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/08-600x400.png" alt="" width="548" height="365" /></p>
<p>PERNAMBUCO: AltNewspapper</p>
<p><strong>Mabombe – Barazuto</strong></p>
<p><em>rock/instrumental/experimental</em></p>
<p>Mabombe é um daqueles trios de música instrumental que prima pelo experimentalismo sonoro, misturando o máximo de ritmos possível em suas composições. A banda foi formada em 2010 e já participou de alguns bons shows no estado de Pernambuco. No momento, Antônio Marques (bateria), Carlinhos Carvalho (guitarra) e Victor Giovanni (contrabaixo) se preparam para lançar seu primeiro trabalho, que sai ainda esse ano. Conseguimos a pré-mix de uma das faixas que estará no disco, Barazuto é uma boa amostra dos estudos e troca dos músicos e seus instrumentos em prol da banda, alternando momentos um pouco mais calmos e outros bem tortos e até barulhentos em mais de cinco minutos de som. O mais importante, deixa claro o trabalho de qualidade que está por vir e que o leque de influências que podem ser abordadas é enorme&#8230;</p>
<p><strong>Para quem gosta de: </strong>Tortoise, quebras ritmicas e drogadina</p>
<p>Mais de Mabombe no <a href="http://tnb.art.br/rede/mabombe">TNB</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7268" title="09" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/09-600x449.png" alt="" width="533" height="398" /></p>
<p>MARANHÃO: Shock Review</p>
<p><strong>Fábio Allex – Quebra-Largado</strong></p>
<p><em>mpb/rock pop/alternativo</em></p>
<p>Fábio Allex é compositor, cantor e fundador da Mythra, banda alternativa, autoral e de forte apelo poético, que atuou entre 2004 e 2008, em São Luís &#8211; MA. O retorno, em trabalho solo, acontece em 2011. Em 2012, entre abril e dezembro, grava o 1º CD, intitulado “Porta-Novas”, com 11 faixas. Em fevereiro de 2013 o álbum é lançado na internet. Com canções cantadas em português, com longas letras e quase sempre desprovidas de refrão repetitivo, a obra de Allex passeia por vertentes da MPB, do rock e indie pop, além de contemplar temas existenciais e voltados para relações amorosas.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Chico Buarque, Humberto Gessinger, Zeca Baleiro</p>
<p>Mais de Fábio Allex no <a href="http://fabioallex.tnb.art.br/">TNB</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7270" title="10" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/10.png" alt="" width="555" height="291" /></p>
<p>MATO GROSSO: Factóide</p>
<p><strong>Novos Xavantes – Pobre Desejo</strong></p>
<p><em>rock</em></p>
<p>Depois de mais de um ano de Cena Independente, apresentamos a primeira banda de MT<br />
que não é da capital, os Novos Xavantes são de Primavera do Leste e definem que &#8220;não são índios, mas imprimem seus capítulos neste território que progressivamente foi desapropriado, fato que por si só transpõe as fronteiras geopolíticas atuais&#8221;. Recentemente a banda foi aclamada em sua apresentação no Grito Rock Cuiabá.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Audioslave, Cachorro Grande, Pearl Jam</p>
<p>Mais de Novos Xavantes no <a href="https://www.facebook.com/pages/Novos-Xavantes/128674740644101?fref=ts">Facebook</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7271" title="11" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/11-600x399.png" alt="" width="559" height="371" /></p>
<p>RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground</p>
<p><strong>The Automatics – Liquid Love Letter</strong></p>
<p><em>pós-punk/rock alternativo</em></p>
<p>The Automatics é uma das bandas mais antigas de Natal ainda em atividade. Apesar dos shows escassos, a banda conta com uma discografia prolífica. Em seus 12 anos de formação foram lançados 12 registros, entre EPs e álbuns completos. “Lowfire”, lançado agora em março, é o último deles – um EP de cinco faixas, com forte influência de bandas como Teenage Fanclub, For Against e Echo &amp; The Bunnymen. “Liquid Love Letter” é a faixa que abre o disco.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> R.E.M, Joy Division, Editors</p>
<p>Mais de The Automatics no <a href="http://www.myspace.com/theautomaticsnatal">Myspace</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7272" title="12" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/12-600x399.png" alt="" width="555" height="368" /></p>
<p>RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium</p>
<p><strong>Baltimore – Deixa Eu Acordar Doente</strong></p>
<p><em>hard rock</em></p>
<p>Baltimore se formou em Porto Alegre em 2009 e de lá pra cá só cresceu dentro do cenário do Rock/Metal Gaúcho como uma das melhores revelações do estado no campo do Hard Rock. Com letras pegajosas e em português, a banda aposta num instrumental com pegada e intensidade para construir uma sonoridade transbordando de feeling. “Deixa Eu Acordar Doente” é o primeiro clipe oficial da banda, lançado este mês, e além de ter um refrão excelente, ainda conta um solo inspiradíssimo.</p>
<p><strong>Para quem gosta de:</strong> Bon Jovi, Crucified Barbara, Black Stone Cherry</p>
<p>Mais de Baltimore no<a href="http://baltimorerock.blogspot.com.br/"> blog da banda</a></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7273" title="13" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/13-600x398.png" alt="" width="549" height="363" /></p>
<p>GOIÁS: Alice Ilícita</p>
<p><strong>Grieve – Let The Pain Flow Through My Soul</strong></p>
<p><em>rock</em></p>
<p>&#8220;Unindo a afinação grave e o peso do thrash metal, à pegada do blues e southern rock setentista, sob às luzes de bandas especificamente diferenciadas, como Down, Alice in Chains, Black Sabbath e Corrosion of Conformity, surge uma proposta até então não explorada pela cena alternativa, um verdadeiro CROSSOVER, sob a alcunha de Grieve&#8221;. Isso é o que está no release dos caras, mas o que a gente aqui do Alice pode garantir é que, é rock&#8217;n’roll de qualidade e vocês não vão se arrepender de ouvir.</p>
<p>Para quem gosta de: Down, Alice in Chains, Black Sabbath</p>
<p>Mais de Grieve no <a href="https://www.facebook.com/GrieveBR?fref=ts">Facebook</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff;">COLETANEAINDEPENDENTE.WORDPRESS.COM</span><br />
<span style="color: #ff0000;">[baixe todas as edições da mixtape]</span></strong></p>
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		<title>Nicole Puzzi e o Cinema da Boca do Lixo</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=7222</link>
		<comments>http://sirvase.net/blog/?p=7222#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 15:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Boca do Lixo]]></category>
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		<category><![CDATA[Ivan cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Puzzi]]></category>
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sirvase.net/blog/?p=7222</guid>
		<description><![CDATA[Por E. Mattüs
Fotos: divulgação

No final dos anos 70, o Brasil estava vivendo encarcerado nas mãos da ditadura. Porém, além dos gemidos de dor nos porões ditatoriais, eram ouvidos sussurros e grunhidos de prazer nas salas de cinema: a chegada da “Pornochanchada” às terras tupiniquins. Podemos definir o estilo como sendo um gênero de filmes populares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por E. Mattüs<br />
Fotos: divulgação</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7234" title="capa 2. def" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/capa-2.-def-600x450.jpg" alt="" width="548" height="410" /></p>
<p>No final dos anos 70, o Brasil estava vivendo encarcerado nas mãos da ditadura. Porém, além dos gemidos de dor nos porões ditatoriais, eram ouvidos sussurros e grunhidos de prazer nas salas de cinema: a chegada da “Pornochanchada” às terras tupiniquins. Podemos definir o estilo como sendo um gênero de filmes populares de qualidade similar aos chamados “filmes marginais”, já produzidos na Hollywood brasileira, a Boca do Lixo. Porém, diferente dos protestos incitados por Sganzerla, Mojica e agregados, o cinema desta nova fase da chanchada era obcecado com um tabu que está presente nas telonas até os dias de hoje: a nudez.<span id="more-7222"></span></p>
<p>Muitos atores e diretores surgiram em meio a este momento único no cinema brasileiro. Um nome se repete em diversas produções, a paranaense <strong>Nicole Puzzi</strong>. Musa consagrada não só em seus trabalhos no cinema, mas como em atividades no teatro, Nicole trabalhou no cinema da boca do lixo desde sua explosão nos anos 70 até a decadência (causada pela chegada do cinema pornô hardcore ao Brasil) no final dos anos 80.</p>
<p>Com uma carreira multifacetada, seria quase um insulto citá-la apenas como atriz. Estamos diante de uma escritora, assistente social, onde são vistas com freqüência suas manifestações não só pelos Direitos humanos, mas também pelos direitos dos animais, e por fim a dramaturgia, ofício que colocou seu nome em um quadro de musas consagradas do cinema brazuca. Tendo atuado em mais de vinte produções cinematográficas, diversas peças e até novelas, a atriz carrega uma bagagem de dar inveja a muitos nomes da dramaturgia brasileira. Eis que, seqüestrando um pouco de seu tempo, ela relatou ao <strong>SIRVA-SE</strong> com exclusividade uma fatia de sua carreira:</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7236" title="Nicole-Puzzi_ovadiasaadia.com.br" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Nicole-Puzzi_ovadiasaadia.com_.br_-600x425.jpg" alt="" width="498" height="352" /></p>
<p><strong>Como você foi parar no meio de todo esse turbilhão de cinema chamado Boca do Lixo?</strong></p>
<p>Fui convidada pelo David Cardoso para fazer um filme sob direção de Jean Garret, &#8220;Possuídas pelo Pecado&#8221;. Um filme excelente, muito bem dirigido e com grandes atuações. A partir daí não parei de receber convites e aceitei alguns.</p>
<p><strong>A Rua do Triumpho (principal avenida da região da Boca) também era conhecida como ponto de prostituição. E, fazer filmes que envolvem nudez, em uma sociedade tão reprimida, poderia dar caracteres pejorativos às atrizes.Existiu algum receio da sua parte em fazer esse tipo de cinema ou era só o caso de encarar tudo com seriedade e profissionalismo?</strong></p>
<p>A sociedade sempre foi e sempre será hipócrita. Despreza nos outros o que é mal resolvido individualmente. Era uma época reprimida, cheia de tabus e poucos tinham coragem de ir contra os padrões morais antiquados e inadequados. Eu tive. Fiz os filmes porque quis e gostava muito dos profissionais e do profissionalismo daquele ambiente. Vi muito mais prostituição em meios sociais mais abonados do que ali.</p>
<p><strong>E o público feminino? As mulheres também curtiam os filmes da Boca?</strong></p>
<p>Em geral, os homens iam acompanhados, então&#8230; Mas, como eu era reconhecida por mulheres nas ruas, numa fase em que meus filmes eram exibidos apenas nas salas de cinema, da pra deduzir que elas iam sim. E, a maioria era da alta sociedade.</p>
<div id="attachment_7239" class="wp-caption aligncenter" style="width: 532px"><img class="size-large wp-image-7239" title="uahsssa" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/uahsssa-600x280.jpg" alt="" width="522" height="243" /><p class="wp-caption-text">Nicole Puzzi - da Boca do Lixo aos dias atuais</p></div>
<p><strong>Com uma carreira profissional tão multifacetada o que te deu mais satisfação na vida: cinema, teatro, literatura, televisão ou assistência social? Em alguma destas áreas você gostaria de ter se dedicado mais?</strong></p>
<p>Em assistência social, acredito que fiquei devendo um pouco, mas também pretendo terminar meu curso de Direito. Satisfação é trabalhar, realizar algo bom em qualquer área.</p>
<p><strong>Em seu livro “A Boca de São Paulo”, é narrada toda sua trajetória dentro do cinema marginal paulista. Provavelmente, os trabalhos envolvendo a Boca do Lixo devem ter algumas histórias pra lá de cabeludas. Qual a maior loucura que você já presenciou nos anos de atuação na Boca?</strong></p>
<p>Tinha muita história humana e simples também. Todas elas, engraçadas ou não estão em meu livro, pode inserir aqui também.</p>
<p>Segue aos fanáticos, um pequeno trecho da obra “A Boca de São Paulo”:</p>
<blockquote><p>&#8220;A primeira vez que andei na Boca não foi exatamente na Rua do Triumpho, mas na Rua Dino Bueno, Bom Retiro, em 1975, a convite da DaCar Produções, para estrelar o filme, Possuídas Pelo Pecado.</p>
<p>Aceitei este filme por insistência de algumas pessoas e do David Cardoso, dono da DaCar. Fui apresentada a ele na padaria da TV Tupi. Eu participava, de vez em quando, de programas humorísticos da emissora. Ainda era menor, mas o David desconhecia o fato.</p>
<p>Eu havia conseguido um documento, com data anterior ao meu aniversario, na Praça da Sé, em São Paulo. Fato impressionante, mas corriqueiro, em plena ditadura. Bastava ir à Praça da Sé, procurar um “homem – placa”, onde estava escrito “tiramos documentos”, e ele te acompanhava até uma sala típica do centro. Escura e sem janela. Pronto. Por uma quantia irrisória, forneciam um papel, com o nome que quisesse e filiação idem, para ir a um cartório e providenciar seu novo registro. Simples assim. Estava – se de posse de um documento legítimo: um registro de nascimento oficial. Na verdade, era a segunda vez que eu aprontava uma dessa. A primeira foi por pura baderna, com uma amiga, aos treze anos, para irmos a shows. Como não gostei do nome que me dei no primeiro documento, resolvi mudar e fiz esse outro. Com a certidão de nascimento novinha em folha, tirei atestado de antecedente criminal e identidade na delegacia, carteira de trabalho na Martins Fontes e assinei o contrato com a Dacar produções cinematográficas. Quando completei 18 anos, passei a usar, em definitivo, meus documentos originais.</p>
<p>O David, que só ficou sabendo alguns anos depois, não me perdoa até hoje por ter feito isso com ele, diz que se soubesse minha idade, não teria me contratado. Ele era muito correto. Eu, meio inconsequente e maluca, mas quem não é quando se é adolescente?</p>
<p>Depois dessa primeira vez, a coisa pegou. Foi um filme atrás do outro. Por mais que tentasse sair desse meio, algo me atraía. Por esse ou aquele motivo, não conseguia parar de filmar. Eram convites incessantes. Recusei muito mais filmes do que fiz&#8230;”</p></blockquote>
<p><strong>Durante o período de maior movimentação do cinema “erótico”, os donos de sala de exibição passaram a se limitar em só adquirir filmes do gênero, descartando muitas produções que não tiravam uma “casquinha” de suas atrizes. Você acha que o cinema nacional naquele momento se viu refém da pornochanchada?</strong></p>
<p>O que se via nas telas durante a pornochanchada era exatamente o que o público queria assistir, caso contrário, não teria feito tanto sucesso. É um erro imaginar que os participantes da pornochanchada eram quem decidia o que o público queria assistir. Um comércio fabrica o que o publico deseja e quer consumir. Na pornochanchada o publico queria exatamente aquilo e por isso lotava as salas de cinema como nunca se viu mais. Mas, internamente, muitos consumidores destes filmes se penitenciavam desprezando seus próprios anseios mal resolvidos e assim, falavam mal daquilo que adoravam.</p>
<div id="attachment_7243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-7243" title="Imagem - Gina Stocco  - divulgação" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/Imagem-Gina-Stocco-divulgação.jpg" alt="" width="600" height="381" /><p class="wp-caption-text">Nicole em ensaio sensual para o livro &quot;Beleza Revelada&quot;, da fotógrafa Gina Stocco.</p></div>
<p><strong>Alguns atores, principalmente os que partiram para trabalhos na televisão, se arrependem de seus trabalhos feitos dentro do universo da Boca. Você sente isso também com alguma atuação sua?Qual trabalho te dá mais orgulho?</strong></p>
<p>Não sei se arrependem-se ou acham que essa fase já passou. Nenhum ator que começou naqueles filmes migrou para a televisão. Na época, muitos atores já consagrados na TV fizeram filmes nacionais, não somente pornochanchadas &#8211; existe muita confusão &#8211; e, esses atores de TV, voltaram para seus trabalhos na televisão.</p>
<p><strong>O cinema brasileiro atual está te agradando ou já não se fazem mais filmes como antigamente?</strong></p>
<p>O cinema brasileiro de qualquer época sempre me agradou. Os filmes de hoje são excelentes e adaptados para a realidade atual, daquilo que o brasileiro quer ver nas telas. Sempre gostei e sempre irei gostar do cinema nacional, seja em que fase for.</p>
<div id="attachment_7245" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-7245" title="13076206" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/04/13076206.jpeg" alt="" width="550" height="367" /><p class="wp-caption-text">Cena de espetacúlo de Nicole Puzzi, &quot;Eu Só Estava Amando em 70&quot; - foto por: Eduardo Anizelli/Folhapress</p></div>
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		<title>Jornalismo Cultural: os desafios na realidade do país tropical</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=7195</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 22:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Cristiano Castilho]]></category>
		<category><![CDATA[Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Gazeta do Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Colaboração: Nayara Pessini
Fotos: arquivo pessoal
Cristiano Castilho é jornalista cultural em Curitiba e especialista em Jornalismo Literário, atua na área de Cultura há 5 anos, e, apesar de jovem, já possui uma bagagem enorme. Atualmente é repórter e colunista do Caderno G e editor do blog musical Pista 1, ambos do maior jornal do Paraná e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Colaboração: Nayara Pessini<br />
Fotos: arquivo pessoal</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7197" title="Cristiano Castilho" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/03/Cristiano-Castilho-600x399.jpg" alt="" width="590" height="391" /><strong>Cristiano Castilho</strong> é jornalista cultural em Curitiba e especialista em Jornalismo Literário, atua na área de Cultura há 5 anos, e, apesar de jovem, já possui uma bagagem enorme. Atualmente é repórter e colunista do Caderno G e editor do blog musical <strong><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/blog/pista1/">Pista 1</a></strong>, ambos do maior jornal do Paraná e um dos maiores do Brasil, a Gazeta do Povo.<span id="more-7195"></span></p>
<p><strong>Cristiano</strong> gosta do que faz e se envolve diretamente com as movimentações em sua cidade, já trabalhou na Assessoria de Imprensa em um dos maiores festivais de Cultura do Brasil, o Festival de Teatro de Curitiba e segue interagindo com o que rola na capital paranaense.</p>
<p>Numa conversa focada no trabalho e importância do jornalismo cultural no Brasil, o mercado fonográfico surge como um assunto comum dentro desse contexto, só lendo para entender melhor o que pensa <strong>Cristiano</strong>. A entrevista é de Nayara Pessini e é uma colaboração ao <strong>Sirva-se</strong>. Confere aí:</p>
<p><strong>A partir de uma consciência crítica e criativa do exercício jornalístico, considerando um conceito de cultura amplo e atual, você acredita que existe uma boa capacitação do Jornalista para exercer as atividades de repórter de uma editoria de cultura em jornais, revistas ou sites?</strong></p>
<p>Não acredito que exista uma boa capacitação do jornalista de forma geral, e isso envolve questões diversas como fragilidade no ensino superior, crise de mercado e interesse/dedicação/aptidão do então universitário. Também vivemos em um país cuja média de leitura é de 1,4 livro por ano. Isso é ridiculamente pouco. Um jornalista cultural não nem precisa ser um intelectual, mas precisa sim, com muita leitura, tentar fugir da mediocridade reinante, seja em redações de impresso, revistas ou sites. É normal também que se chegue à redação com algum interesse na área, mas ele precisa ser, ao mesmo tempo, ampliado e filtrado.</p>
<p>Outro problema: historicamente a área é deixada em segundo plano pelo próprio mercado, o que em última instância pode acabar por desestimular os jornalistas da área, inclusive os mais talentosos &#8212; os cadernos de Cultura, Brasil afora, chamam-se “2” ou “B”, quando deveriam ser “1” ou “A”.</p>
<div id="attachment_7203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 543px"><img class="size-large wp-image-7203" title="29377_439754922748982_229117916_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/03/29377_439754922748982_229117916_n-600x398.jpg" alt="" width="533" height="353" /><p class="wp-caption-text">Cristiano Castilho entrevista o cartunista Laerte</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Quais as principais dificuldades do Jornalismo Cultural, especialmente o diário?</strong></p>
<p>De forma geral, talvez pelos problemas citados acima, tenho visto que as dificuldades são em relação à manutenção das exigências de um bom jornalismo, que envolvem necessariamente uma apuração rígida e um texto impecável e sedutor; e, especificamente sobre o jornalismo cultural, uma exigência é saber com quem se fala, tendo em vista os milhares de portais e blogs “dedicados” à cultura. Não é difícil perceber que quem se mantém são os que apresentam algum conteúdo específico e o apresentam de forma criativa, única.</p>
<p>Em relação ao jornalismo impresso diário, o desafio se multiplica. Um exemplo hipotético: hoje pela manhã foi anunciado o show de Paul McCartney na Pedreira Paulo Leminski. De forma alguma podemos dar a notícia, 24 horas depois dizendo “Paul McCartney se apresenta na Pedreira no dia tal.” Isso é notícia velha. Por força do mercado, o jornalismo impresso nos impõe o desafio diário de recriar a notícia, retransformá-la para que ainda gere algum interesse. Aí entra a criatividade do editor, para dar uma nova luz à pauta; e a perspicácia do repórter que, repito, precisa ter um texto de excelência.</p>
<p><strong>Você acredita que é possível produzir um bom jornalismo cultural atualmente, sem se deixar levar pelos esquemas de divulgação das assessorias e agendas?</strong></p>
<p>É um dos desafios. Ainda por força de mercado, é preciso seguir a agenda e dar algum espaço ao que é certo. Com as assessorias, é da mesma forma. Mas há um problema contundente no jornalismo cultural brasileiro: o repórter “sei tudo”, que senta a bunda na cadeira da redação e não levanta nunca mais, nem para tomar café. O repórter “sei tudo” vive de resenhas de livros duvidosos e de discos obscuros, e ignora a principal fonte: a própria cidade em que vive.</p>
<p>Atualmente, creio que uma saída para renovar a área seja mesclar cada vez mais as editorias de cultura e cidades. Simplesmente porque é impossível separá-las. A cultura de uma cidade (e aí cabe ao bom repórter perceber seu chamado) é infinitamente maior do que o lançamento daquele disco, por melhor que seja. Por experiência própria, digo que o alcance desse tipo de matéria é enorme, e reverbera muito mais. Um bom jornalista, enfim, continua sendo aquele com vontade de sujar os sapatos.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7206" title="189801_159336270790850_1181396_n" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/03/189801_159336270790850_1181396_n1-600x401.jpg" alt="" width="546" height="364" /></p>
<p><strong>Qual o papel do Jornalismo Cultural na imprensa brasileira?</strong></p>
<p>Em partes, ainda é se firmar. Há medalhões da área que sempre acabam por estigmatizar o jornalismo cultural. Mas, agora sim, uma nova geração está vindo aí, com conhecimento de internet e de fluxo de informação, que deverá derrubar alguns pragmatismos recorrentes.</p>
<p>O papel fundamental e só visível depois de muitos anos é o retrato produtivo do nosso tempo. Um zetigeist cultural, por assim dizer. Os jornais ainda são fontes confiabilíssimas para pesquisadores; e também uma porta de entrada instantânea para o passado. Já viu como restaurantes e casas de shows adoram pendurar matérias de jornal nas paredes?</p>
<p><strong>A proximidade do mercado fonográfico e o Jornalismo Cultural é bastante perceptível, atualmente os coletivos culturais têm desempenhado um papel importante na divulgação do que acontece no cenário musical local/estadual. Exemplificando essa situação, podemos citar Coletivo Celacanto, de Itajaí – Santa Catarina. Recentemente, em parceria com a graduação de Jornalismo da Univali, o coletivo promoveu uma aula para os estudantes sobre a proximidade do mercado fonográfico com Jornalismo Cultural. Como essas atividades realizadas dentro do ambiente acadêmico ajudam no esclarecimento da vertente do Jornalismo Cultural?</strong></p>
<p>Ajudam muito. Os coletivos, de todo o tipo, são importantíssimos hoje, em um mundo de grupos online. Como jornalista, se inserir nesse meio de forma útil é espetacular. Há muitos coletivos aqui em Curitiba, com trabalhos incríveis, e muita produção própria, inclusive de mídia. Trazer o que se faz nas ruas para dentro da universidade é um privilégio. Nem só de Adorno vivem estudantes de jornalismo.</p>
<div id="attachment_7208" class="wp-caption aligncenter" style="width: 566px"><img class="size-large wp-image-7208" title="Cris em entrevista com um dos  maiores violinistas do mundo, Waltel Branco" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/03/Cris-em-entrevista-com-um-dos-maiores-violinistas-do-mundo-Waltel-Branco-600x400.jpg" alt="" width="556" height="370" /><p class="wp-caption-text">Cristiano em entrevista com o violinista, Waltel Branco</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Você considera o Jornalismo Cultural mais preocupado em provocar perspectivas no leitor?</strong></p>
<p>Sim. De maneira geral, e por conta das idiossincrasias do meio impresso, há um interesse em levantar tendências, apontar direções e perspectivas. É muito bom quando acertamos. Mas, para isso, é preciso um jornalista bem relacionado e que esteja antenado com a produção cultural de sua cidade. Além de entender muito bem o próprio lugar em que vive. Sua história, principalmente.</p>
<p><strong>Ainda dentro das redações é comum rotular o Jornalista Cultural como um privilegiado, que trabalha menos e não tem obrigação de realizar “furos” jornalísticos. Como você aborda esse comportamento de muitos profissionais da mídia? </strong></p>
<p>Acho que o estigma vai permanecer para sempre, e até acho engraçado isso. Talvez seja a roupa, os óculos, os fones nos ouvidos. A mesma coisa existe em outras editorias: o repórter de política anda para lá e para cá falando alto ao celular; o repórter policial tem um jeitão diferente e um linguajar específico. As áreas de cobertura acabam por influenciar o comportamento, talvez, e vice-versa. É assim mesmo. E realmente é um privilégio ser jornalista cultural, um privilégio conquistado, diga-se. Creio que o preconceito exista em relação àqueles jornalistas “sei tudo”, que realmente não interagem e parecem fazer parte de outro mundo. Na Folha de S . Paulo já ouvi dizer que alguns jornalistas da área trabalham com óculos escuros, como verdadeiros rockstars que, penso, gostariam de ser.</p>
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		<title>O Cinema de Garagem das Alagoas</title>
		<link>http://sirvase.net/blog/?p=7181</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 14:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SIRVA-SE</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programe-se]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Garagem Marginal Alagoas Ufal curtas filmes independente]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Sirva-se (apoio de mídia)
Filmes produzidos com quase nenhum orçamento, equipamentos acessíveis e muita força de vontade. Esse tipo de produção, totalmente independente e que raramente tem espaço na mídia e no circuito cinematográfico local, será exibida e discutida na marginAL: Mostra Alagoana de Cinema de Garagem. O evento é gratuito e acontecerá no próximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Sirva-se (apoio de mídia)</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7183" title="banner - Cópia" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/03/banner-Cópia-600x193.jpg" alt="" width="578" height="185" />Filmes produzidos com quase nenhum orçamento, equipamentos acessíveis e muita força de vontade. Esse tipo de produção, totalmente independente e que raramente tem espaço na mídia e no circuito cinematográfico local, será exibida e discutida na<strong> <em>marginAL: Mostra Alagoana de Cinema de Garagem</em></strong>. O evento é gratuito e acontecerá no próximo dia 22, às 19h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), em Jaraguá.<span id="more-7181"></span></p>
<p>A mostra pretende viabilizar um espaço para escoamento e divulgação de um cinema que se desenvolve às margens do circuito local, despretensioso em relação ao mercado e fora dos padrões do cinemão. Desenvolvido de maneira simples, com uma ideia na cabeça, uma câmera na mão e colaboração de amigos, as produções exibidas mostram que, em tempos de acessibilidade às novas tecnologias digitais, é possível fazer filmes em nossas próprias casas, em nossas próprias garagens.</p>
<p>A ideia do evento nasceu como parte da realização de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de dois alunos do curso de Comunicação Social em Jornalismo da Ufal, <strong>Bárbara Pacheco e Luiz Rios</strong> (membros da equipe deste blog), orientados pelo professor Ph.D Almir Guilhermino, e servirá também como material para a construção de um documentário homônimo sobre a existência de um cinema de garagem em Alagoas.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-7185" title="Cartaz - final" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2013/03/Cartaz-final-565x800.jpg" alt="" width="371" height="523" /></p>
<p><strong>Programação -</strong> A programação da mostra conta com a exibição de cinco filmes em formato curta-metragem, um por produtor/realizador, e um amplo debate com os autores sobre as diversas questões que envolvem as produções cinematográficas independentes e o modo pelo qual se desenvolve esse tipo de cinema em Alagoas.</p>
<p>Lobão (Morango Filmes), Dorival Bezerra (CH Trash Filmes), Andrey Melo e Erivaldo Mattus (Scoria Filmes) são alguns dos nomes do cinema de garagem produzido no estado que exibirão seus filmes na <em>marginAL. </em>Os produtores estarão presentes e participarão do debate com o público</p>
<p>Até agora estão confirmadas as estreias de dois curtas no evento: <strong>Succubus</strong>, de Andrey Melo, e<strong> A Besta Apocalíptica</strong>, da CH Trash Filmes. Além destes, haverá uma compilação em formato de clipe, com bastidores e algumas cenas dos filmes pornôs produzidos pela Morango Filmes, do Lobão. O restante da programação sai esses dias.</p>
<p>Confirme presença no <a href="https://www.facebook.com/events/380278275404664/?fref=ts">Facebook </a>e acompanhe novidades sobre o projeto <strong><em>marginAL</em></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço:</span></strong></p>
<p><em>marginAL: Mostra Alagoana de Cinema de Garagem</em></p>
<p>Dia: 22/03</p>
<p>Hora: 19 horas</p>
<p>Local: MISA &#8211; Museu da Imagem e do Som de Alagoas</p>
<p>Rua Sá e Albuquerque, 275 – Jaraguá</p>
<p>Entrada Gratuita</p>
<p>Contatos: 9102-4049 / 8736-2810</p>
<p>Inscrições para certificado: mostramarginal@hotmail.com</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/1jR9DKkhvZI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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